Vias registram acúmulo de lixo reciclado
Início de ano, pomerodense retomando sua rotina, preparativos para Festa Pomerana e vias do município registrando o acúmulo de material reciclado separado para coleta. Uma imagem que não combina com a organização e limpeza de Pomerode. Através das redes sociais, pomerodenses reclamaram da demora do recolhimento do lixo, questionando o SAMAE sobre os motivos que geraram a mesma.
Início de ano, pomerodense retomando sua rotina, preparativos para Festa Pomerana e vias do município registrando o acúmulo de material reciclado separado para coleta. Uma imagem que não combina com a organização e limpeza de Pomerode.
Através das redes sociais, pomerodenses reclamaram da demora do recolhimento do lixo, questionando o SAMAE sobre os motivos que geraram a mesma. Igualmente, denúncias foram encaminhadas ao Jornal de Pomerode, para que assim, a situação fosse averiguada.
Foi entrado em contato com Jorge Alfredo Hoge, novo presidente da autarquia, que através de comunicado oficial, se manifestou sobre o episódio. Entre as explicações encaminhadas, foi esclarecido que a responsabilidade pela prestação de serviço, até o dia 31 de dezembro do ano passado, era da gestão anterior. Disse também que os serviços de coleta de resíduos orgânicos foram mantidos sem interrupção durante o recesso de final do ano.
“Já a coleta dos resíduos recicláveis foi interrompida, cabendo esclarecer que a decisão da interrupção fora de iniciativa da gestão anterior, que ocorreu a partir de 21/12/2012, permanecendo até a data de 01/01/2013. Somado ao fato da falta de recolhimento, o recesso de final de ano foi um período que acarretou um aumento significativo na geração de lixo. Tal aumento pode ser contextualizado, eis que é normal que, com as festas natalinas e ainda 13°, as pessoas comprem eletrodomésticos que são acondicionados em caixas de papelão e isopor; embalagens de presentes diversos, a faxina de final de ano onde as pessoas aproveitam para descartar todo material considerado dispensável”, explicou o presidente do SAMAE.
Jorge Alfredo Hoge alegou ainda que foram no total, dez dias de produção de lixo em residências em um ritmo mais intenso e que foram acumuladas. “Este cenário de acúmulo acarretou em um volume desproporcional ao que normalmente tem-se nos serviços de coleta e, consequentemente, gerou o atraso nesta prestação de serviços do SAMAE. Outro ponto que dificultou e acarretou no atraso da coleta também se dá em virtude da nossa frota de veículos que não está dimensionada para absorver, no mesmo prazo normalmente oferecido à população, este volume de material gerado. Considerando a frota de veículos que o SAMAE dispõe, e para que o recolhimento esteja normalizado, a coleta durante o período de final de ano não deve ser interrompida”.
Outra reclamação apontada pelos internautas é com relação aos insetos, que por causa dos lixos, acabam se proliferando. Além disso, as pessoas que realizam caminhadas diariamente também reclamam pela falta de espaço nas calçadas, que nestes primeiros dias do ano, tinham que ser divididas com inúmeras sacolas de lixos esparramadas e amontoadas.
Já a preocupação de alguns comerciantes era da imagem negativa e do impacto que a situação causaria nos turistas, que nesta época do ano visitam Pomerode com ainda mais frequência, seja pelas férias que muitos ainda gozam ou mesmo pela divulgação e prestígio nacional associada à Festa Pomerana.