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Uma trajetória familiar e profissional que se renova

Com 16 anos de idade, após trabalhar durante pouco mais de um ano na Porcelana Schmidt, José Antônio Wuerges decidiu mudar de área. Mesmo sem conhecer nada no ramo têxtil, buscou, na época, em uma pequena empresa instalada em um único galpão, uma oportunidade de emprego, que lhe foi prontamente dada.

1 de junho de 2015

Com 16 anos de idade, após trabalhar durante pouco mais de um ano na Porcelana Schmidt, José Antônio Wuerges decidiu mudar de área. Mesmo sem conhecer nada no ramo têxtil, buscou, na época, em uma pequena empresa instalada em um único galpão, uma oportunidade de emprego, que lhe foi prontamente dada.
Isso tudo aconteceu há quase 22 anos. Mais precisamente no dia 11 de abril de 1991. Iniciei na Estamparia, mas não conhecia nada sobre malhas. Um ano e meio depois fui promovido a Encarregado do setor, comandando 15 pessoas. Depois fui para o Corte, no segundo turno. Foi uma espécie de transferência. Lá, aprendi tudo o que sei hoje. Comecei do zero, relembra o colaborador, com brilho nos olhos.
Crescendo junto com a empresa, pouco mais de três anos depois recebeu uma nova promoção. Passei a ser Encarregado do Corte, também comandando 15 pessoas. Conheci várias máquinas. Posso dizer que me apaixonei nesta época por meu trabalho. Estou neste setor há quase duas décadas e hoje coordeno 40 pessoas.
Com um sorriso no rosto, José Antônio Wuerges diz que quando iniciou na empresa, não existia nem mesmo o departamento de Recursos Humanos. Tudo era feito por nossos diretores. Eles são hoje as mesmas pessoas que eram quando entrei na Cativa. Simples, solícitos e esforçados. A Cativa melhorou em tudo durante este período e é isso que me faz gostar de trabalhar aqui, revela.
O longo tempo de Casa resulta em vínculos de amizade. Tudo que preciso, se estiver ao alcance de meus superiores, sou atendido. Nunca me negaram nada.

Evoluir ou estagnar? – José Antônio Wuerges é um exemplo para as gerações mais novas, que muitas vezes, não criam raízes em uma empresa. Para ele, o mercado de trabalho, atualmente, acaba tendo certa rotatividade, o que não é positivo. O apoio que encontrei na Cativa, acredito que não teria lá fora. Mas tudo isso se deve ao tempo de empresa de um colaborador. Ganhei aqui uma segunda família. Fui acolhido, respeitado, e isso é fundamental. A juventude de hoje tem necessidade do imediatismo. Não pensa no amanhã. Qualquer proposta melhor é um motivo para trocar de empresa. Não penso assim. Acredito que batalhando, com esforço e dedicação, o reconhecimento acaba sendo consequência. Recebi outras propostas ao longo dos anos, mas a Cativa mora no meu coração, nunca consegui nem ao menos pensar em deixá-la.

Um simples gesto que marcou uma vida – O momento mais feliz nesta longa trajetória, apontado por José Antônio Wuerges, foi quando completou 20 anos de Casa. Eu ganhei uma rosa de uma das donas da empresa. Teve uma missa no setor. Esse gesto, por mais simples que tenha sido, me marcou de uma forma que eles não imaginam. Agradeço a oportunidade que estou tendo agora de poder externar o quanto aquela iniciativa fez com que eu me sentisse especial e parte da família Cativa.

Crescendo juntos – José Antônio Wuerges cresceu juntamente com a empresa, e assim, conhece as dificuldades enfrentadas no início. Tudo era muito mais difícil do que é hoje. A estrutura física era menor, as áreas da atuação também eram. Não tínhamos tantos clientes, estávamos lutando para conquistar espaço no mercado. Mas, mesmo assim, a Cativa é hoje o que acreditei no passado que seria: uma referência, o sonho concretizado de uma família, que influencia diretamente na qualidade de vida de tantas outras.
O colaborador tem como meta se aposentar na empresa. É aqui que está a minha vida, a minha história. Sinto-me realizado. Gosto de vir trabalhar e o faço com amor. Nestes dias sofri um acidente de moto. Não queria nem ficar em casa fazendo repouso, queria trabalhar. Quando não estou aqui na empresa parece que me falta alguma coisa.
O segredo para crescer em uma empresa e ser reconhecido, segundo José Antônio Wuerges, é estar aberto ao aprendizado. Chega uma máquina nova e quero saber como ela funciona. Desde que entrei, tive a oportunidade de ensinar mais de 150 pessoas, da mesma forma e com o mesmo carinho que me ensinaram quando cheguei na empresa. Ser encarregado não é fácil. Trabalhamos com pessoas e elas são diferentes umas das outras. Tem que saber dizer sim e dizer não. O que não sei, vou me informar e em meia hora tenho a resposta.
Explica ainda o colaborador, que o crescimento físico da empresa aconteceu não só para atender o mercado, mas pensando também na qualidade do funcionário. Quando o local é bom, se trabalha com mais vontade.

Laços de amizade – Quando se passa mais tempo em uma empresa do que com a própria família, criar amigos passa a ser uma consequência. Assim, para José Antônio Wuerges não foi diferente. Tenho grandes amigos aqui dentro. Pessoas que iniciaram sendo colegas e que hoje são como se fossem irmãos. Uma vez um funcionário perdeu tudo na época da enchente. Nos reunimos, arrecadamos doações, e a empresa cedeu os carros para levarmos o que recolhemos. Um ajuda o outro, como falei antes, somos uma grande família.

Trabalhando em família – Atualmente, duas de suas irmãs fazem parte dos colaboradores da empresa, uma com dez e outra com oito anos de Casa. Por gostar da empresa, fui trazendo meus irmãos. Quando comecei aqui não tinha nem bicicleta. Hoje tenho minha casa, meu carro, certo conforto. Tudo que adquiri saiu daqui, do meu trabalho e do reconhecimento que tive ao longo dos anos.
E como todo ciclo, a vida tem sua continuidade. Enquanto José Antônio Wuerges começa a pensar em sua aposentadoria, no mesmo dia em que a entrevista foi realizada, iniciava na empresa seu sobrinho, contratado pelo programa Menor Aprendiz. Ele está com 16 anos, a mesma idade que entrei na empresa. Fico muito orgulhoso. Espero que ele saiba aproveitar as oportunidades como eu aproveitei e que também se aposente aqui.

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