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Zoo Pomerode ganha novos três filhotes de mico-leão-dourado

Além da Independência do Brasil, o Zoo Pomerode teve outros motivos para celebrar nesta quinta-feira, 07 de setembro. Isso porque nasceram três filhotes de mico-leão-dourado durante o dia, o que foi uma bela surpresa para quem teve e aproveitou o feriado prolongado para visitar o Zoo.

12 de setembro de 2017

Além da Independência do Brasil, o Zoo Pomerode teve outros motivos para celebrar nesta quinta-feira, 07 de setembro. Isso porque nasceram três filhotes de mico-leão-dourado durante o dia, o que foi uma bela surpresa para quem teve e aproveitou o feriado prolongado para visitar o Zoo. 

Os recém-nascidos ficam agarrados à mãe, que cuida da segurança e da alimentação dos pequenos. Porém, ela não faz isso sozinha. Segundo Claudio Hermes Maas, biólogo responsável pelo Zoo Pomerode, os outros dois filhos do casal e o pai dão suporte à fêmea durante o período mais delicado dos filhotes. 

Serão cerca de seis meses até que os filhotes se soltem completamente do corpo da mãe e possam se cuidar sozinhos. O período mais crítico é nas primeiras semanas e no primeiro mês, quando a possibilidade de eles, acidentalmente, se soltarem do pelo da fêmea e caírem. Por isso, pelo menos por dois meses, a movimentação no interior do recinto não pode ser grande, para não assustar os três filhotes. 

Com os novos filhotes, agora, sete indivíduos fazem parte do grupo de micos-leões-dourados do zoológico e eles integram o Comitê Internacional de Conservação e Manejo dos Micos-Leões-Dourados, no qual o Zoo Pomerode é credenciado. Por isso, a importância deste nascimento como resultado positivo do trabalho desenvolvido na instituição. 

“O nascimento de novos indivíduos mantém a diversidade genética na espécie e eles poderão, futuramente, formar novos núcleos familiares, aumentando o número de micos-leões-dourados no mundo. Cada nascimento é importante e os zoológicos são responsáveis, em grande parte, pelo sucesso nas continuidade destes animais na natureza, tanto em suporte financeiro como em envio de animais. Os zoo’s guardam a diversidade genética e abrem para manter, a longo prazo, a população de micos-leões-dourados. Pomerode está contribuindo nesta questão, o que só reforça a importância desta instituição para a proteção da biodiversidade”, afirma o biólogo.

No Brasil, são 12 jardins zoológicos credenciados no programa, incluindo o o Zoo Pomerode. As ações começaram entre as décadas de 80 e 90, após pesquisas revelarem que existiam apenas 150 micos-leões-dourados na natureza. O último dado, de 2015, contabilizou cerca de 3.200.

O principal papel ecológico da espécie no equilíbrio da natureza é quanto à dispersão de sementes, pois se alimentam de frutas e pequenos animais. Estudos mostram que os micos-leões-dourados alimentam-se dos frutos de 97 árvores, das quais, 76 espécies têm suas sementes ingeridas e liberadas nas fezes, que podem germinar e virar novas árvores.

Os principais locais de ocorrência da espécie é na Reserva Biológica Poço das Antas e na Reserva Biológica União. Ambas são localizadas no Rio de Janeiro. 

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