Empresários participam de audiência pública no senado
O domínio das muitas potencialidades das Terras Raras – essenciais à nova era industrial – poderá conduzir o Brasil à 5ª economia do mundo até o final da década. É a opinião de especialistas, acatada pelo senador Luiz Henrique (PMDB-SC).
O domínio das muitas potencialidades das Terras Raras – essenciais à nova era industrial – poderá conduzir o Brasil à 5ª economia do mundo até o final da década. É a opinião de especialistas, acatada pelo senador Luiz Henrique (PMDB-SC), relator da Subcomissão Temporária da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação, que volta a se reunir nesta quinta-feira, dia 23 de maio, às 9h, com representantes do setor empresarial para debater a criação de um Marco Regulatório Mineral para o setor.Luiz Henrique considera fundamental atrair empresas públicas e privadas para desenvolver uma cadeia produtiva para as Terras Raras. A parceria será vital para expandir a exploração, a industrialização e agregar valor aos 17 elementos químicos – indispensáveis para compactar, reduzir o custo e tornar mais eficientes os produtos eletroeletrônicos, os carros híbridos e elétricos, a geração eólica, os geradores, os motores, entre outros, reconheceu o senador.
A meta brasileira é produzir 200 mil toneladas de Terras Raras nas próximas décadas, segundo os especialistas, suficientes para tornar o Brasil autossuficiente e exportar produtos já industrializados para todo o mundo.
Atento ao estratégico, milionário e abundante filão brasileiro, Luiz Henrique pretende que o Marco Regulatório garanta segurança jurídica às empresas que investirem em pesquisa, extração e industrialização dos 17 elementos minerais.
Ele voltou a advertir para a urgência de o país dominar todas as etapas do processo para voltar a liderar o mercado mundial, hoje concentrado na China. Para isso, considera vital a capacitação do setor empresarial. O Brasil não pode mais uma vez cometer o erro das décadas de 30 a 50, quando virou mero exportador de matéria-prima radioativa e se recusou a dominar a tecnologia nuclear., alertou.
A intenção é que as empresas trabalhem em parceria com o governo para identificar as jazidas nos 13 milhões de quilômetros quadrados brasileiros, transformá-las em lavras, depois em minas para exploração das Terras Raras e separação dos 17 elementos químicos (etapas da cadeia produtiva até a fabricação e a agregação de valor).
Para aprofundar os estudos de geodiversidade, o governo se articulará com as empresas, os centros de pesquisas e as universidades. Hoje, os 99 grupos com 396 especialistas trabalham em 221 linhas de pesquisas em Terras Raras, insuficientes para que o país volte a liderar o mercado.
Reunião – participarão da segunda audiência pública, representantes de algumas das principais empresas que já exploram Terras Raras: World Mineral Resouce (WMRSA), Vale do Rio Doce, Anglo American Brasil e Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Na terceira audiência, marcada para 06 de junho, serão ouvidos mais seis especialistas do setor. Dia 13 de junho, a Subcomissão deverá ouvir prefeitos de municípios do RJ, MG, AM e GO – ricos em Terras Raras.