Atentados voltam a assustar catarinenses
Na noite de sexta-feira, 4 de abril, cinco ônibus foram incendiados. Um na cidade de Florianópolis, um em Joinville e três em Criciúma. Os eventos ocorreram cerca de três semanas após o início da greve dos agentes penitenciários. Os novos ataques despertam novamente o medo de que outra onda de…
Na noite de sexta-feira, 4 de abril, cinco ônibus foram incendiados. Um na cidade de Florianópolis, um em Joinville e três em Criciúma. Os eventos ocorreram cerca de três semanas após o início da greve dos agentes penitenciários. Os novos ataques despertam novamente o medo de que outra onda de atentados se instale no Estado.
Em Criciúma, dois ônibus da empresa Expresso Forquilhinha foram incendiados à noite. Tais ações foram executadas por dois homens, que estavam com os rostos cobertos durante o ato. Segundo a PM, os bandidos forçaram o motorista a parar, invadiram o veículo e atearam fogo com uso de gasolina.
O primeiro incêndio foi registrado por volta de 18h30min, na Rua Líbano José Gomes, no bairro Jardim União. Quinze pessoas estavam no coletivo, mas ninguém saiu ferido. O segundo caso ocorreu às 20h, no bairro Vila Manaus, na Rua Assembleia de Deus. Havia 20 pessoas no veículo e também não houve registro de feridos. Até às 21h, 30 viaturas da PM circulavam pelo município em busca dos bandidos, mas ninguém havia sido preso. Por volta das 00h10min, outro ônibus foi incendiado na cidade.
Já em Joinville, um ônibus da empresa de transporte coletivo Gidion, foi incendiado no início da noite deste sábado. Os homens derramaram um líquido inflamável, ainda não identificado, em todos os veículos e depois atearam fogo. A empresa Gidion, por meio da assessoria de imprensa, informou que havia cerca de 40 passageiros no coletivo. Ele havia saído do terminal do Guanabara às 19h34min. O motorista teria sido abordado pelos homens, que mandaram todos descer.
Em Florianópolis, um ônibus da empresa Estrela foi incendiado no bairro Monte Cristo, por volta de 18h30min, na Rua Joaquim Nabuco. Por causa do fogo, moradias ficaram sem luz nas proximidades. O crime ocorreu na mesma região onde um coletivo já havia sido incendiado no sábado passado.
A Polícia Civil investiga os ataques e reacende o medo de que as ordens podem partir de dentro dos presídios, como ocorreu nas duas ondas de atentados a coletivos e prédios públicos, ocorridas em novembro de 2012 e fevereiro de 2013.
A Polícia Militar diz que é cedo para relacionar os casos com a tensão dentro das cadeias, onde agentes penitenciários estão em greve há 20 dias. Também não há confirmações oficiais de que, assim como em novembro de 2011 e na onda de violência em janeiro de 2013, os ataques teriam sido autorizados de dentro das prisões.
Segunda-feira – Um ônibus particular foi incendiado no Bairro Fazenda, em Itajaí, à noite. Segundo a testemunha o fogo foi causado por dois homens, que fugiram numa motocicleta ao perceber a movimentação. O incêndio foi controlado pelo homem que informou ter encontrado uma garrafa de gasolina no local.
Terça-feira – Por volta das 3h30min desta terça-feira, uma Parati também foi incendiada no bairro Salseiros, em Itajaí. Os bombeiros foram acionados para controlar as chamas, mas nada que pudesse indicar como o fogo começou foi encontrado no local.
Polícia não relaciona casos com atentados liderados por presos – A Secretaria de Segurança de Santa Catarina informou que ainda busca informações. Conforme a assessoria de imprensa da pasta, há um plano de combate a essas ações criminosas. A comunicação da Polícia Militar afirma que ainda não tem reconhecimento do correlacionamento entre os casos de atentados de incêndio contra os ônibus. É muito recente para fazermos qualquer colocação, pois seria precipitado. Estamos preparados para as ações preventivas necessárias, mas temos que aguardar as próximas horas para fazermos uma análise do que está acontecendo. A Polícia Civil já começou a investigar os casos e a população não precisa ficar em alarde, relatou a tenente-coronel da PM Claudete Lehmkuhl.
Relembre – Em 2013, Santa Catarina sofreu uma onda de atentados a ônibus, que atingiu 30 cidades, durando mais de um mês de atentados e 58 veículos incendiados. Devido aos ataques, o transporte público municipal em cidades que sofriam com maior incidência de ataques, trabalhou com horários reduzidos e com escolta policial a partir dos terminais de integração, especialmente onde os ataques aos ônibus foram maiores.