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Volta às aulas fora de época

As escolas da rede estadual de Pomerode voltaram à normalidade nesta segunda-feira, 11/07, quando os professores da regional de Blumenau suspenderam a greve, que permanece vigorando no Estado. O impasse entre Sindicato dos Profissionais da Educação de Santa Catarina (Sinte) e Governo, permanecia inalterado até o fechamento desta edição. Isso…

15 de julho de 2011

As escolas da rede estadual de Pomerode voltaram à normalidade nesta segunda-feira, 11/07, quando os professores da regional de Blumenau suspenderam a greve, que permanece vigorando no Estado.
O impasse entre Sindicato dos Profissionais da Educação de Santa Catarina (Sinte) e Governo, permanecia inalterado até o fechamento desta edição. Isso porque a categoria não aceitou a última proposta do governador Raimundo Colombo e a promessa de entendimento após o restabelecimento das aulas. A reivindicação da classe é de que o Governo do Estado respeito o piso nacional do magistério sobre o plano de carreira dos professores.
Entretanto, os profissionais de Pomerode preferiram retomar as aulas para evitar que os alunos perdessem o ano letivo, fato que aconteceria caso a greve ultrapasse 60 dias, não permitindo mais tempo hábil para a reposição das aulas.
Desta forma, a segunda-feira foi de salas cheias e reuniões para definir como acontecerão as reposições. Segundo secretário, Eduardo Woigt, da maior escola da rede estadual em Pomerode, na Escola Estadual José Bonifácio, a frequência foi muito boa e apenas uma professor segue aderindo a paralisação. “Tudo voltou ao normal e os alunos compareceram em massa nesta segunda, quando terminou a paralisação dos professores daqui da região. Apenas um permanece, mas isso não afetou o retorno”, explicou Eduardo.
A questão agora é como será a reposição já que foram 52 dias de paralisação. Uma coisa é certa: as férias de julho já foram canceladas. Outra definição também que já foi informada aos alunos é que as aulas irão até o dia 30 de dezembro. Todo esse empenho é porque a Secretaria de Educação impede que haja reposição aos sábados e em feriados nacionais.
Segundo Eduardo, os alunos viram com bons olhos este retorno, porque apesar de terem ficado sem aula, o que no início lhes pareceu bom, depois se transformou em preocupação por causa da reposição. “No fim os próprios alunos que estavam gostando da paralisação perceberam que eles seriam os mais prejudicados”, explicou.
Essa constatação tivemos ao conversar com os alunos que durante o período da greve ficavam até três dias da semana sem aulas. “Foi ruim ter essa paralisação. Acabamos ficando sem férias”, diz Igor Augusto Knopf, do primeiro ano do ensino médio. A opinião é compartilhada por Christian Stetter, também do primeiro ano, que comemorou o retorno. “Que bom que voltamos. Já vamos ter problemas para repor imagina se ficássemos mais dias parados”, disse o aluno.
Assim, com a José Bonifácio, a Escola Erwin Curt Teichmann também deve enfrentar dificuldades para a reposição, como explicou Eduardo. “Fora essa questão de não poder usar feriados nacionais para a reposição e o sábado também, os alunos do turno da noite não têm disponibilidade de estender seus horários porque tem outros compromissos ao longo do dia”, disse o secretário.
As outras escolas da rede estadual, a do Testo Alto e Prudente de Moraes não tiveram grandes impactos em razão da greve, porque a adesão dos professores foi pequena, mas também terão que repor as aulas perdidas.

Medidas
Como o retorno dos professores foi parcial, permanecendo focos de greve em muitas regiões do estado, serão contratados em caráter temporário professores, no sistema de ACT, para que ministrem as aulas neste período de julho onde haverá reposição das aulas perdidas por causa da greve.
Sem contar que o Governo pretende descontar os dias que os grevistas estiverem paralisados, isso porque uma decisão do desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), Rodolfo César Tridapalli, suspendeu a decisão do juiz Hélio do Valle Pereira, que determinava que o Governo do Estado pagasse os dias parados aos professores que permaneceram por 53 dias em greve. De acordo com o procurador-geral do Estado, Nelson Antônio Serpa, a decisão divulgada no final da tarde desta segunda-feira, 11/07, garante ao Governo descontar os dias parados dos professores.

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