A solução para a praga
Em cidades como Pomerode, ser alvo de mosquitos é um acontecimento bastante comum. Não é raro olhar para o lado e flagrar alguém se coçando ou com alguma manchinha avermelhada pelo corpo. Uma espécie de mosquito, entretanto, vai além de causar leves comichões e sua picada pode ser motivo de alergia e até transmitir doenças.
Em cidades como Pomerode, ser alvo de mosquitos é um acontecimento bastante comum. Não é raro olhar para o lado e flagrar alguém se coçando ou com alguma manchinha avermelhada pelo corpo. Uma espécie de mosquito, entretanto, vai além de causar leves comichões e sua picada pode ser motivo de alergia e até transmitir doenças.
O mosquito popularmente conhecido como maruim é um problema por causar um imenso desconforto em quem recebe suas picadas, são ardidas e, por irritarem a pele, causam coceira excessiva, levando a formação de feridas. O maruim se prolifera principalmente em ambientes rurais, com grande incidência de umidade. A fêmea deposita suas larvas em locais onde exista a combinação de água e matéria orgânica decomposta, como em bananais ou locais com folhas caídas.
O biólogo Luiz Américo Souza, da Fundação Municipal 25 de Julho em Joinville, explica que ainda não existe uma solução definitiva para o controle da praga, mas há algumas maneiras para amenizá-la. Ele indica o uso do óleo de citronela, um repelente ecológico, retirado da planta que lembra erva-cidreira, e pode ser feito em casa ou comprado em lojas especializadas.
Outra solução seria o uso de telas nas janelas, mas não a tela comum, uma vez que o maruim é muito pequeno e poderia passar entre as frestas. O especialista recomenda o uso de um tecido chamado voil, usado principalmente na confecção de cortinas.
Testes estão sendo realizados para um controle mais efetivo, para acabar de vez com o maruim. Um deles trata-se da criação de galinhas caipiras em ambientes com incidência de larvas. Após um experimento, Luiz Américo constatou que as larvas haviam sido exterminadas ao conviverem junto às aves. A experiência, no entanto ainda será repetida antes de ser patenteada, mas o biólogo afirma que realmente funciona.
Repelente de Citronela
• 200g da planta seca e triturada
• 1 litro de álcool comum (para uso externo) a 70%
• 1 vidro de boca larga e escuro, de preferência, com capacidade mínima de 1 litro
• 1 frasco escuro para acondicionar
• 1 funil
• 1 papel filtro
• pano branco e limpo para coar e etiquetar
Modo de fazer – Pesar 200g da planta seca e triturada. Colocar num frasco de boca larga. Despejar 1 litro de álcool a 70% sobre a erva. Tampar o frasco e cobrir com papel escuro, se o vidro for claro. Deixar em maceração por no mínimo 8 e no máximo 21 dias, em local seco e protegido da luz. Agitar 2 vezes diariamente. Coar com o pano branco e completar o volume para 1 litro, passando mais álcool a 70% sobre o resíduo da planta. Filtrar em papel filtro e guardar em frasco escuro. Rotular.
Validade – 2 anos
Fonte: Portal Combate a Dengue