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Formatura interrompida em SC: presidente de comissão usa R$ 77 mil de alunos em apostas online

Polícia Civil investiga o caso e trabalha com duas linhas de investigação: apropriaçāo indébita ou estelionato

27 de fevereiro de 2025

Foto: Arquivo pessoal

Alunos do curso de Direito da Unidade Central de Educação Faem (UCEFF) em Chapecó, no Oeste catarinense, denunciaram a presidente da comissão de formatura por usar quase R$ 77 mil do fundo destinado à festa em apostas online. A Polícia Civil está investigando o caso.

Uma das vítimas, Nicoli Bertoncelli Bison, de 23 anos, relatou ao Portal g1 que soube da falta do dinheiro pela própria colega, que havia gastado a quantia. Em uma conversa por aplicativo, menos de um mês antes da formatura, marcada para 22 de fevereiro, a presidente da comissão revelou que havia perdido todo o valor.

“Eu perdi todo o dinheiro da formatura. Me viciei em apostas on-line, Tigrinho e afins, e quando perdi todo o dinheiro que eu tinha guardado, comecei a usar o da formatura para tentar recuperar. E aí, cada vez mais fui me afundando no jogo”, escreveu a presidente da comissão (veja print abaixo).

Foto: Reprodução

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso e trabalha com duas possibilidades de investigação: apropriação indébita ou estelionato. A investigação envolve depoimentos das vítimas, testemunhas e da própria suspeita, que serão ouvidos nos próximos dias.

Nicoli explicou que os alunos contribuíram ao longo de três anos para garantir o orçamento da formatura. O valor foi depositado na conta da suspeita, que se ofereceu para assumir a responsabilidade.

Os estudantes registraram um boletim de ocorrência e, no documento, acessado pelo g1, relataram o seguinte: um adiantamento de R$ 2 mil havia sido pago à empresa contratada para organizar a formatura. O saldo restante, de R$ 76.992,00, deveria ser quitado em dezembro de 2024.

Quando não receberam o pagamento e, após tentativas de contato com a presidente da comissão, a empresa fez um ultimato aos alunos em janeiro, relatando que a responsável pela comissão alegou não ter mais o valor para o pagamento.

Nicoli contou que a suspeita sempre parecia comprometida com a organização da formatura. “A gente não desconfiou de nada porque, desde o início, ela sempre foi muito assim: ‘vou atrás, vou fazer'”, contou ela ao g1.

“Não havia como a gente suspeitar dela, porque ela mostrou até o último segundo que estava tudo bem. Quem ia imaginar que, em um mês, o nosso sonho ia por água abaixo? Nunca passou pela nossa cabeça”, completou.

A Polícia Civil informou que enviou uma representação à Justiça para rastrear e, se possível, recuperar o valor supostamente desviado. Enquanto buscam reaver os valores, os estudantes decidiram se reunir novamente para tentar realizar a formatura em maio deste ano, por meio de uma vaquinha online e outros eventos.

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