Voleibol: futuro incerto?
Depois de disputar duas Superligas e ser projetada nacionalmente, a modalidade de voleibol em Pomerode está passando por um período de entressafra. Com o fim das parcerias, o sonho de disputar a Superliga 10/11 não se concretizou. Mas esta fase não muito boa pode ter fim, segundo o treinador Manoel…
Depois de disputar duas Superligas e ser projetada nacionalmente, a modalidade de voleibol em Pomerode está passando por um período de entressafra. Com o fim das parcerias, o sonho de disputar a Superliga 10/11 não se concretizou.
Mas esta fase não muito boa pode ter fim, segundo o treinador Manoel da Cunha, o Maneca. A Associação Desportiva Pomerana, que gerencia o vôlei em nossa cidade, está com dois projetos aprovados no Ministério dos Esportes, um de R$ 1 milhão e 700 mil para a categoria de base, e outro de R$ 1 milhão e 200 mil, para o time adulto. ?Isto daria uma diferença muito grande na qualidade do esporte pomerodense, pois poucos são os clubes que aprovam projetos como este no Brasil. No entanto, os projetos estão aprovados, mas ainda não conseguimos nenhum parceiro para captar os recursos?, diz Maneca.
?A Associação já contatou diversas empresas, até fora de Pomerode, como Belo Horizonte, São Paulo e Brasília, mas até agora, não obtivemos sucesso. Nós temos como objetivo alavancar ainda mais a modalidade em nosso município e, por isso, necessitamos de parceiros que colaborem conosco?, acrescenta.
Maneca lembra que Pomerode já passou por todas as etapas dentro do voleibol, e que a continuação deste projeto é de suma importância. ?O mais difícil foi feito, que é projetar o nome de Pomerode em âmbito nacional, com a participação de duas temporadas na Superliga. E não vejo que já tenhamos esgotado a nossa capacidade de participação no cenário nacional do vôlei. Agora, se isto não acontecer logo, Pomerode nunca mais poderá ter uma equipe dentro da elite?, enfatiza.
No entanto, Maneca lembra que o esporte é feito a longo prazo. Para que isso seja possível, é preciso recomeçar todo o trabalho. ?Tivemos um experiência muito boa na segunda temporada da Superliga, mas o salto dado foi muito grande. Agora, para recomeçar, termos que fazer novamente um trabalho com jogadoras mais jovens e mais baratas, senão não háverá fôlego para continuar. O mais importante é tentar manter a equipe dentro da competição. A longo prazo, os resultados tendem a aparecer?.
O projeto conta, atualmente com 200 meninas, divididas em quatro pólos: Ralf Knaesel, Olavo Bilac, Amadeu da Luz e Prudente de Morais. ?Com a captação de recursos, poderemos dar melhores condições de trabalho para a base e fortalecer o time adulto, por exemplo, com a construção de uma academia anexo ao ginásio de esportes. Portanto, você empresário, entusiasta do esporte, que queira colaborar com a gente, as portas da ADP estão abertas. Vamos fazer com que Pomerode continue fortalecida e reconhecida no mundo do voleibol nacional?, finaliza Maneca.