Um dia para conscientização a respeito da prevenção do câncer
Dia Mundial Contra o Câncer é momento de priorizar a conscientização acerca da prevenção e cuidado
Edgar Romig enfrentou um diagnóstico de câncer de próstata. (Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode)
Uma doença por vezes silenciosa, mas que se não tratada de maneira precoce, pode ser fatal. Estamos falando do câncer, que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) pode ter cerca de 704 mil casos novos sendo diagnosticados, no Brasil, no triênio 2023/2025.
E pensando em prevenção e diagnóstico precoce, em 04 de fevereiro, é celebrado o Dia Mundial Contra o Câncer. O objetivo da data é aumentar a conscientização e a educação mundial sobre a doença, além de influenciar governos e indivíduos para que se mobilizem pelo controle do câncer.
De acordo com dados da Secretaria de Saúde de Pomerode, atualmente, 203 moradores estão fazendo tratamento do câncer, por meio do SUS.
Ainda segundo dados do INCA, nas mulheres, a incidência da doença no Brasil tem como localização primária a mama (27,8%); (5,7%); e estômago (3,3%) Já nos homens, é possível notar os casos de próstata (20,4%); traqueia, brônquio e pulmão (11,3%); cólon e reto (9,6%); estômago (5,3%); e Sistema Nervoso Central (3,1%).
O câncer de pâncreas está entre os 10 mais incidentes na região Sul, sendo seus principais fatores de risco a obesidade e o tabagismo.
O tumor maligno mais incidente no Brasil é o de pele não melanoma (31,3% do total de casos), seguido pelos de mama feminina (10,5%), próstata (10,2%), cólon e reto (6,5%), pulmão (4,6%) e estômago (3,1%).
Em homens, o câncer de próstata é predominante em todas as regiões, totalizando 72 mil casos novos estimados a cada ano do próximo triênio, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Nas regiões de maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), os tumores malignos de cólon e reto ocupam a segunda ou a terceira posição, sendo que, nas de menor IDH, o câncer de estômago é o segundo ou o terceiro mais frequente entre a população masculina.
Há cerca de quatro anos, quem precisou enfrentar um diagnóstico de câncer de próstata foi o morador de Pomerode, Edgar Romig, de 64 anos.
Em 2019, enquanto realizava os exames para renovar sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH), acabou descobrindo a pressão alta e, por consequência, ao passar por novos exames, em busca da causa da alteração na pressão arterial, foi descoberto um índice diferente de PSA, exame utilizado para monitorar a condição da próstata.
“Lembro que, em 2010 fiz um check up completo, e estava tudo perfeito. Em 2015, quando me aposentei, fiz mais um check up completo, com resultados melhores do que o anterior. Nunca tive nenhum sintoma, não senti nenhuma alteração, mas em 2019, durante a investigação da causa da pressão alta, foi percebido o valor mais alto no PSA”, conta o aposentado.
A alteração foi percebida na consulta com o Dr. Thiago Mello, que logo o encaminhou para o urologista, Dr. Raphael Lahr.
“Na consulta com o doutor Raphael, ele me pediu um novo exame, depois de cinco meses, e após este tempo o PSA aumentou, então ele decidiu investigar o caso. Fiz um novo exame, que apontou a lesão na próstata e, com a biópsia, foi confirmado o câncer”, relembra Romig.
O tratamento encontrado foi a cirurgia, que deveria ser realizada o mais rápido possível. No entanto, devido à pandemia, todo o processo se estendeu e, após cinco meses do diagnostico, foi possível realizar o procedimento.
“Acabei fazendo no particular, uma cirurgia videolaparoscópica, que é menos invasiva. O doutor Raphael organizou tudo para mim, apenas me deixando ciente. Fiz a cirurgia em 13 de fevereiro de 2021 e a recuperação foi muito rápida e tranquila. Depois disso, passei por 20 sessões de fisioterapia pélvica e me sinto zerado”, afirma.
O aposentado conta que em todo este período, até a realização da cirurgia, o câncer foi muito silencioso, sem nenhum sintoma. Romig enaltece que, se não fosse pelo exame de renovação da CNH, não teria procurado um médico.
“Por isso agradeço sempre a Deus, ao Dr. Raphael, que insistiu para resolvermos o mais rápido possível. Fiz um exame agora há pouco tempo, e estou com o PSA praticamente zerado. Não tomo medicação e não precisei fazer quimio ou radioterapia. Lembro de ter ficado muito ansioso, até o meu retorno pós-cirurgia, pois não sabia se seria possível retirar o câncer por completo, ou se eu precisaria de quimio ou radioterapia. Esta mesma ansiedade, eu senti enquanto esperava o diagnóstico. O meu maior medo era ficar com alguma sequela, mas fiquei bem feliz por não ter precisado da quimio ou da radioterapia. O que eu digo, agora, para outras pessoas, é que não se pode esperar, tem que logo procurar o tratamento e aceitar as orientações dos médicos, além de sempre fazer os exames de rotina, para os homens principalmente o do toque”, finaliza.
