Exportação de carne suína
A comitiva catarinense inicia, na noite desta segunda-feira, dia 24, a missão ao Japão para selar a parceria que garantiu a abertura do mercado japonês à carne suína catarinense. O governador Raimundo Colombo viaja para o país após reunião sobre as manifestações sociais com a presidente Dilma, em Brasília.
A comitiva catarinense inicia, na noite desta segunda-feira, dia 24, a missão ao Japão para selar a parceria que garantiu a abertura do mercado japonês à carne suína catarinense. O governador Raimundo Colombo viaja para o país após reunião sobre as manifestações sociais com a presidente Dilma, em Brasília. O acordo para as exportações será assinado na sexta-feira, dia 28, em Tóquio, em evento com a participação de empresários e lideranças do agronegócio do Estado. A expectativa é de um ganho expressivo nas exportações catarinenses.
O Japão é o maior importador de carne suína do mundo, comprando o equivalente a 1,2 milhão de toneladas por ano (em equivalente a carcaça). A expectativa do presidente da Cidasc, Enori Barbieri, é de que, em uma primeira etapa, Santa Catarina responda por 10% desse mercado, ou seja, cerca de 120 mil toneladas. O montante representaria um ganho da ordem de 60% nos embarques de carne suína de Santa Catarina para o exterior. Em 2012, o Estado exportou cerca de 200 mil toneladas do produto, principalmente para Rússia e Ucrânia, que juntas compraram praticamente metade dos embarques catarinenses. Ao longo dos anos, a participação catarinense no mercado japonês deve aumentar cada vez mais, acredita Baribieri.
A comitiva catarinense participará do seminário A Carne Suína de Santa Catarina/Brasil no Japão, promovido em Tóquio pela Fiesc e que terá a participação de empresas catarinenses e japonesas. Além de Barbieri, a comitiva catarinense contará com representantes como o Secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, João Rodrigues; o Diretor de Defesa Agropecuária, Roni Tadeu Naschenveng Barbosa; os deputados estaduais Moacir Sopelsa e José Milton Scheffer; e o vice-prefeito de Concórdia, Neuri Antonio Santhier.
O governador Raimundo Colombo, que lidera a missão ao Japão, destaca que a parceria garante estabilidade, já que os japoneses fazem contratos de longo prazo, e maior rentabilidade, pois o Japão compra cortes prontos para o consumo, o que agrega valor ao produto final. Ele acrescenta que o aval do Japão é importante também para a conquista de outros mercados internacionais.
A China já passou a comprar carne suína catarinense em 2011 e, os Estados Unidos, em 2012. Agora, após a conquista do Japão, Santa Catarina reforça as negociações com a Coreia do Sul e com a União Europeia. O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, diz que em uma escala de 0 a 10, as negociações com a Coreia estão na escala 7, e as com a UE, na escala 5, ou seja, no meio do caminho. Mas a abertura do Japão promete agilizar essas negociações.
Status diferenciado
Santa Catarina é líder nacional em produção de carne suína (média de 800 mil toneladas por ano) e o único Estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação. Historicamente, os japoneses só importavam carne suína quando todo o país de origem possuía o status de área livre de aftosa, mas foi aberta uma exceção para SC, diante da qualidade do trabalho sanitário – o governo catarinense mantém uma barreira sanitária em cada fronteira do Estado (são 67 em operação atualmente). A última ocorrência de febre aftosa em Santa Catarina foi em 1993. O Estado suspendeu a vacinação em 2001 e, em 2007, garantiu a certificação com área livre de febre aftosa sem vacinação, emitida pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE).
Fonte: Assessoria de Comunicação do Estado