Sem repasse, vacinação segue com agendamento
Vacinas do Programa Nacional de Imunização, adquiridas pelo Ministério da Saúde e que são redistribuídas aos Estados
e municípios, não estão sendo repassadas desde o início do mês
A situação envolvendo a distribuição de vacinas em todo o Estado continua a mesma. Desde o início do mês, a diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (DIVE/SES/SC) comunicou que as vacinas do Programa Nacional de Imunização, adquiridas pelo Ministério da Saúde e que são redistribuídas aos Estados e municípios, não estão sendo repassadas.
Diante desse cenário, em Pomerode, a Secretaria de Saúde por meio da Vigilância Epidemiológica tem priorizado a aplicação da vacina da Hepatite B. A aplicação foi centralizada na Unidade de Saúde Ricardo Jung na Rua Arno Weege no Centro e priorizada para recém-nascidos, as gestantes, as pessoas que tenham sofrido acidentes com materiais perfurocortantes ou vítimas de violência sexual.
Para isso, os usuários poderão procurar a unidade de referência que irá efetuar o agendamento com a Unidade de Saúde Ricardo Jung. O agendamento tem por objetivo evitar o desperdício, já que os frascos contêm dez doses com prazo de validade. Caso não seja utilizado por completo, este material deverá ser descartado. A medida tem por objetivo evitar desperdício e vacinar um número maior de pessoas. Para a vacina BCG, os usuários também devem fazer o agendamento na Unidade Ricardo Jung.
Santa Catarina está sem receber nenhuma dose dessas vacinas há mais de dois meses. Além disso, nos meses anteriores, o quantitativo enviado não alcançou a total necessidade da demanda. No município, a situação não é muito diferente.
Demais vacinas – A situação se repete em todo o Brasil devido a falta de remédios nos estoques do Ministério, em especial das vacinas contra a Hepatite A, Hepatite, a Dupla Adulto, que protege contra difteria e tétano e a Tetraviral, cuja ação protege contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela (catapora).
No entanto, em Pomerode, as demais vacinas (Hepatite A, Dupla Adulto, Tetraviral e Varicela monovalente), ainda estão disponíveis em estoque, porém em quantidades relativamente pequenas, que não suprem a demanda.
Nesse caso, as crianças de um ano que completam dois anos durante o período de desabastecimento e que ainda não receberam a vacina Hepatite A e Tetraviral) terão o seu direito garantido, mesmo que ultrapassem a faixa etária recomendada.