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Estado quer erradicar brucelose bovina e bubalina

Santa Catarina toma mais uma iniciativa pioneira para manter a sanidade de seu rebanho bovino e bubalino. A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca assinou Portaria que cria o Programa de Erradicação da Brucelose Bovina e Bubalina no Estado de Santa Catarina, que prevê ações no período de 2012 a 2018.

23 de julho de 2012

Santa Catarina toma mais uma iniciativa pioneira para manter a sanidade de seu rebanho bovino e bubalino. A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca assinou Portaria que cria o Programa de Erradicação da Brucelose Bovina e Bubalina no Estado de Santa Catarina, que prevê ações no período de 2012 a 2018.

 

O Programa tem como objetivos a intensificação das atividades de educação sanitária e das atividades de vigilância sanitária para detecção de focos em propriedades com produção leiteira; criação de gado de corte; animais que participam de eventos agropecuários; atividades de turismo rural e criação para consumo próprio. Outras atividades devem ser desenvolvidas para melhorar o controle de movimentação de bovinos e bubalinos e o saneamento de todos os focos de brucelose; será realizado durante os próximos meses um inquérito soroepidemiológico, ou seja, um levantamento da existência da enfermidade em 1653 propriedades rurais em todo o Estado através da coleta de material para diagnóstico.

 

Por fim, a Portaria permite a vacinação de fêmeas bovinas e bubalinas com uma nova vacina denominada de Amostra RB51 em propriedades com foco de brucelose; naquelas que possuem vínculo com o foco ou que se sentem ameaçadas pela enfermidade e também naquelas que comercializam animais para outros estados ou países. O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, lembra que a vacinação deverá ser feita após avaliação e aprovação da Cidasc. “Será uma vacinação controlada, com supervisão rígida da Cidasc”, afirma Rodrigues.

 

O Programa prevê que no final de 2014 ou 2015 aconteça a suspensão da vacinação para que em 2018/2019, Santa Catarina obtenha o status de Livre de Brucelose Bovina e Bubalina da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O diretor de Qualidade e Defesa Agropecuária, Roni Barbosa, explica que o Programa de Erradicação da Brucelose Bovina e Bubalina dará maior garantia sanitária aos rebanhos, com proteção da saúde dos animais, dos produtores rurais e também dos consumidores de carne, leite e seus produtos derivados.

 

“Santa Catarina já é livre de febre aftosa sem vacinação e com o status de livre de brucelose poderá conquistar mercados internacionais mais competitivos e de melhor remuneração para os produtos da bovinocultura catarinense”, ressalta Roni Barbosa.

 

O Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa), em 8 anos de atividade, indenizou cerca de 600 produtores por 3.235 bovinos abatidos sanitariamente por causa da brucelose, especialmente vacas, o que resulta em R$ 3,7 milhões. O secretário João Rodrigues destaca que Santa Catarina é o único Estado que indeniza os produtores com valor correspondente ao valor comercial do animal sadio, caso fosse comercializado para um frigorífico. “Embora a brucelose esteja presente nos últimos anos em todo Estado, as regiões com maior índice da doença são o Oeste, na região de Chapecó, e no Sul, na região de Tubarão”, complementa Rodrigues.

 

A brucelose é uma zoonose causada por uma bactéria que provoca abortos, infecção no útero podendo levar à infertilidade nos bovinos e bubalinos. A doença é transmissível para as pessoas, causando febre alta, comprometimento das articulações e infertilidade. A transmissão entre animais acontece, principalmente, por meio de pastagens contaminadas com restos de placenta resultante de abortos. As pessoas podem ser contaminadas no manuseio de vacas que sofreram abortos e retenção de placenta. O diretor Roni Barbosa alerta que não existe risco no consumo de carnes, leite e derivados quando inspecionados pelo Serviço de Inspeção Municipal, Estadual ou Federal.

 

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