Força Nacional deverá permanecer 90 dias em SC
A portaria que autoriza o envio de tropas da Força Nacional de Segurança Pública para Santa Catarina foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (18). Segundo o documento, as equipes federais devem permanecer em território catarinense por 90 dias, prazo contado a partir desta segunda.
A portaria que autoriza o envio de tropas da Força Nacional de Segurança Pública para Santa Catarina foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (18). Segundo o documento, as equipes federais devem permanecer em território catarinense por 90 dias, prazo contado a partir desta segunda. Ainda conforme o texto, este período pode ser prorrogado, caso seja necessário.
A portaria nº 471 foi emitida na sexta-feira (15), quando equipes do grupo federal chegaram ao estado para auxiliar no combate à onda de violência que já atingiu 36 municípios. Desde 30 de janeiro, criminosos realizam ataques a ônibus, carros e edificações. As ordens para os ataques partem de uma facção criminosa e de dentro dos presídios, segundo o Governo de Santa Catarina. Até as 8h desta segunda-feira (18), a PM contabilizava 111 ataques.
A portaria dispõe que a Força Nacional irá auxiliar em atividades operacionais, para manter a ordem pública. O foco é 'prevenir um possível agravamento da situação nas áreas de conflito do Estado de Santa Catarina', destaca o texto publicado no Diário Oficial da União.
A Força Nacional chegou a Santa Catarina no início da tarde de sexta-feira (15) e, no mesmo dia, começou a atuar no apoio ao combate da onda de violência. Sábado (16), as equipes auxiliaram na trasferência de 40 presos para presídios federais. A maioria, 37, foi enviada para Mossoró (RN). Os outros três foram encaminhados para o Presídio Federal de Porto Velho (RO).
Por decisão estratégica, o número de policiais da Força Nacional e as ações em que participarão não foram informados pelo Governo do Estado. Neste final de semana, segundo a Polícia Militar, as equipes atuaram principalmente em ações de segurança nas unidades prisionais. Além da transferência de presos para outros estados, eles auxiliaram em revistas em presídios e transferências internas de detentos. Fonte: G1/SC