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Uma vida de amor à dança

A bailarina e coreógrafa Andrea Ianetta Hadrec é a cara da dança em Pomerode e conta sua trajetória no ambiente da arte. A relação de amor com o ballet e a dança começou cedo na vida de Andrea, de 38 anos, bailarina, coreógrafa e, hoje, coordenadora do Projeto Ballet Cultura de Pomerode.

24 de fevereiro de 2017

A relação de amor com o ballet e a dança começou cedo na vida de Andrea, de 38 anos, bailarina, coreógrafa e, hoje, coordenadora do Projeto Ballet Cultura de Pomerode. Quando tinha sete anos de idade, a mãe a inscreveu para fazer aulas de ballet na academia Promenade, em Guarulhos (SP), local onde a família residia. 

“A partir dali, peguei gostinho pela arte e, a cada ano, mais o ballet tomava conta da minha vida. Conforme fui crescendo, meus pais foram escolhendo melhores escolas de dança para eu estudar, assim vivenciei três métodos de ballet clássico, no qual dois eu me formei profissionalmente, a Royal Academy of Dance e no Método Vaganova, no Centro de Dança Roberto Silva”, conta Andrea.

“Já dancei na Argentina, em São Paulo, na Bahia, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, em Brasília. Nestes estados, participei de diversos festivais de Dança que neles acontecem durante cada ano”, relembra.

Em 1998, a família veio morar em Pomerode, porque Andrea e os dois irmãos são trigêmeos e os três conseguiram ingressar na faculdade, em Blumenau. Por conseguirem um preço mais acessível na mensalidade e por serem três a começarem os estudos, tornou-se mais viável morar em Santa Catarina. “Conhecíamos Pomerode há bem mais tempo, pois vínhamos para cá todas as férias”, conta a a bailarina. 

Sua primeira experiência como professora de ballet foi em 1999, com 21 anos de idade, na Escola Barão do Rio Branco, em Blumenau, lecionando ballet para a ginástica rítmica e sendo técnica da categoria pré-infantil, onde permaneceu até 2002, quando começou a dar aula somente de ballet, no Teatro Carlos Gomes. Ali, já era bailarina desde 1998 e, em 2002, passou a ser professora. No Carlos Gomes, permaneceu até 2014. Ainda em 2012, a professora concluiu sua formação profissional na Royal Academy of Dance, de Londres.

Paralelamente, em fevereiro de 2007, Andrea fundou o Projeto Ballet Cultura em Pomerode. “Apresentei o projeto para a Prefeitura e ele foi aprovado. Começamos, então, atuando em cinco escolas, atendendo 82 alunos”. Hoje, completando dez anos, o Ballet Cultura atua em 13 instituições e conta com cerca de 200 alunos.

Andrea destaca a responsabilidade de cuidar de um projeto como este, já que lida com crianças, que possuem sonhos e expectativas. Porém, enaltece o quanto se sente realizada com o Ballet Cultura. “Tenho um prazer enorme de entrar em cada turma e passar o que eu aprendi no ballet ao longo desses anos, e ver as meninas do baby class, passarem para as turmas escolares do ballet clássico e, hoje, estarem no Corpo de Baile representando Pomerode. Isso é muito gratificante”, afirma a professora. 

A bailarina garante que pretende continuar o projeto enquanto for possível, “no mínimo dez anos. Enquanto eu tiver saúde e disposição, vou ‘tocar o barco’ para frente e seguir cada vez mais longe”, coloca. 

“Na realidade, a dança sempre fez parte da minha vida, e eu não sei viver sem ela, já está incorporada na minha vida e no meu dia a dia. Quando não estou dando aula, estou em casa fazendo pesquisas ou assistindo ballets de repertórios. Estar no mundo da dança é algo que contagia e emociona, quem aprende a gostar de um bom ballet clássico não deixa de amar jamais. Eu vejo pelas minhas ex-alunas, que não puderam estar mais dançando por motivo de estudo ou trabalho. Elas deixam de ser bailarinas mas não deixam de ter o ballet na sua vida e no seu coração, continuam prestigiando e torcendo e vibrando pelo ballet”. 
A professora encerra declarando que a melhor parte da sua profissão é conquistar o amor e carinho das crianças. “Receber aquele abraço apertado e suado ou aquele beijo de ‘tchau, até a próxima aula’ é gratificante. As conquistas de premiações e sucesso em espetáculos são muito legais, mas legal mesmo é a família que se formou no Ballet Cultura, uma família unida, batalhadora e que sonha junto com as filhas”.

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