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Vacinem-se contra as hepatites virais

As hepatites virais vêm se destacando nas últimas décadas como um problema mundial de saúde pública, especialmente a partir dos anos 80, quando passaram a ser mais bem estudadas e avaliadas do ponto de vista do impacto econômico. Para prevenir o contágio, a Prefeitura de Pomerode, por meio da Secretaria…

29 de julho de 2011

As hepatites virais vêm se destacando nas últimas décadas como um problema mundial de saúde pública, especialmente a partir dos anos 80, quando passaram a ser mais bem estudadas e avaliadas do ponto de vista do impacto econômico.
Para prevenir o contágio, a Prefeitura de Pomerode, por meio da Secretaria de Saúde (SESA), disponibiliza a vacina em todos os Postos de Saúde do município. De acordo com o gerente de Vigilância Epidemiológica, Luis Harmel, muitos jovens deixam de se vacinar por medo da injeção. “É importante que eles se conscientizem da importância de tomar a vacina”, diz.
Desde 2007 já foram constatados 39 casos de hepatites virais na cidade. Estima-se que a população até 24 anos em Pomerode gire em torno de 10 mil habitantes e a grande maioria não têm as três doses da vacina da Hepatite B. Dados atuais nos traduzem a importância da detecção precoce e tratamento das hepatites virais B e C; 5 a 10% dos indivíduos infectados com o vírus B cronificam. Caso a infecção ocorra durante a gestação ou parto, a chance de cronificação é cerca de 85% e a manifestação da hepatopatia crônica bem mais precoce. Metade dos casos crônicos evolui para doença hepática avançada (cirrose e/ou carcinoma hepatocelular). A cronificação da hepatite C é mais frequente, gira em torno de 80 a 90% dos casos diagnosticados, geralmente tardiamente, pois é uma doença silenciosa, a maioria dos pacientes se descobre portador tardiamente.
Desde 1994 foram notificados 13.293 casos de hepatite B e 7.349 casos de hepatite C, em Santa Catarina. A concentração de municípios com alta prevalência do vírus B é encontrada nas regiões Meio e Extremo Oeste do Estado, fazendo com que esta macrorregião seja considerada uma das áreas de endemicidade intermediária do país; frente a este quadro houve a necessidade de protocolos, que estruturassem a assistência, voltados para a prevenção nas áreas da imunização, assistência pré-natal e ao recém-nascido.

Vacine-se!
A maior estratégia para vencer esta epidemia silenciosa, além do uso do preservativo, a intensificação da vacina contra hepatite B, é a maior arma na prevenção dessa doença, que tem como maior fator de risco a transmissão sexual (50%). A vacina se encontra em todos os postos de vacinação para toda população até 24 anos e outras populações mais vulneráveis, meta do Ministério da Saúde é para 2012 ampliar até 29 anos.
Toda gestante tem garantido seu direito à vacina contra hepatite B, independente da faixa etária, além do exame sorológico para hepatite, este exame vai identificar a gestante porta dora e indicar a profilaxia do bebê, reduzindo a transmissão vertical.

Quanto às formas de contágio, as hepatites virais podem ser classificadas em dois grupos:
– Fecal-oral (vírus A e E): a contaminação depende de condições de saneamento básico e água, além de higiene pessoal e dos alimentos;
– Sanguínea (vírus B, C e D): assim como o HIV, a transmissão pode ocorrer pelo sexo desprotegido; da mãe para filho durante a gravidez e parto; ao compartilhar seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam.
Um aspecto na feminização das hepatites B/C tem haver com o setor beleza, materiais perfuro cortantes, utilizados por manicures e podólogos, na colocação de piercing ou realização de tatuagens, sem a esterilização adequada, tornam estes procedimentos importantes mecanismos de transmissão da doença.

Tipos de Hepatite
– Hepatite A: Transmitida normalmente através de alimentos ou contato pessoal. Vem e dura aproximadamente um mês. É uma infecção leve e cura sozinha. Existe vacina.
– Hepatite B: Transmitida principalmente através de relações sexuais e contato sanguíneo. Existe vacina. Age surdamente no fígado por até 20, 30 anos. Leva à cirrose, ao câncer de fígado e à morte. Há tratamento. As curas totais são raras, mas é possível conviver com a doença, tratando-a por períodos de tempo variáveis.
– Hepatite C: A maior epidemia da humanidade hoje, superior à AIDS/HIV em cinco vezes. A transmissão é por contato sanguíneo, via transfusões, dentistas, seringas compartilhadas, etc. Não se transmite por sexo (a menos que haja sangramento mútuo) Não tem vacina. Existem subdivisões de seu vírus (o genótipo 1, 2 e 3 e os raros 4, 5 e 6). Existem no mundo cerca de 200 milhões de pessoas que carregam o vírus da hepatite C. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado, respondendo por 40% dos casos. Pode causar cirrose, câncer de fígado e morte.
– Hepatite D: A infecção causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. Em pacientes cronicamente infectados pelo vírus da hepatite B, a infecção concomitante com o VHD acelera a progressão da doença crônica. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.
– Hepatite E: É causada pelo vírus da hepatite E (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), provocando grandes epidemias em certas regiões. A hepatite E não se torna crônica. Porém, mulheres grávidas que foram infectadas pelo vírus da hepatite E podem apresentar formas mais graves da doença. Felizmente, hábitos de higiene adequados e um melhor controle da qualidade da água utilizada pelas pessoas podem evitar o contato com esse vírus.
– Hepatite F: Relatos recentes demonstram que não se confirmou a identificação do vírus da hepatite F (VHF), portanto este tipo de hepatite pode ser desconsiderado.
– Hepatite G: O vírus da hepatite G (VHG), também conhecido como GBV-C é transmitido através do sangue, sendo comum entre usuários de drogas endovenosas e receptores de transfusões. O vírus G também pode ser transmitido durante a gravidez e por via sexual. É frequentemente encontrado em co-infecção com outros vírus, como o da hepatite C (VHC), da hepatite B (VHB) e da AIDS (HIV).

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