Em entrevista exclusiva, Prefeito Ércio comenta primeiro trimestre de sua gestão
Em entrevista exclusiva, prefeito Ércio Kriek responde questionamentos referentes aos primeiros meses à frente da Prefeitura
Recentemente, Ércio Kriek completou 100 dias de gestão, em seu segundo mandato como prefeito de Pomerode. Em seu gabinete, na Prefeitura, o gestor público efetuou balanço sobre este primeiro trimestre no comando da cidade. Confira entrevista exclusiva, também em vídeo, no site do Jornal de Pomerode.
Referente ao Posto de Saúde do Centro, em sua campanha e logo após assumir o cargo, o senhor estipulou o prazo de seis meses para reforma do espaço, com um investimento de pouco mais de R$ 500 mil. Como está esta situação?
Em janeiro, conversamos e discutimos com toda a equipe de saúde e nos convenceram que deveríamos fazer as reformas e correções do que está danificado em razão do abandono, mas uma ampliação e adequações para que ele pudesse atender melhor a população de Pomerode nos próximos anos. Em razão disto, estão sendo projetados cinco consultórios novos, portanto, teremos 12 consultórios para atendimento médico, ampliação na farmácia, adequações nos espaços internos. Isso nos exigiu um projeto novo, e, consequentemente, aprovação por parte da Vigilância Sanitária do Estado de Santa Catarina, e também dos Bombeiros Militares. Tudo isso, felizmente, está vencido e a licitação já está em andamento. Optamos em fazer aquilo que é necessário para a cidade, uma coisa inteligente. Contávamos com a quantia próxima dos R$ 3 milhões, provenientes de devolução da Câmara, o que se concretizou, mas, lamentavelmente, este dinheiro foi consumido para pagar as dívidas. Na parte de recursos financeiros tivemos um apoio muito grande do Deputado Vicente Caropreso, Secretário de Saúde do Estado, que nos disponibilizou R$ 412 mil, através de um financiamento do Governo do Estado. Ao mesmo tempo, recebemos recursos federais, por meio do Governador do Estado e do Deputado Esperidião Amim. A estimativa dos custos está em torno de R$ 560 e R$ 580 mil.
O senhor também anunciou a redução de gastos na máquina pública. De que forma isso foi efetuado e qual o valor real que isso representa? Essa economia vai continuar no próximo trimestre?
Tivemos uma redução na estrutura política, nos cargos comissionados e conseguimos uma economia de mais de R$ 80 mil reais, nos três primeiros meses. E nossa intenção é, ao longo do ano, apresentar estes números e trabalhar em relatórios para fácil compreensão. Há também a questão dos aluguéis e nestes primeiros 100 dias, a Secretaria de Educação saiu de uma área alugada e foi para outra área também alugada, onde funcionava o Getran, que foi para um local muito mais amplo e doado pelo Governo do Estado. Economizamos, com isso, mais de R$ 5 mil por mês em aluguel. O mesmo irá acontecer quando voltarmos ao prédio antigo da Policlínica do Centro, quando teremos uma economia de R$ 20 mil. Nossa intenção é aumentarmos a economia, o que acontece mesmo na questão de funcionários.
E esse valor que foi economizado, está sendo investido em outros setores? Há projetos de melhorias para os munícipes com esta verba?
Nós temos uma reserva, um valor de R$ 280 mil, o que para obras, por exemplo, pavimentações de ruas, seria suficiente para 300, 400 metros de ruas. Mas é o que pretendemos fazer e as pessoas saberão onde estamos aplicando este dinheiro que foi economizado.
Nos convenceram que deveríamos fazer as reformas e correções do que está danificado em razão do abandono, mas uma ampliação e adequações para que ele pudesse atender melhor a população de Pomerode nos próximos anos.
Na educação pomerodense, quais projetos e conquistas o senhor pode elencar?
Na questão da educação, conseguimos praticamente zerar a fila de espera, sem aumentar o número de funcionários, ou a estrutura. Foram pequenas adequações em uma ou duas creches. Com isso, conseguimos melhorar um dos maiores problemas das mães de Pomerode, que era não saber onde deixar os filhos. Também pretendemos alcançar a autoestima do funcionalismo público. Percebemos que não havia harmonia na prefeitura. Mas já conseguimos mudar um pouco deste aspecto, mesmo dentro do magistério. Conseguimos deixar os funcionários um pouco mais motivados. Estamos procurando deixar os funcionários satisfeitos no trabalho para que seu rendimento seja melhor.
Em seu plano de governo, o senhor anunciou a criação de uma Secretaria Municipal de Segurança e Cidadania. Esta pasta consta na sua proposta de reforma administrativa? Além disso, nesta reforma, o senhor pretende aumentar o número de cargos de confiança ou criar novos cargos?
Ainda não encaminhamos o projeto, estamos trabalhando em cima da reforma administrativa, já cortamos alguns cargos e precisamos ver se conseguiremos suportar a demanda de serviços da prefeitura. Estamos analisando, e nossa intenção não é criar novos cargos, mas sim, transformar alguns já existentes, reformar algumas secretarias. Quanto à segurança, temos algumas ações, como ampliação da instalação de câmeras de vigilância e outros sistemas que serão implantados, talvez no decorrer do ano. A estrutura de administração municipal precisa dar uma resposta mais rápida para o povo. Temos hoje cerca de 45 a 50 cargos comissionados e precisamos ter cuidado no momento de cortar ou não um destes cargos.
