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Zoos de SC auxiliam na relocação de animais

Recentemente, o Zoológico de Salete (SC), sofreu uma interdição do IBAMA depois da fuga da elefanta Carla.

1 de junho de 2015

Recentemente, o Zoológico de Salete (SC), sofreu uma interdição do IBAMA depois da fuga da elefanta Carla. O zoológico foi fechado e as instituições similares de Santa Catarina prontamente se dispuseram a receber animais para que não sofressem abandono.
O núcleo de Santa Catarina da Sociedade de Zoológicos do Brasil (SZB) divulgou nota esclarecedora à imprensa orientando que o ocorrido em Salete não reflete a situação dos outros Zoos do Estado e que foram efetuadas medidas de planejamento e gestão para que aqueles animais não sofressem por abandono, ou falta de atendimento técnico. “Infelizmente, nesse intervalo de tempo, ocorreu a fuga da elefanta Carla. Diante deste episódio, a bióloga do Zoo de Salete entrou em contato com o núcleo SC da SZB, recebendo o apoio imediato e necessário para a captura e envio do animal para a Fundação Rio Zoo”, diz a nota.
Em entrevista ao JP, o responsável técnico do Zoológico de Pomerode e representante do Núcleo regional de Santa Catarina da SZB, Cláudio Hermes Maas, diz que com a divulgação desse fato isolado, ficou a imagem de que a “cultura do Estado é a de maus tratos aos animais. O que, na verdade, é apenas uma situação que foi diagnosticada em 2010 e que por motivos da empresa gestora do zoológico foram se protelando até hoje. Mesmo assim foi oferecido todo apoio na manutenção sanitária dos animais”.
Ainda é esclarecido que um total de 56 animais foram remanejados com segurança para zoos de Santa Catarina, diminuindo o estresse por longas viagens e agilizando o realojamento para manutenção da saúde desses animais. Entretanto, o núcleo lamenta que apenas foram amplamente divulgados os animais que saíram do Estado. O que pode assim ter prevalecido uma imagem negativa das entidades catarinenses em âmbito nacional.
O episódio em que morreu o Tigre, a sede regional da SZB informou que foi prestado todo o apoio necessário, mas não foi possível o reestabelecimento do felino. Segundo Maas, o tigre não morreu por falta de comida, mas que o laudo oficial ainda não foi expedido.
“É nosso objetivo aqui, além de divulgar este apoio até então desconhecido pelo público em geral, divulgar o trabalho de um grupo que luta para melhorar os zoológicos do nosso Estado” concluiu o núcleo em nota.
Leões, jacaré, emas, dromedário, serpentes peçonhentas e não peçonhentas, gaviões, corujas, hipopótamos, macacos prego, macacos da noite, mico de cheiro, mandril, lobo guará, lhamas e urus, foram transferidos para Zoos de SC.
O Zoológico de Pomerode recebeu vários animais, assim como outros zoos da região. Entre eles estão: dois hipopótamos, lhamas, aves, emus, lobo guará, mico de cheiro, entre outros.
Continuando a entrevista, Maas ainda comenta a transmissão em rede nacional de televisão do transporte de duas elefantas. Ele diz que a matéria produzida coloca os recebedores das elefantas como heróis. “Na verdade, o que foi exibido são procedimentos padrão e que foram feitos com todos os animais relocados, entretanto evitando excesso de público prevenindo o estresse”, disse.

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