Eleições

Biometria nas eleições 2026: veja como vai funcionar e saiba o que fazer se a urna não reconhecer sua digital

Mesmo sem cadastro biométrico, eleitor com título regular poderá votar. Justiça Eleitoral orienta como agir em caso de falha na identificação

28 de julho de 2026

Foto: Abdias Pinheiro/Secom/TSE

A biometria voltará a ser utilizada nas eleições de 2026 em todas as seções eleitorais do Brasil. A tecnologia, que utiliza a impressão digital para identificar o eleitor, tem como objetivo reforçar a segurança do processo eleitoral, prevenir fraudes e garantir a lisura da votação.

Apesar de estar disponível em todo o país, o cadastro biométrico não é obrigatório para que o eleitor possa votar. Quem estiver com o título de eleitor regular e ainda não tiver realizado o cadastramento biométrico poderá exercer normalmente o direito ao voto. Nesses casos, será necessário apresentar um documento oficial de identificação para ter acesso à urna eletrônica.

O que acontece se a urna não reconhecer a biometria?

Mesmo os eleitores que já possuem cadastro biométrico não perderão o direito de votar caso a urna eletrônica não reconheça a impressão digital.

A orientação é que a leitura da biometria seja repetida por até quatro vezes. Se, ainda assim, a identificação não for realizada, a mesa receptora fará a conferência da identidade do eleitor por outros meios disponíveis no cadastro eleitoral.

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Caso os dados sejam confirmados, o eleitor poderá votar normalmente, assinando o caderno de votação ou registrando a impressão digital, caso não saiba assinar.

Biometria aumenta a segurança das eleições

A Justiça Eleitoral começou a utilizar a biometria nas eleições em 2008. Desde então, a identificação por impressão digital passou a ser uma importante ferramenta para evitar que uma pessoa vote no lugar de outra.

Além disso, o cruzamento das informações biométricas permite ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificar eventuais registros duplicados no cadastro eleitoral, contribuindo para a integridade do sistema eleitoral.

Prazo para cadastro biométrico terminou

Os eleitores que ainda não possuem biometria cadastrada já não podem realizar o procedimento para as eleições de 2026. O prazo foi encerrado em maio deste ano.

A orientação do TSE é que esses cidadãos procurem a Justiça Eleitoral após a realização das eleições para efetuar o cadastro biométrico.

Durante o procedimento, são coletadas a fotografia do eleitor, as impressões digitais de todos os dedos das mãos e a assinatura. Essas informações passam a integrar o cadastro eleitoral e são utilizadas para tornar o processo de identificação mais seguro nas próximas eleições.

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