Em relação ao parque de eventos da cidade, consta em seus projetos a reforma do Ginásio Ralf Knaesel ou, ainda, alguma nova obra?
Conversamos, já no mês de fevereiro, com a Associação dos Municípios para que pudessem colaborar conosco e apresentar proposta para o Parque de Eventos. E essa proposta contempla a revitalização num todo. Nossa intenção, ainda, é tentar, junto à iniciativa privada, alguém que possa ter interesse em financiar esse projeto, com a possibilidade de utilizá-lo por alguns anos para recuperar o investimento.
Referente ao esporte de base no município, não houve nenhuma sinalização, até o momento, de apoio a esta categoria. O que o senhor pretende efetuar para incentivar o esporte junto as crianças e adolescentes do município?
Nas diversas modalidades esportivas que temos na cidade, buscamos as entidades e associações que estão trabalhando para nos aproximar cada vez mais e o esporte possa acontecer. Temos uma preocupação com o esporte de base e o de recreação, para que crianças e adolescentes tenham ocupação.
Estamos conseguindo e devemos estar também, nos próximos dias, lançando o edital de credenciamento às empresas que quiserem fazer pavimentações no sistema de mutirão.
Sobre a falta de água registrada em alguns pontos da cidade, quais medidas já foram efetuadas?
Desde o ano passado, a região abastecida pela ETA II sofria com a falta de água, ainda consequência da catástrofe de 2008. Para melhorar a situação, havia um projeto, o qual ficaria pronto em 2015. Infelizmente, por atraso nos recursos por parte da Funasa, essa obra não foi concluída. E essa situação foi resolvida e a obra foi retomada. Acreditamos que em 45 dia esteja pronta e, então, o abastecimento será melhorado. Outra questão, relacionadas a vazamentos, nos fez questionar a suspeita de sabotagem, pois em períodos de sol havia falta de água por conta desses vazamentos significativos. A falta de água pode ocorrer por alguns motivos, mas estas situações resolvemos. Também teremos geradores para suprir a falta de energia.
Pavimentações. A questão é bastante antiga e muito requisitada pelos pomerodenses. Neste primeiro trimestre, já há projetos firmados para pavimentação e quais são seus objetivos em relação a este tema?
As pessoas almejam e esperam a pavimentação de ruas. Já conversamos com algumas empreiteiras para tentarmos reduzir o custo e aumentar a parceria da Prefeitura com os moradores. Estamos conseguindo e devemos estar também, nos próximos dias, lançando o edital de credenciamento às empresas que quiserem fazer pavimentações no sistema de mutirão. E, fora isso, estamos buscando recursos junto ao Governo do Estado, onde vai haver um novo financiamento. Conseguimos emendas do Governo Federal, através do deputado Décio Lima, no valor de R$ 250 mil, e, também, dos Senadores Paulo Bauer e Dalírio Beber, com mais uma quantia de R$ 250 mil, que estarão atendendo as ruas Massaranduba e Emílio Wachholz. Também estamos trabalhando para que, quando vierem esses recursos do Fundam, que têm previsão de junho e julho, já tenhamos os projetos prontos para que possamos fazer a pavimentação de ruas.
Economicamente falando, qual a real situação da Prefeitura de Pomerode?
Fico feliz que já conseguimos colocar a casa em ordem, do ponto de vista financeiro/econômico, quando tínhamos contas que estavam há vários meses atrasadas, a exemplo da falta de combustível o que dificultou os trabalhos da Secretaria de Obras. Hoje, felizmente, com exceção de duas ou três contas da gestão anterior, as quais pedimos mais esclarecimentos, o restante e todas as empresas que prestam ou vendem serviços à Prefeitura, recebem a cada 15 dias. Estamos conseguindo resgatar a credibilidade e a manteremos. O crescimento das receitas está um pouco acima da inflação, o que nos deixa motivados.
O slogan de sua campanha era “A Pomerode que todos queremos”. Hoje, sabendo da situação em que se encontra o município, o que é prioridade?
Na questão da saúde, a qual estamos cobrando os envolvidos, a exemplo da fila de espera para quem busca saúde, no plantão médico, precisamos efetuar correções, exames de média e alta complexidade são e sempre serão prioridade. Na educação, principalmente as creches, já melhoramos significativamente o número de vagas. Além da valorização do servidor público e as pavimentações e infraestrutura, com alternativas viárias. E, o que nos deixa extremamente felizes, é que as pessoas estão percebendo que todos precisam se envolver, que o município é nosso e o trabalho realizado é conquista de todos”.
Para finalizar, como o senhor prevê seu mandato nos próximos anos?
Estou feliz, pois tivemos várias conquistas, mas, ao mesmo tempo, fico um pouco frustrado, pois algumas obras estavam paradas e nós não estamos conseguindo, ainda, fazer as coisas acontecerem. Eu, sinceramente, acreditava que na questão administrativa a Prefeitura estaria melhor, mas temos problemas de férias vencidas, estágios probatórios e avaliações de desempenho que não aconteciam, servidores contratados sem concurso ou processo seletivo. Situações que trazem desgaste, mas, de certa maneira, está caminhando bem e se resolvendo. Acreditamos que teremos, neste resto de mandato, anos excelentes. Quero reforçar a importância que todos nós temos na construção que todos nós queremos.