Uma vida dedicada à família
Ser dona de casa, muitas vezes, é abrir mão de diversas
coisas, mas com um bom propósito: dar suporte à família
No dia do trabalhador, não podemos deixar de destacar as donas de casa, que dedicam sua vida e tempo para cuidar de sua família. Em Pomerode, Santa Catarina, no Brasil, e, até mesmo fora dele, encontramos várias figuras que abriram mão de seu trabalho para dedicar seu tempo a cuidar da casa. Segundo pesquisas do IBGE, cerca de 90% das mulheres brasileiras tem dupla jornada, trabalhando fora e se dedicando à família. Dentre tantas mulheres, conheça a história de Teonila Cechet que, até hoje, aos 75 anos, dedica seu esforço para ver seus familiares bem.
Nascida em Rio do Sul, no dia 17 de julho de 1940, em uma família muito humilde, Teonila não teve uma infância fácil, tendo que trabalhar desde cedo para ajudar no sustento de sua família. “Aos dois anos e meio de idade, fui morar na casa da minha avó, Luiza Fronza, pois os filhos dela haviam ido estudar em colégios internos, e ela não conseguia ficar sem crianças em casa. Então, desde muito nova, fui criada na roça, levantando cedo junto com meus avós para ajudar a arrumar os quartos, fazer o café, ajudar minha avó a lavar, passar e limpar a casa. E assim foi, sempre na luta e trabalhando. Não alcançava na pia para lavar louça, mas colocava um banquinho e realizava as tarefas”, brinca Teonila.
Teonila comenta que logo aos 13 anos começou a trabalhar fora para ajudar no sustento de sua família, quando voltou a morar com seus pais. “Cresci até os 13 anos no interior, na localidade de Diamante e, após um tempo, voltei para a casa dos meus pais, Guilherme e Maria Cechet, hoje já falecidos. Foi sempre o mesmo processo, ajudando e cuidando da casa. Dos meus quatro irmãos, Inês, Carmen, Idamir e Adilson, eu era a mais velha. Na época, meu irmão já estava no colégio interno, então fui a que mais ficou em casa para ajudar nos afazeres. Logo aos 13 anos comecei a trabalhar numa fábrica de fumo que, naquele tempo, era um ramo muito forte. Naquela época, meu pai era ferroviário e a estrada de ferro passava por muitas dificuldades. Este era o meu meio de poder ajudar, era o sustento da casa. Segui em frente por muito tempo e trabalhei lá até os 18 anos. Quando completei os 18, me casei com Alírio Scoz e as coisas não mudaram muito. Segui trabalhando para ajudar no sustento da casa. Fui Copeira, Merendeira, Arrumadeira, cuidei de várias casas além da minha. Então vieram os filhos, Mauro, Maurício, Márcia, Marisa, Maristela e Luiz Carlos, que veio a falecer ainda pequeno. As responsabilidades foram aumentando e acabei me voltando a cuidar deles, dando tudo que era essencial para eles e estava ao meu alcance. Dividia minha vida em ser esposa, dona de casa e mãe”.
Hoje aposentada, perto de completar 76 anos, Teonila vive em Pomerode com sua filha Maristela, seu genro e seu neto. Apesar de todas as dificuldades e situações vividas, Teonila conta que não se arrepende de nada. “Hoje todos os meus filhos estão casados e com suas vidas formadas. Moro com minha filha aqui em Pomerode, mas divido meu tempo ficando um pouquinho com cada filho. Faço tudo que está ao meu alcance para ajudá-los. Quando um pede socorro a mãe corre e, assim, vou seguindo. Não me arrependo de nada que fiz. Sei que todo meu esforço valeu a pena na formação dos meus filhos e de toda a minha família. Sei que fiz a coisa certa”.
Antenada às redes sociais e tecnologias, Teonila é um exemplo de vitalidade. Após tantos anos de vida, segue aprendendo e se atualizando, acompanhando tudo que está acontecendo com sua família pelas redes sociais. Comenta, curte e compartilha todas as suas ideias, sendo um grande exemplo para as pessoas.
Assim como ela, diversas mulheres dedicaram e dedicam suas vidas às suas famílias. Neste dia do trabalhador, assim como tantos engenheiros, médicos, advogados e administradores, as donas de casa mostram o seu valor, sua importância e, principalmente, sua força.