Vacinação como prioridade
As informações da diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina
(DIVE/SES/SC) atestam que as vacinas do Programa Nacional de Imunização, adquiridas pelo Ministério da Saúde e que
são redistribuídas aos Estados e municípios, não estão sendo repassadas.
Assim como na maioria dos municípios catarinenses, Pomerode sofre com o desabastecimento de vacinas. As informações da diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (DIVE/SES/SC) atestam que as vacinas do Programa Nacional de Imunização, adquiridas pelo Ministério da Saúde e que são redistribuídas aos Estados e municípios, não estão sendo repassadas.
Diante disso, a aplicação da vacina da Hepatite B será centralizada na Unidade de Saúde Ricardo Jung, na Rua Arno Weege, no Centro. “Como temos poucas doses em estoque e o próprio Estado orienta priorizar a imunização, vamos vacinar os recém-nascidos, as gestantes, as pessoas que tenham sofrido acidentes com materiais perfurocortantes ou vítimas de violência sexual”, comenta a técnica de Enfermagem da Vigilância Epidemiológica, Jaqueline S. B. Gustmann.
Segundo Jaqueline, os usuários poderão procurar a unidade de referência que irá efetuar o agendamento com a Unidade de Saúde Ricardo Jung. O agendamento tem por objetivo evitar o desperdício, já que os frascos contêm dez doses com prazo de validade. Caso não seja utilizado por completo, este material deverá ser descartado. “Com a medida, evitamos o desperdício e podemos vacinar um número maior de pessoas”, garante. Para a vacina BCG, os usuários também devem fazer o agendamento na Unidade Ricardo Jung.
Santa Catarina está sem receber nenhuma dose dessas vacinas há mais de dois meses. Além disso, nos meses anteriores, o quantitativo enviado não alcançou a total necessidade da demanda. No município, a situação não é muito diferente. “Faz tempo que estamos recebendo uma quantidade muito inferior que a recebida habitualmente”, declara a técnica de Enfermagem.
Atenção para as demais vacinas – A situação se repete em todo o Brasil devido falta de remédios nos estoques do Ministério, em especial das vacinas contra a Hepatite A, Hepatite, a Dupla Adulto, que protege contra difteria e tétano e a Tetraviral, cuja ação protege contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela (catapora).
No entanto, em Pomerode, as demais vacinas (Hepatite A, Dupla Adulto, Tetraviral e Varicela monovalente), ainda estão disponíveis em estoque, porém em quantidades relativamente pequenas, que não suprem a demanda. Nesse caso, as crianças de 1 ano que completam 2 anos durante o período de desabastecimento e que ainda não receberam a vacina Hepatite A e Tetraviral) terão o seu direito garantido, mesmo que ultrapassem a faixa etária recomendada.
Ministério da Saúde realiza mudanças no Calendário de Vacinação – Os postos de saúde de todo o país já estão com novo calendário de vacinação para 2016. Estão sendo alteradas doses de reforço para vacinas infantis contra meningite e pneumonia, além do esquema vacinal da poliomielite e o número e doses da vacina de HPV, que não será mais necessária a terceira dose. As mudanças, realizadas pelo Ministério da Saúde, começaram a valer a partir de 04 de janeiro.
“Essas mudanças são rotineiras. O Calendário Nacional de Vacinação tem mudanças periódicas em função de diferentes contextos. Sempre que temos uma mudança na situação epidemiológica, mudanças nas indicações das vacinas ou incorporação de novas vacinas, fazemos modificações no calendário”, explicou o secretario de Vigilância em Saúde, Antônio Nardi.
Um das principias mudanças é na vacina papiloma vírus humano (HPV). O esquema vacinal passa para duas doses, sendo que a menina deve receber a segunda seis meses após a primeira, deixando de ser necessária a administração da terceira dose. Os estudos recentes mostram que o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de 9 a 14 anos não inferior quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses. As mulheres vivendo com HIV entre de 9 a 26 anos devem continuar recebendo o esquema de três doses.
Para os bebês, a principal diferença será a redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente para pneumonia, que a partir de agora será aplicada em duas doses, aos 2 e 4 meses, seguida de reforço preferencialmente aos 12 meses, mas poderá ser tomado até os 4 anos. Essa recomendação também foi tomada em virtude dos estudos mostrarem que o esquema de duas doses mais um reforço tem a mesma efetividade do esquema três doses mais um reforço.
PÓLIO – Já a terceira dose da vacina contra poliomielite, administrada aos seis meses, deixa de ser oral e passa a ser injetável. A mudança é uma nova etapa para o uso exclusivo da vacina inativada (injetável) na prevenção contra a paralisia infantil, tendo em vista a proximidade da erradicação mundial da doença. No Brasil, o último caso foi em 1989.
A partir de agora, a criança recebe as três primeiras doses do esquema – aos dois, quatro e seis meses de vida – com a vacina inativada poliomielite (VIP), de forma injetável. Já a vacina oral poliomielite (VOP) continua sendo administrada como reforço aos 15 meses, quatro anos e anualmente durante a campanha nacional, para crianças de um a quatro anos.
Também haverá mudança da vacina meningocócica C (conjugada), que protege as crianças contra meningite causada pelo meningococo C. O reforço, que anteriormente era aplicado aos 15 meses, passa a ser aplicado aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.
VACINAS – Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribui cerca de 300 milhões de imunobiológicos anualmente, dentre vacinas e soros, além de oferecer à população todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação.
É importante destacar que, nos últimos cinco anos, o orçamento do PNI cresceu mais de 140%, passando de R$ 1,2 bilhão, em 2010, para R$ 2,9 bilhões, em 2015. Além disso, os contratos do Ministério da Saúde com os laboratórios produtores de vacinas estão em andamento e os pagamentos em dia.