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Uma relação entre espécies, nada comercial

Sempre gostei muito de animais, entre eles o meu favorito sempre foi os cachorros. Uma paixão que aflorou ainda mais depois de eu ter a minha pinscher Bonga, que hoje tem quatro aninhos.

1 de junho de 2015

Sempre gostei muito de animais, entre eles o meu favorito sempre foi os cachorros. Uma paixão que aflorou ainda mais depois de eu ter a minha pinscher Bonga, que hoje tem quatro aninhos.

Com certeza cachorros são anjos, que tiveram a oportunidade de vir à terra para fazer com que aprendêssemos mais sobre companheirismo e gratidão. Por todo amor que concedem aos seus donos, pelo olhar puro, pelo carinho, mas, principalmente, por sua lealdade. Esse sentimento puro só eles conseguem ter e dar, sem pedir nada em troca.

Quanto a minha rotina, todos os dias ao despertador tocar, minha cachorra, ao ouvi-lo, sai debaixo da coberta e vem dar cheirinhos na mamãe e no papai para nos acordar (como pode você não levantar feliz deste jeito?). Todos os dias, ela faz o seu serviço, como brincamos e costumamos dizer. Agora, que está tão frio, ela fica mais preguiçosa, ouve o despertador, se mexe de baixo da coberta e pensa duas vezes antes de sair.

Então nós falamos a ela: – Vamos Bongolê (que é um de seus mil apelidos), vem fazer o seu serviço matinal (que é nos acordar) e ela vem. Vem feliz da vida, cheirar os papais dela, até nos levantarmos.

Depois de todos os procedimentos matinais, como o café da manhã, venho até o Jornal de Pomerode para a minha rotina de trabalho. Atuo no Departamento Comercial, onde faço a parte de negociações de anúncios, tratando diretamente com os clientes, muitas vezes por e-mail, telefone e através de visitas. Depende da disponibilidade de cada um.

Gosto muito do que faço, pois tenho contato com pessoas diferentes todos os dias, conheço gente e aprendo muito com cada uma delas. Além disso, o ambiente de trabalho é ótimo e os colegas de equipe, que são uma família na verdade, são todos muito especiais. Cada um com sua individualidade, mas todos importantes para mim. E isso é reciproco, com certeza, entre todos nós.

Bom, no dia 03 de junho chegou minha vez de Sair da Rotina, e como vocês leram acima, não poderia ter escolhido outra opção a não ser uma Clinica Veterinária e Pet Shop. Chegando lá, conheci todas as salas e um pouco de cada procedimento. Conheci o Miau, que é um gato de três patas, adotado pela veterinária Roberta após ser atropelado. Conheci a Epi, que é uma cachorrinha que foi abandonada na clínica e também adotada por Roberta. E ainda, um paciente, um cãozinho, muito lindo, filhote e que estava bem adoecido, sendo aquecido por uma manta térmica e cobertor, pois sua temperatura estava muito baixa. Tentei falar com ele, fazer carinho, mas ele estava bem debilitado, nem abria os olhos. Aquilo me partiu o coração, pois já passei por isso com minha cachorrinha e sei o quanto os donos sofrem. Um sofrimento de ambos os lados. Então, seguimos com as apresentações.

Meu primeiro contato, que foi logo cedo, por volta das 09h30min. Em um dia de muito frio, a função era dar banho nos cachorrinhos. Primeiro, observei como deveria ser feito, todos os cuidados a serem tomados, isso tudo explicado em detalhes por Aline Lach, responsável por esta área.

Então chegou minha vez de por em prática, dando banho no Cacau um cachorro de porte médio, branquinho, com manchas marrons, um amorzinho. Muito dócil! Dando o banho nele cheguei a conclusão que se engana quem acha caro levá-los ao banho em um pet shop. São necessários muitos cuidados especiais. Como tapar os ouvidos com algodão, lavar com sabão neutro, passar o shampoo específico para o tipo de pele, e depois disso ver se o pelo do animal aceita ou não o condicionador. E, ai sim, a parte mais importante, que com certeza não é possível fazer em casa: secar a pele do animal.

Além do secador, tem um aparelho que é específico (no momento da secagem) para a pele do animal, e não só para o pelo, como os secadores de cabelo fazem em casa. Este aparelho é muito forte, solta um ar muito potente, justamente para secar muito bem e evitar fungos e outras doenças. Faz um barulho alto para nós seres humanos, mas como os cachorros ouvem oito vezes mais alto do que nós, todo o procedimento é feito com os ouvidos tapados por algodão, para protegê-los.

Enquanto estávamos na labuta, dando banho nos cachorrinhos e em um cachorrão, o Juliano trouxe uma notícia muito triste. O cãozinho que conheci ainda cedo, não resistiu e faleceu. Algo que realmente mexeu com meu emocional. Naquele momento pensei em seus donos, como reagiriam ao perder seu bichinho e fiz esta pergunta para a Aline. Ela me respondeu que depende do quanto cada um é apegado ao seu animal, mas com certeza, quando é com crianças, é muito mais complicado.

Citou também outra situação que emocionou muito a todos da clínica, que foi quando uma menina, de aproximadamente seis anos, vinha diariamente visitar o seu cachorrinho e sempre dizia a ele: Você não pode morrer. Você não pode me deixar, eu gosto tanto de você! Precisamos brincar muito ainda!.

Este cãozinho sobreviveu. Mas, com certeza foi muito emocionante ver a menina tão preocupada com o seu parceirinho.

No período da tarde, seria realizada uma cirurgia, que fui convidada a assistir. Mas não tive coragem. Precisa ter um equilíbrio entre mente e físico muito maior do que tenho. Não conseguiria ver, mesmo gostando tanto deles como gosto.

Foi uma experiência incrível. Conviver um pouco mais com esses anjinhos, com certeza é muito gratificante. Ver o olharzinho de cada um, mesmo você não sendo a mamãe deles, é maravilhoso!

Com certeza, um ótimo aprendizado.

Para terminar, não poderia deixar de citar esta frase do filme Marley e Eu: Para um cão, você não precisa de carrões, de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?. – Julia Deise Ferreira, vendedora, apaixonada por animais, em especial por sua Bonga.

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