Política

A hora da escolha

A eleição da experiência: os dois nomes que disputam a Prefeitura de Pomerode já deixaram sua marca nas administrações do Município

19 de agosto de 2016

O Jornal de Pomerode realizou nesta semana uma entrevista com os dois candidatos a Prefeito de Pomerode. Os nomes, que dispensam apresentações por já terem ocupado o cargo, oferecem propostas diferentes. Confira na íntegra os questionamentos feitos a Ércio Kriek, que busca o retorno ao Executivo, após oito anos, e de Rolf Nicolodelli, atual Prefeito, que almeja a reeleição e ser o primeiro prefeito reeleito na história do município.

“Proponho uma gestão menos autoritária, mais democrática”

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Qual o sentimento de, em pouco mais de uma semana, deixar de ser candidato a vice-prefeito e passar a ser o cabeça de chapa?
A responsabilidade é ainda maior. Construímos um grupo consolidado para as eleições, todos os partidos estão envolvidos, participando ativamente. Fui escolhido para liderar um grupo coeso. Mas claro que ser cabeça de chapa requer ainda mais empenho e dedicação. Temos grandes nomes dentro da coligação e acredito que tanto eu quanto a Gladys tenhamos uma experiência significativa, para explorar o potencial máximo de cada um deles. Pessoalmente, estou muito orgulhoso de, novamente, colocar meu nome à disposição de Pomerode.

Você considera que esta alteração na composição de chapa, com a retirada da candidatura de Gilmar Knaesel, tenha abalado a imagem da coligação de alguma forma?
Não, de maneira alguma. Só vem mostrar que não é um projeto pessoal que estamos formulando, e sim para Pomerode. Por mais que o Gilmar sonhe ser o Prefeito da cidade onde nasceu e que tanto por ela fez, percebeu e teve a humildade de reconhecer que o momento não era o mais adequado. Essa mudança também aconteceu antes do que recomenda a lei eleitoral, ou seja, dentro do período permitido, prazo final do registro das candidaturas. Mudanças são normais.

Quando você deixou a Prefeitura, no final de sua gestão, declarou que gostaria de se dedicar a projetos pessoais e familiares. O que mudou de lá para cá?
Foram oito anos que fiquei afastado. Consegui, em parte, recuperar junto a minha família os oito anos que fiquei diretamente envolvido com a política, com a comunidade. O que mais me motivou a retornar foi que, na minha opinião, os rumos que Pomerode tomou são muito diferentes dos quais várias gestões vinham garantindo, com base no progresso, escutando a comunidade, com diálogo entre os Poderes, mas, antes de tudo, com a população. Por isso, proponho uma gestão menos autoritária, mais democrática. Percebi também que muitas pessoas querem mudanças. E que o meu nome se encaixava neste contexto.

Se eleito, qual seria a prioridade para Pomerode?
A primeira medida será a reativação do nosso Posto de Saúde. Mesmo sem ter um envolvimento direto com a política nos últimos anos, mas, também falando como cidadão, não consigo conceber que a Unidade de Saúde do Centro tenha sido desativada desta maneira. Temos que recuperá-la imediatamente. Pretendo que, até março, o posto Ricardo Jung já esteja funcionando, e a Policlínica, até junho. A questão dos valores pagos com os aluguéis nos últimos anos é absurda, já daria para realizar todas as reformas possíveis e necessárias 

Sua trajetória política anterior, como prefeito, vice-prefeito e vereador, contribuirá de que forma para a próxima gestão, caso eleito?
Primeiramente, a experiência certamente me fará analisar com mais tranquilidade certas questões que anteriormente eram novas para mim. Mesmo com a experiência, manterei a mesma humildade que sempre tive quando, até então, lançava politicamente meu nome pela primeira vez. Muitos relacionamentos que foram construídos quando eu estava diretamente atrelado à política, foram mantidos e serão fortalecidos no caso de uma nova eleição.

“Abdiquei muita coisa de minha vida pessoal para servir ao povo”

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Até o dia das convenções não se tinha a certeza que você iria buscar uma reeleição. Foi uma decisão tomada no último momento?
Não foi uma decisão de última hora. O desejo de manter Pomerode organizada por mais quatro anos me acompanha desde o primeiro dia de minha atual gestão. 

A nova lei que determina que é prerrogativa da Câmara de Vereadores tornar inelegível um Prefeito que teve suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas afeta sua situação de alguma forma?
Inicialmente, digo que não houve mudança na lei, pois a CF/88 prevê que as contas do Prefeito sejam apreciadas e votadas pela Câmara de Vereadores. Ademais, nunca tive minhas contas rejeitadas pelo TCE SC, que é um órgão de controle externo, com grau de conhecimento técnico inquestionável em relação a análise de contas públicas. Esta decisão do STF em relação a prerrogativa sobre a quem é o Poder de julgar as contas dos Prefeitos não é novidade para nós. Em Pomerode, as contas são julgadas pelo Poder Legislativo. A Câmara de Vereadores de Pomerode rejeitou minhas contas dos exercícios de 2013 e 2014 e, junto ao Tribunal de Justiça, através de Liminar, consegui a suspensão dos Decretos Legislativos que rejeitaram minhas contas. Desta forma, minha situação está totalmente legal e estou muito tranquilo. 

Existe a intenção de se afastar para que seja possível se dedicar exclusivamente à campanha ou você tentará associar a agenda de prefeito com o processo eleitoral?
Minha intenção é continuar trabalhando em prol de Pomerode, mesmo durante o processo eleitoral. Fui eleito pelo povo para ser Prefeito todos os dias, independente do horário. Abdiquei muita coisa de minha vida pessoal para servir ao povo.

Se reeleito, qual seria a prioridade para Pomerode?
Iniciamos agora a corrida eleitoral e minha proposta de trabalho será apresentada à comunidade a partir dos próximos dias, dentro do cronograma eleitoral.

Agora, com mais experiência, já que disputa uma reeleição, o que mudaria na sua concepção, caso reeleito?
Acredito que uma reeleição seja a oportunidade de continuar os trabalhos que estão projetados para o crescimento de uma cidade. Senti na pele ao assumir a administração, em 2013, que é necessário um tempo para se inteirar de todas as situações de uma administração. Involuntariamente, o município para por um tempo. Havendo reeleição, a continuidade é imediata.

 

( Fotos: Arquivo / JP )

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