Eleições

Eleições 2026: adesivar o carro pode mudar a cobertura do seguro

Seguradoras alertam que adesivação e uso de veículos em atividades de campanha podem alterar o perfil de risco e exigem comunicação prévia à empresa

10 de agosto de 2026

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Motoristas que pretendem adesivar seus veículos com propaganda eleitoral ou utilizá-los em atividades de campanha durante as eleições de 2026 devem ficar atentos às condições da apólice de seguro. A orientação é da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), que alerta para possíveis alterações na cobertura em caso de sinistro.

Segundo a entidade, a adesivação com material eleitoral e a utilização do automóvel em atividades relacionadas à campanha podem ser consideradas pelas seguradoras como uma mudança no perfil de risco do veículo.

A vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da FenSeg, Keila Farias, explica que a maior exposição a acidentes, vandalismo e circulação em eventos públicos pode modificar as condições originalmente consideradas na contratação do seguro.

Uso do veículo durante a campanha pode mudar condições da apólice

Além da instalação de adesivos, o uso do carro para transporte de materiais de campanha, deslocamento de equipes ou outras atividades de apoio a candidatos e partidos também pode exigir comunicação à seguradora.

A FenSeg alerta que mudanças no perfil de utilização do veículo sem a devida atualização da apólice podem resultar em problemas na análise de um eventual sinistro, inclusive com possibilidade de recusa de indenização em casos de roubo, furto ou colisão, conforme as condições previstas no contrato.

Por isso, a recomendação é que o motorista entre em contato com a seguradora ou com o corretor antes de começar a utilizar o veículo em atividades eleitorais.

Adesivos e plotagens podem não ter cobertura

Outro ponto de atenção envolve os próprios materiais utilizados na personalização dos veículos.

De acordo com a FenSeg, danos em adesivos, plotagens e envelopamentos geralmente não fazem parte da cobertura dos seguros convencionais. Além disso, situações envolvendo tumultos, motins e atos de vandalismo costumam estar entre as exclusões previstas nas condições contratuais.

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Isso significa que o motorista deve verificar previamente quais situações estão efetivamente cobertas pela apólice contratada.

Como evitar problemas com o seguro durante as eleições

Para reduzir o risco de ter problemas com a cobertura, a FenSeg recomenda alguns cuidados aos proprietários de veículos que serão utilizados durante a campanha eleitoral:

  • Informar a seguradora antes de adesivar o veículo;
  • Comunicar qualquer mudança na utilização do carro durante a campanha;
  • Consultar o corretor de seguros antes de prestar serviços a candidatos ou partidos;
  • Solicitar um endosso, quando necessário, para registrar formalmente a alteração na apólice;
  • Verificar se o envelopamento exige atualização do registro do veículo junto ao Detran;
  • Conferir quais danos e situações estão excluídos da cobertura contratada.

A principal recomendação é não deixar a comunicação para depois de um eventual acidente ou outro sinistro. Antes de modificar o veículo ou alterar sua utilização durante as eleições, o motorista deve consultar a seguradora e verificar se é necessário fazer alguma alteração formal no contrato.

 

Fonte: Agência Brasil

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