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Comemorado no dia 7 de janeiro, o Dia do Leitor foi criado para promover e impulsionar a literatura

15 de janeiro de 2015

Todos os anos, em 7 de janeiro, é comemorado, no Brasil, o Dia do Leitor. A celebração surgiu a partir das iniciativas do poeta e jornalista Demócrito Rocha para criar “nêm a mídia nordestina”, um suplemento cultural e propulsor da literatura regionalista.

Ao longo da história, houve grande transformação nos hábitos de leitura e nos próprios leitores. Antigamente, contos e estórias eram transmitidos oralmente. Um bom exemplo seria o trovadorismo no século XII: movimento que consistia na disseminações de narrativas e cantigas pelo “boca a boca”. Com o advento da escrita, da argila ao papel, o registro e a durabilidade da produção cultural se intensificaram, nos trazendo aos dias, e aos livros, de hoje.

E assim se criam os leitores, pessoas que tomaram gosto pelas viagens que a leitura permite. Ania Helena Pechura Kresin é uma assídua. A pomerodense de 33 anos lê em média 4 livros por mês e considera o hábito de grande importância em sua vida. “O gosto pelos livros veio muito cedo, por causa de meu pai. Sempre o via lendo na varanda e comecei a ler também.

Os favoritos dele eram os de história alemã. Mas o hábito foi intensificado mesmo, quando fiquei grávida das minhas filhas gêmeas, que hoje têm 9 anos. Na época, estava sofrendo grande pressão, pois as condições financeiras não andavam muito bem e eu estava gerando duas crianças ao mesmo tempo. Para diminuir o estresse me recomendaram ler e eu li”, recorda-se Ania.

O marido, que trabalha em uma gráfica, também é fã de leitura, por consequências as duas filhas foram contagiadas e têm sempre um livro à mãos. Antes de serem letradas, os pais liam uma história todas as noites para elas, virou um hábito. “A leitura, além de desenvolver a gramática e ampliar o vocabulário, promove uma viagem de graça. Quando lemos temos mais assunto para conversar. Para mim é um lazer, melhora meu humor”, justifica a leitora sobre a importância do hábito.

Dentre os autores favoritos, Ania lista o norte-americano, Dan Brown, que escreveu best sellers como “O código Da Vinci”, que se tornou filme, “Inferno”, “Anjos e Demônios”, “O símbolo perdido” e “Ponto de Impacto”. Também admira Nora Roberts, autora de “Álbum de Casamento”, “Mar de Rosas”, “Bem-casados” e “Felizes para Sempre”. Dos nacionais, cita Paulo Coelho e Zibia Gasparetto.

De acordo com a última pesquisa CBL/FIPE, realizada em 2013, o setor editorial mostrou um crescimento nominal de 7,52% em relação ao ano anterior. Este aumento contabiliza os exemplares produzidos eletronicamente e em via impressa, bem como os números das vendas realizadas no período.

Outro ponto significativo, tanto para o mercado editorial como para uma análise do perfil de leitura do cidadão brasileiro, é a quantidade de novos títulos disponíveis. Em 2012, foram 51.905 obras inéditas de autores nacionais. Este indicador aumentou em quase 10%, passando para 56.372 em 2013. Somadas as informações, vê-se um panorama positivo para a literatura.

“O aumento dos canais de venda e do consumo de materiais eletrônicos também auxilia na elevação das estatísticas. No entanto, medidas de incentivo à cultura, de forma geral, e à leitura também têm seu mérito. Programas como o Vale Cultura, do MinC, o Prêmio Jabuti e o título Amigo do Livro, da CBL, a retomada do Prêmio VivaLeitura e as diversas feiras e exposições tornam o cenário atrativo para os autores. Consequentemente, cresce também o número de consumidores”, avalia a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Karine Pansa. “Dentro deste cenário cada vez mais positivo, não se deve deixar de celebrar o Dia do Leitor. Não somente como forma de comemorar o avanço que tivemos até o momento, mas também para nos recordar do nosso objetivo e do longo caminho que temos pela frente: fazer do Brasil, um país de leitores”.

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