Setembro Amarelo: cuidado em saúde mental e valorização da vida durante todo o ano
Secretaria de Saúde reforça que a população conta com diferentes pontos da rede de saúde para acolhimento, cuidado e promoção da saúde mental
Imagem ilustrativa gerada por I.A
O Setembro Amarelo é um período de mobilização e conscientização sobre a prevenção do suicídio e a valorização da vida. Em Pomerode, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que o cuidado em saúde mental ocorre durante todo o ano, por meio de diferentes serviços e ações da rede, de acordo com as necessidades de cada pessoa. No dia 10 de setembro, data reconhecida internacionalmente como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, a Secretaria de Saúde também reafirma seu compromisso com a promoção da saúde mental, a prevenção do suicídio, o acolhimento e o cuidado integral da população.
As ações de valorização da vida não se restringem ao mês de setembro. Ao longo do ano, os serviços de saúde desenvolvem ações de promoção, prevenção, acolhimento, acompanhamento e cuidado em saúde mental, de forma articulada e conforme as necessidades de cada usuário.
Comitê Municipal de Prevenção ao Suicídio
Desde 2025, a Secretaria Municipal de Saúde conta com o Comitê Municipal de Prevenção ao Suicídio, constituído como um espaço de articulação entre diferentes áreas e serviços da Secretaria, com participação de representantes do CAPS, do Ambulatório de Saúde Mental, da Atenção Primária à Saúde e da Vigilância Epidemiológica.
O Comitê tem como objetivo fortalecer as ações de prevenção do suicídio, qualificar os processos de cuidado e promover a articulação entre os diferentes profissionais e serviços da rede, contribuindo para uma atenção cada vez mais integrada à população.
Dessa forma, o Comitê constitui uma das estratégias desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde e não substitui o atendimento realizado pelos diferentes serviços da rede.
Cuidar da saúde mental também é fortalecer os vínculos com a comunidade
O cuidado em saúde mental também acontece nos espaços de convivência e na comunidade. As ações coletivas desenvolvidas nos bairros, promovidas pelas Unidades de Saúde e em articulação com outros serviços da rede, são importantes estratégias de promoção do bem-estar, prevenção do sofrimento e fortalecimento dos vínculos sociais.
Participar de grupos, atividades comunitárias, rodas de conversa, ações de promoção da saúde e outros espaços coletivos pode contribuir para ampliar a rede de apoio, reduzir o isolamento e fortalecer a convivência e o sentimento de pertencimento. Por isso, além de procurar atendimento quando necessário, a população é convidada a conhecer e participar das ações coletivas oferecidas em sua Unidade de Saúde.
Onde buscar ajuda?
A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) organiza o cuidado em saúde mental de forma articulada entre diferentes pontos de atenção. A porta de entrada pode ocorrer, conforme a situação, pela Atenção Primária à Saúde, por meio das Unidades de Saúde, pelo CAPS ou pelos serviços de urgência e emergência.
As Unidades de Saúde desempenham papel fundamental no acolhimento, na identificação das necessidades de saúde mental, no acompanhamento dos casos e na articulação com os demais serviços da rede.
O Ambulatório de Saúde Mental também integra a rede de cuidado e realiza acompanhamento especializado, conforme avaliação e encaminhamento dos serviços de referência.
O CAPS é um serviço especializado em saúde mental destinado ao cuidado de pessoas que apresentam sofrimento psíquico intenso e/ou situações que demandam acompanhamento especializado e contínuo, incluindo situações de crise, conforme avaliação da equipe.
Em situações de risco iminente à vida ou emergência, a prioridade é garantir atendimento imediato em um serviço de urgência e emergência, podendo ser acionado o SAMU (192) ou realizada a busca pelo serviço hospitalar de referência.
A definição do local mais adequado para o atendimento não ocorre apenas pela classificação do caso como “leve”, “moderado” ou “grave”. A equipe de saúde realiza uma avaliação individualizada, considerando o sofrimento apresentado, os fatores de risco e proteção, a presença de crise, a necessidade de acompanhamento especializado e as condições de suporte disponíveis.
De forma geral:
- Situações de sofrimento psíquico leve ou moderado podem ser acompanhadas pela Atenção Primária à Saúde (Unidades de Saúde) e/ou pelo Ambulatório de Saúde Mental, conforme avaliação da equipe.
- Situações de maior gravidade ou que demandem cuidado especializado em saúde mental podem ser acompanhadas pelo CAPS, de acordo com a avaliação da equipe e a organização da rede.
- Situações de crise com risco iminente à vida necessitam de atendimento imediato nos serviços de urgência e emergência, com acionamento do SAMU (192) quando necessário.
A rede trabalha de forma articulada, buscando garantir a continuidade do cuidado e evitar que a pessoa fique sem assistência durante o processo de acompanhamento.
