Vândalos destroem mudas de árvores recém plantadas no centro
Novamente os marginais se mobilizam e destroem o patrimônio público
O vandalismo está tomando proporções assustadoras em Pomerode.
O que é feito hoje, está sendo destruído no dia seguinte.
O Jornal de Pomerode publicou na última semana uma matéria informando que o Executivo Municipal, que seguidamente demonstra exemplos que revelam preocupação com o meio ambiente, havia plantado mudas da espécie Callistemon sp, árvore popularmente conhecida por “escova de garrafa”, em um trecho de 1.300 metros da ciclovia. A idéia inicial seria de as ruas 15 de Novembro e Luiz Abry ficarem ainda mais bonitas e aconchegantes, privilegiando o visual da cidade e a qualidade de vida da população.
Tudo perfeito, mostrando uma atitude da Administração Municipal que deveria ser copiada, multiplicada e utilizada como exemplo, certo? Errado! Um grupo de vândalos, que ainda não tiveram suas identidades reveladas pelas autoridades que estão investigando o caso, por diversão ou por maldade, decidiu comprometer um trabalho nobre que foi planejado para embelezar ainda mais nossa Pomerode. No último final de semana, na madrugada de domingo, as mudas foram quebradas e danificadas.
É inadmissível uma atitude como esta. Não podemos nos conformar com o fato de que a sociedade cobra investimento dos governantes e muitas vezes, quando conquista os mesmos, tem seu dinheiro (pois o dinheiro público é de todos nós), rasgado e menosprezado frente a atitudes como esta.
Semanalmente a redação do Jornal de Pomerode recebe reclamações de pontos de ônibus depredados, de praças com bancos quebrados, placas de sinalização pichadas com mensagens estúpidas e que revela o preconceito e etc. Em muitos casos, a culpa não é do Executivo, não é da polícia, não é de nenhuma autoridade ou órgão, a culpa é destes marginais que estão soltos por nossas ruas.
Antigamente, casos como estes citados anteriormente aconteciam, mas não eram registrados freqüentemente como nos dias de hoje. O que mudou? Mudou respeito por si, pelo próximo, pelos pais, pelas autoridades, pelos mais velhos, pelos professores. Os valores estão atualmente destorcidos. O que hoje é diversão, no passado era considerado crime. Crime sim, pois não pensem estes vândalos que se trata de uma brincadeira, de um passatempo, ou como alguns se atrevem a dizer “um ato de protesto”. Quisera um dia, que em um momento onde estas pessoas estiveram cometendo atos de destruição ao patrimônio público ou alheio, sejam flagradas por cidadãos de bem, que sabiamente acionem a polícia.
Não adianta se esconder atrás da menor idade e dos direitos assegurados pela Legislação, Não adianta procurar abrigo nos braços dos pais e das mães. Se for menor de idade deve pagar como adulto, de uma forma ou de outra, seja capinando, realizando plantio de mudas em pontos espalhados do município, mantendo e zelando pelas mesmas ou qualquer outro bem destruído.
Torna-se complicado acreditar no futuro destas pessoas, relembrando o passado e se vangloriando: “Uma vez, quando eu era mais jovem, junto com uma turma de amigos, não tínhamos nada para fazer e saímos para o centro de Pomerode procurando diversão. Foi quando encontramos mudas de árvores recentemente plantadas, com proteções, lindas e verdinhas. Não pensamos duas vezes. Pegamos um canivete e destruímos tudo. Quem não tinha como cortar arrancava com as mãos. Que sentimento gostoso, que prazer que sentimos”.
Se os autores deste ato animalesco forem adultos, a revolta torna-se maior ainda. Adulto deve ter responsabilidade e consciência de sobra para ter o discernimento em saber o que é certo e o que é errado, deve servir de exemplo para os mais novos. Como uma pessoa que está apta a dirigir e a votar pode ser capaz de atitudes como esta? Deve ser esta a explicação para o número expressivo de acidentes resultantes de motoristas irresponsáveis e imprudentes. Deve ser esta a explicação pela eleição garantida de políticos inescrupulosos e corruptos. Quem é capaz de destruir desta forma a natureza e o patrimônio público, deve ir para a cadeia como qualquer outro bandido, pois é desta forma com que a sociedade os vêem.