Inadimplência de aluguel sobe pela segunda vez em Santa Catarina, mas estado mantém menor índice do Sul
Taxa chegou a 2,11% em setembro, segundo levantamento da Superlógica. Apesar das altas consecutivas, resultado permanece abaixo da média nacional, de 2,93%
Foto: Envato Elements / Imagem ilustrativa
A inadimplência de aluguel em Santa Catarina voltou a subir em setembro de 2026, registrando a segunda alta mensal consecutiva. O índice chegou a 2,11%, contra 2,07% em agosto e 2,05% em julho. Apesar do avanço, o estado continua com a menor taxa de inadimplência locatícia da região Sul e permanece abaixo da média brasileira, que ficou em 2,93%.
Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), divulgado pela Superlógica, plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário. O levantamento considera dados anonimizados de mais de 1 milhão de locatários.
Na comparação com setembro de 2025, quando a inadimplência em Santa Catarina estava em 2,58%, houve uma redução de 0,47 ponto percentual.
Segundo Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o cenário merece atenção, especialmente diante dos juros elevados e das pressões sobre o orçamento das famílias.
O executivo destaca que, mesmo com duas altas consecutivas, Santa Catarina ainda apresenta uma taxa relativamente baixa em comparação com outros estados da região Sul e com a média nacional.
Região Sul também registra aumento na inadimplência
O levantamento aponta que a inadimplência de aluguel na região Sul passou de 2,70% em agosto para 2,79% em setembro, um avanço de 0,09 ponto percentual.
Mesmo com a alta, a região apresentou a terceira menor taxa do país, ficando abaixo da média nacional.
O Centro-Oeste registrou o menor índice, com 2,62%, enquanto o Sudeste apresentou queda e chegou a 2,76%. Já o Norte teve aumento de 4,35% para 4,45%.
O Nordeste manteve a maior taxa de inadimplência entre as regiões brasileiras, com 5,08%, ante 5,07% no mês anterior.
Imóveis comerciais lideram inadimplência no Sul
Na análise por tipo de imóvel, os comerciais continuam concentrando a maior taxa de inadimplência na região Sul. Em setembro, o índice chegou a 3,74%, contra 3,67% em agosto.
As casas também registraram aumento, passando de 3,23% para 3,39% no período. Já os apartamentos tiveram uma leve variação, de 2,05% para 2,06%.
Aluguéis de até R$ 1 mil concentram maiores índices no país
Outro destaque do levantamento é a concentração da inadimplência nas faixas de aluguel mais baixas.
Em setembro, os imóveis comerciais com locação de até R$ 1 mil registraram inadimplência de 7,41%. Apesar da queda de 0,24 ponto percentual em relação a agosto, quando o índice era de 7,65%, essa faixa continua apresentando a maior taxa de todo o mercado imobiliário.
Entre os imóveis residenciais, os aluguéis de até R$ 1 mil também lideraram a inadimplência, com índice de 5,99%. O resultado representa uma redução de 0,14 ponto percentual em comparação com os 6,13% registrados no mês anterior.
De acordo com Manoel Gonçalves, os números mostram que a melhora dos indicadores gerais não ocorre de maneira uniforme entre os diferentes perfis de imóveis e valores de locação.
Nas faixas de aluguel mais elevadas, acima de R$ 13 mil, também houve recuo. Nos imóveis residenciais, a inadimplência passou de 5,96% em agosto para 5,75% em setembro. Nos comerciais, caiu de 4,50% para 4,32%.
As menores taxas foram registradas na faixa de R$ 2 mil a R$ 3 mil: 1,72% nos imóveis residenciais e 3,28% nos comerciais.
Inadimplência por tipo de imóvel no Brasil
Na análise nacional por categoria, os imóveis comerciais continuaram apresentando a maior inadimplência, embora tenham registrado queda em setembro.
O índice passou de 4,22% em agosto para 4,11% no mês seguinte. Entre os apartamentos, a taxa recuou de 2,13% para 2,12%. Já nas casas, a redução foi de 3,30% para 3,23%.
Os números mostram que, apesar da segunda alta consecutiva em Santa Catarina, o estado segue com um dos cenários de menor inadimplência locatícia do país.
Fonte: Grupo Superlógica