CAPS Pomerode
O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Pomerode, localizado na Rua Morro Strassmann, nº 1240, bairro Testo Rega, atua no cuidado especializado em saúde mental e na articulação com os demais serviços da rede. Entre as ações desenvolvidas estão acolhimentos, atendimentos individuais e em grupo, acompanhamento multiprofissional, acompanhamento médico/psiquiátrico conforme indicação, atividades terapêuticas, oficinas, atividades de convivência e socialização, atendimento e orientação às famílias, além da articulação com outros serviços da saúde e da assistência social.
O CAPS também promove espaços de escuta, fortalecimento de vínculos, autonomia e inclusão social. Importante: o telefone do CAPS é destinado ao contato com o serviço durante seu horário de funcionamento (7h às 11h e das 13h às 15h) e não funciona como serviço de plantão ou atendimento de emergência.
Acolhimento e cuidado em saúde mental
Procurar ajuda não significa necessariamente estar em uma situação de emergência. A pessoa pode buscar atendimento quando perceber mudanças em seu comportamento, sofrimento emocional persistente, isolamento, desesperança ou outras situações que estejam prejudicando sua vida cotidiana. Familiares, amigos, colegas de trabalho e outras pessoas próximas também podem contribuir para a identificação de sinais de sofrimento e para o incentivo à busca de ajuda profissional.
Em uma situação de emergência, entretanto, não se deve esperar por um atendimento ambulatorial ou pelo funcionamento regular do CAPS. Nesses casos, é necessário procurar imediatamente um serviço de urgência e emergência ou acionar o SAMU pelo telefone 192.
Mitos e verdades sobre o suicídio
Falar sobre suicídio de maneira responsável, sem julgamentos e sem estigmatização, é uma importante estratégia de prevenção.
Mitos
- “Quem fala em suicídio não tem intenção de se matar”
- “A maioria dos suicídios acontece de forma repentina, sem qualquer sinal de alerta”
- “Quem está pensando em suicídio está decidido a morrer”
- “Somente pessoas com transtornos mentais podem apresentar comportamento suicida”
- “Conversar sobre suicídio incentiva ou provoca o ato”
- “Suicídio é sinal de covardia, coragem ou falta de fé”
- “Não se deve falar sobre suicídio”
Verdades
- A fala sobre morte ou suicídio deve ser levada a sério e acolhida, sem julgamentos.
- Mudanças de comportamento e manifestações verbais podem indicar sofrimento e necessidade de ajuda.
- A pessoa em crise pode vivenciar sentimentos ambivalentes, podendo desejar simultaneamente interromper o sofrimento e encontrar uma forma de continuar vivendo.
- O comportamento suicida é um fenômeno complexo e pode estar relacionado a diferentes fatores de sofrimento, não sendo exclusivo de pessoas com transtornos mentais.
- Conversar de maneira acolhedora e responsável sobre o tema não aumenta o risco de suicídio; pode possibilitar que a pessoa se sinta ouvida e seja encaminhada para ajuda.
- O comportamento suicida não deve ser tratado como fraqueza, falta de caráter, covardia ou ausência de fé.
- Buscar ajuda profissional e fortalecer a rede de apoio são medidas importantes diante de situações de sofrimento intenso.
Michelle Vitório Marchetto, psicóloga, coordenadora do CAPS e integrante do Comitê Municipal de Prevenção ao Suicídio, reforça a importância de buscar ajuda diante de situações de sofrimento:
“Se você está passando por um momento difícil, queremos que saiba de uma coisa: você não precisa enfrentar tudo isso sozinho. Talvez hoje esteja ruim encontrar forças. Talvez a dor pareça grande demais, ou você esteja cansado de tentar. Pode ser que ninguém ao seu redor perceba o que você está sentindo. Mas aquilo que você sente importa, e pedir ajuda não é sinal de fraqueza. É um ato de coragem”, ressalta.
Sobre o Setembro Amarelo
O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização voltada à prevenção do suicídio e à valorização da vida, promovendo o diálogo sobre saúde mental, a redução do estigma e o incentivo à busca por ajuda.
A prevenção do suicídio, entretanto, não deve se limitar a um mês específico. Trata-se de um compromisso permanente com o cuidado em saúde mental, com a identificação de situações de sofrimento, o fortalecimento das redes de apoio e a oferta de cuidados adequados às necessidades de cada pessoa.
Serviço – Saúde Mental e Valorização da Vida
O quê: Acolhimento, atendimentos em saúde mental e ações de valorização da vida
Quando: Durante todo o ano
Onde: Unidades de Saúde, Ambulatório de Saúde Mental, CAPS e demais pontos da rede, conforme a necessidade de cada usuário
CAPS: segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 15h
Telefone do CAPS: (47) 3380-2522 – durante o horário de funcionamento do serviço
SAMU: 192 – urgências e emergências (24 horas)
CVV: 188 – atendimento gratuito (24 horas)
Público-alvo: população em geral