Saúde

Especialistas recomendam o uso de repelentes para evitar doenças

O repelente deve ser usado por todos, logo cedo, pois é o seu cheiro que espanta o inseto

3 de fevereiro de 2016

O Brasil está se mobilizando no combate ao mosquito Aedes Aegypti, que transmite a dengue, a febre chikungunya e o zica vírus. Por isso, a população tem se redobrado nos cuidados com a saúde e uma das medidas para evitar a chegada do mosquito é o uso de repelentes.

Mas será que os repelentes são seguros? Eles não precisam de cautela? Podem ou não causar alergias? Quais e como devem ser usados? Segundo a bióloga Heloísa Kuabara, o primeiro passo é adquirir repelentes de qualidade, com eficiência comprovada e fugir das receitas naturais e dicas caseiras, porque essas podem não funcionar e dar uma falsa sensação de segurança. “Você acredita que está seguro, mas, na verdade, o produto está na pele e não te dá eficácia comprovada”, destacou.
Já o médico dermatologista Erasmo Tokarski diz que o repelente deve ser usado sobre o hidrante, sobre o filtro solar e sobre a maquiagem e até sobre a roupa. O médico  ensina que é o cheiro do repelente espanta o inseto. Por isto, se usar o repelente antes dos outros produtos da pele, isto anula a função do repelente. Qualquer pessoa pode usar o repelente, a partir dos seis meses de idade. E em casa, se for usar o repelente de tomada, recomenda-se ficar pelo menos dois metros longe desta tomada. Esses repelentes de tomada fazem uma vibração que também espanta o mosquito.
Os repelentes manipulados, teoricamente funcionam, mas devem ser adquiridos de farmácias idôneas. O repelente tem que ter registro da Anvisa e que seja realmente reconhecido. Quando o repelente é spray, deve-se ter o cuidado para não entrar nos olhos. As grávidas podem usar tanto o spray quando os de tomadas.
Ainda há o caso daquelas pessoas que apresentam hipersensibilidade aos repelentes. Muitas delas têm alergia a algum componente do produto e não sabem. Por isso, acabam fazendo uso dos caseiros, que são produzidos a base de álcool e podem causar o ressecamento da pele.
“Nestes casos, a pessoa pode estar conseguindo um segundo problema. Então, na dúvida, deve-se procurar um repelente dermatologicamente testado e fazer um bom uso, com uma camada de proteção, uma boa cobertura na pele, porque o cheiro que o produto emite é que faz com que o mosquito não chegue perto. Se deixar de passar em qualquer parte do corpo, que seja na ponta do dedo, é ali que o mosquito vai picar”, orientou a bióloga.
Heloísa Kuabara falou sobre a importância de se comprar repelentes registrados no Ministério da Saúde e alertou para o uso de repelentes vendidos em camelôs e na internet.
“Compre produtos que foram registrados, testados e que tenham eficiência comprovada. Cuidado com o que a gente vê na internet, porque a gente vê muitas coisas e a maioria delas tem procedência duvidosa”, lembrou.

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