VÍDEO: câmaras de bronzeamento artificial clandestinas são apreendidas em Indaial
Ação faz parte da Operação Contraluz, deflagrada pelo GAECO para combater a prática proibida pela Anvisa
Foto: MPSC/Divulgação
Na tarde de quinta-feira, 29 de janeiro, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou a Operação Contraluz para combater a prática clandestina de bronzeamento artificial por meio de câmaras de radiação ultravioleta (UV), no município de Indaial, no Vale do Itajaí.
A ação ocorreu em apoio à investigação conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Indaial. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Blumenau.
Durante a operação, o GAECO cumpriu três mandados de busca e apreensão em Indaial. Nos locais, foram apreendidas câmaras de bronzeamento artificial por radiação UV, além de registros de atendimentos, produtos e valores obtidos com a atividade, materiais que devem auxiliar no andamento das investigações.
Segundo o Ministério Público, os equipamentos funcionavam em imóveis residenciais adaptados exclusivamente para a prática ilegal, com o objetivo de dificultar a fiscalização da Vigilância Sanitária. A clandestinidade ocorria porque os envolvidos tinham conhecimento de que a exploração do serviço de bronzeamento artificial é proibida no Brasil.
A investigação apurou ainda que os procedimentos eram divulgados por meio das redes sociais, com publicações de fotos de clientes, resultados dos atendimentos e registros das câmaras utilizadas. O uso de câmaras de radiação ultravioleta para fins estéticos é expressamente proibido pela Anvisa, por representar riscos à saúde pública.
Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para a realização de perícias. As evidências serão analisadas pelo GAECO, que dará continuidade às diligências para identificar outros possíveis envolvidos e apurar a existência de uma eventual rede criminosa. A investigação tramita em sigilo.
A operação contou com o apoio da Vigilância Sanitária Municipal de Indaial.
Operação Contraluz
O nome da operação faz referência ao caráter clandestino da atividade investigada, realizada à margem da fiscalização sanitária, em ambientes residenciais com acesso restrito e funcionamento em horários alternativos, com o objetivo de evitar a exposição da prática ilegal aos órgãos de controle.
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