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A presença feminina, no Corpo de Bombeiros de Pomerode

Conheça a história da Eliana, que já está há cerca de 18 anos na corporação, no especial Semana da Mulher

11 de março de 2023

Foto: Raphael Carrasco/JP

Dia 08 de março. Data conhecida por celebrar o Dia Internacional da Mulher.

É com esse assunto que contaremos a história de Eliana Goretes Dias, de 40 anos, bombeira voluntária do Corpo de Bombeiros de Pomerode.

Eliana completa, no mês de outubro, 18 anos de corporação. Ela e mais 26 mulheres compõe o quadro feminino do CBVP.
Desde cedo, Eliana sempre teve paixão pela área de enfermagem. Com o passar do tempo, chegando perto dos 18 anos, ela tinha vontade de entrar na Marinha do Brasil. Pela dificuldade de entrar nas forças armadas, buscou, então, o curso técnico de enfermagem.

Antes de completar os estudos técnicos, surgiu a oportunidade de participar da corporação do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode. E, quando soube um pouco mais do trabalho realizado pela corporação, decidiu fazer o curso para se tornar uma bombeira voluntária e os treinamentos encerraram-se antes de terminar o seu curso técnico de enfermagem.

“Desde então, a paixão por trabalhar aqui só cresceu. Virei bombeira, não fui para a Marinha, mudei muito os meus planos, porém foi uma área que me encontrei e hoje sou muito feliz com a atuação aqui na corporação. E, é tão bom ser uma bombeira voluntária que já estou aqui há anos!”, comenta.

O amor por ser uma bombeira voluntária sempre se sobresaiu a outros projetos pessoais de Eliana. Ela conta que, já teve momentos em que pensou em deixar um pouco de lado a atuação no CBVP para seguir outros caminhos, porém, a vontade de fazer parte do grupo sempre foi maior. Inclusive, quando entrou na graduação de enfermagem, conciliava o seus plantões com os seus estudos.

Em alguns momentos, Eliana passava as horas mais tranquilas dos plantões para focar em seus trabalhos acadêmicos, como o Trabalho de Conclusão de Curso, o popular TCC.

“Eu entrei na graduação e de qualquer forma nunca deixei de lado o meu trabalho voluntário por aqui. Muitas vezes, eu trazia os livros, notebooks e fazia uma tarde de plantão com estudos. E, o meu TCC foi sobre o Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode e acabei descobrindo que não havia trabalho ou artigos sobre a nossa corporação. Então, se tornou quase uma segunda casa. Foi uma época bem desafiadora da minha vida, porém tudo tem uma recompensa e então hoje sou formada em enfermagem, pela Furb”, conta a bombeira voluntária.

Hoje em dia, Eliana concilia os plantões do CBVP com os seus trabalhos. Atualmente, ela é enfermeira da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode e também é terapeuta alternativa. Agora, sua carga de trabalho é um pouco menor na corporação, já que ela retornou há pouco tempo, após se afastar para auxiliar no tratamento médico de sua mãe. Portanto, Eliana faz seis horas de plantão, todas as sextas-feiras. Ela também faz parte do comando, do conselho fiscal e também é instrutora.

Foto: Raphael Carrasco/JP

Eliana conta que a motivação maior, em atuar na corporação do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode, é poder ajudar o próximo e depois de ser agraciada com uma recuperação do paciente.

“O voluntariado é imensurável. Não consigo descrever em palavras, pois não é um dinheiro que paga. É muito maior do que uma satisfação pessoal, pois é muito legal quando vemos uma pessoa na qual socorremos e pudemos ajudar a melhorar o quadro clínico dela. Ver a felicidade da família ou alívio em saber que aquela pessoa não partiu e ainda tá ali, com certeza nos dá um acalento de alma. Quando estou numa ocorrência, me coloco no lugar da outra pessoa e participar disto é algo indescritível, acredito que tudo isso é uma dádiva de Deus, em poder ajudar o próximo”, ressalta.

Eliana também dá um recado para outras mulheres que desejam fazer parte da corporação e que tenham vontade de trabalhar na área de resgate.

“Às vezes, a gente tem medo ou insegurança de fazer parte da corporação. Em algumas oportunidades, acabamos escutando de amigos e família que pode não valer a pena ser um voluntariado e temos que nos confrontar. Aqui temos uma relação boa com todo mundo e há um respeito muito grande entre mulheres e homens. O recado que deixo é, se você tem vontade de fazer algo, vá e faça, pois isso gera uma satisfação pessoal”, finaliza.

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