Amor por contar histórias
Uma história de sucesso, que teve suas primeiras linhas escritas dentro da redação do Jornal de Pomerode e que teve mais um capítulo, com a conquista do mestrado em comunicação, pela Universidade Federal do Paraná. Estamos falando da jornalista Chirlei Kohls.
Uma história de sucesso, que teve suas primeiras linhas escritas dentro da redação do Jornal de Pomerode e que teve mais um capítulo, com a conquista do mestrado em comunicação, pela Universidade Federal do Paraná. Estamos falando da jornalista Chirlei Kohls, que teve suas primeiras experiências com a rotina jornalística aqui em Pomerode. A sua pesquisa de mestrado, intitulada “Mediações no consumo midiático de jovens em conflito com a lei e de evangélicos: ‘tipo o dia inteiro, né?’”, foi apresentada, também, em congressos regionais, nacionais e até internacionais, como foi o caso do Congresso Latino-Americano de Pesquisadores em Comunicação, no México.
“Eu sempre gostei de comunicação, de ter o contato com as pessoas, falar e escutar as histórias que estas pessoas tinham para contar. E depois, poder compartilhar estas histórias com mais pessoas. Com o passar do tempo, fui percebendo que a profissão de jornalista era a ideal”, conta Chirlei.
Ela começou a cursar a faculdade de jornalismo no ano de 2005, no atual Ibes/Sociesc, e fez parte da segunda turma do curso na instituição. Seu primeiro emprego, mais voltado à área jornalística, foi um estágio na assessoria de comunicação da Furb. E, quando estava em seu terceiro ano de curso, recebeu a oportunidade de trabalhar no Jornal de Pomerode. O ano era 2008, o mesmo de sua formatura e o mesmo ano em que aconteceram as catástrofes de deslizamentos e enchentes.
“A cobertura das enchentes em 2008 foi um fato que me marcou muito, pois trabalhava no jornal e, portanto, via de perto a situação e a desolação das pessoas que sofreram diretamente com o que aconteceu. Via o choro de quem perdeu tudo e tentava consolar de alguma maneira, realmente demonstrar que estávamos ali para ajudar, nem que fosse com um abraço, algo que eu fazia muito”, relata a jornalista. Ela destaca, também, a adrenalina de estar em um plantão contínuo, pois tudo acontecia muito rápido.
Para Chirlei, trabalhar no Jornal de Pomerode foi uma experiência de extrema importância, pois foi um aprendizado enorme, no sentido de unir o que estava aprendendo e discutindo na teoria, com o que fazia na prática, no dia a dia. Além disso, ela destaca que a experiência de ter entrado no mercado de trabalho ainda durante a graduação ajudou, e muito, na construção do seu senso crítico, algo essencial ao jornalista.
Depois de sair do JP, ela conta que chegou a trabalhar como assessora de comunicação em uma agência e, finalmente, em 2012, foi contratada como repórter pelo Jornal de Santa Catarina, na seção de cultura, onde, mais tarde, se tornou editora.
“Eu também fiquei responsável pela coluna e Espaço do Leitor, buscando fortalecer este elo com quem acompanhava e lia o Santa. Foi neste período que eu comecei utilizar mais as mídias sociais, tendo os primeiros contatos com os grupos de WhatsApp e no Facebook”, revela.
Da mesma maneira como ela classifica as redes sociais como fundamentais no mundo de hoje, ela define o jornalista como sendo uma figura fundamental em meio às mídias sociais.
“As pessoas que acabam ficando confusas no meio de tanta informação que circula por ali, acabam procurando o jornalista para esclarecer certos fatos, conferir se são verdadeiros. Por exemplo, nos períodos de enchente, quando o número de boatos aumenta. As pessoas vinham procurar atrás de informações mais precisas. O jornalista precisa sempre verificar e orientar a população, para que ela encontre a informação apurada, com qualidade. É uma responsabilidade maior”, pondera a mestra em comunicação.
Hoje, Chirlei atua como professora do curso de jornalismo da Furb, produz alguns conteúdos para universidades do Paraná e ministra palestras acerca do tema mídias sociais.