20 mil aves devem ser sacrificadas em SC
Pelo menos 21 mil marrecos devem ser sacrificados na cidade de Apiúna, no Vale do Itajaí. O motivo é a falta de ração para os animais. Criadores receberam o alimento na tarde de terça-feira (20), mas não foi suficiente. A crise no setor atinge nove produtores do município. Famílias inteiras, por enquanto, estão sem nenhum tipo de renda.
Pelo menos 21 mil marrecos devem ser sacrificados na cidade de Apiúna, no Vale do Itajaí. O motivo é a falta de ração para os animais. Criadores receberam o alimento na tarde de terça-feira (20), mas não foi suficiente. A crise no setor atinge nove produtores do município. Famílias inteiras, por enquanto, estão sem nenhum tipo de renda.
A falta de ração faz com que os animais fiquem estressados e cometam canibalismo. Na manhã desta quarta (21), alguns marrecos apareceram mortos e os produtores começaram a contabilizar os prejuízos. No aviário de Olívio Francês, ele encontrou 13 aves mortas e calculou um prejuízo que devem chegar a R$ 15 mil no final do mês. Ele possui marrecos com 17 dias de vida e que estão há seis sem comida. A maioria dos animais estava desnutrida.
O criador João Rezini estava em uma situação semelhante. Ele possui dois aviários com marrecos de 40 dias de vida. Desde a semana do dia 12 de novembro, quando começou a crise, dezenas de aves morreram e as sobreviventes estavam machucadas e abaixo do peso ideal. Na tarde de terça (20), ele recebeu cerca de 2.400 quilos de ração para os dois aviários. Porém, essa é a quantidade para manter apenas um aviário durante um dia. O alimento acabou em menos de uma hora.
Segundo a promotoria de Ascurra, que atende Apiúna, avicultores procuraram a promotoria na tarde desta quarta (21). O promotor estava em audiência e não pôde conversar com eles, mas os produtores foram orientandos a registrar boletim de ocorrência. Segundo a Polícia Ambiental de Blumenau, a denúncia anônima sobre a situação foi recebida e na quinta-feira (22) uma equipe deve ir até Apiúna para analisar a situação.
A empresa responsável pelos aviários reconheceu dificuldades no fornecimento e informou que fez uma redução programada de cerca de 35% em seu plantel de animais. Além disso, ressaltou que trabalha ativamente para que não haja nenhum tipo de dano à saúde dos animais, com a busca de alternativas para solucionar a entrega aos fornecedores integrados.
Fonte: G1/SC