Uma preocupação eterna
Allan Patrick Padilha nasceu no dia 17 de maio de 1999. E, primogênito, foi aguardado com muito amor. Com 3.210kg, Allan veio ao mundo saudável, no Hospital e Maternidade Rio do Testo. No entanto, quando havia completado oito meses começou a perder peso e chorar constantemente. Sua mãe, Ilete Padilha, não compreendia porque de seu choro, até que o médico levantou a suspeita: doença celíaca.
Allan Patrick Padilha nasceu no dia 17 de maio de 1999. E, primogênito, foi aguardado com muito amor. Com 3.210kg, Allan veio ao mundo saudável, no Hospital e Maternidade Rio do Testo. No entanto, quando havia completado oito meses começou a perder peso e chorar constantemente. Sua mãe, Ilete Padilha, não compreendia porque de seu choro, até que o médico levantou a suspeita: doença celíaca, também conhecida como intolerância ao glúten.
Sem nunca antes ter ouvido falar sobre a doença, Ilete não sabia o que fazer com seu filho que tinha um ano e três meses e pesava, apenas, nove quilos. Allan foi internado em Pomerode quando o médico suspeitou da doença. E então fomos ao médico em Curitiba, que através de uma biópsia, confirmou o diagnóstico, conta a mãe.
Com palidez profunda, anemia e diarreia crônica, Allan passou a conviver com uma dieta rigorosa para que ganhasse peso e se recuperasse do estado crítico em que se encontrava. Ele estava morrendo e achei que iria perdê-lo. A doença era desconhecida por nós e quando ficamos sabendo que seria para a vida toda, achamos que não venceríamos a batalha. E, indo quatro vezes por mês a Curitiba, a vencemos, revela.
Durante sete anos, Allan esteve proibido de comer alimentos como aveia, macarrão, bolo, presunto, patês, trigo, pão, entre outros. Depois desses sete anos de tratamento em Curitiba e também em Joinville, fomos indicados a inserir os alimentos, de forma gradativa à sua alimentação. E, no início, Allan sempre passava mal, ressalta.
Hoje, com 14 anos, Allan alimente-se de forma normal, sem restrições, mas sabe que a doença não tem cura e seus sintomas poderão retornar. Desde o início o médico nos informou que a doença seria muito grave se a sua dieta não fosse seguida a risca. Além disso, também tínhamos consciência de que ela seria para a vida toda. Hoje Allan se alimenta normalmente, mas o médico já informou que ela pode voltar quando ele for adulto, explica.
Allan possui um irmão mais novo, de cinco anos, que assim que nasceu também efetuou exames para saber se possuía a doença. Meu caçula fez os exames, mas ele não possui a doença. Tive esse receio quando ele nasceu, mas, felizmente, não aconteceu de novo, revela.
Um adolescente saudável, Allan teve restrições apenas quanto à alimentação, pois as medalhas esportivas em sua casa não negam que atividades físicas fazem parte de sua rotina. E hoje, mais saudável do que nunca, tem apenas as lembranças da época em que possuía restrições e segue sua vida tranquilamente, com consultas de rotina, para evitar novos sustos. Afinal, com saúde não se brinca e Allan, hoje, sabe cuidar da sua.
A Intolerância ao Glúten – A Doença Celíaca (DC) é uma enfermidade do Intestino Delgado, hoje considerada comum. É disparada e mantida pelo Glúten, uma proteína presente no trigo, centeio e cevada, e ocorre em indivíduos geneticamente predispostos.
No intestino existem as vilosidades, que são dobras microscópicas da mucosa e que servem para promover uma maior superfície de absorção dos alimentos. São também a sede de células com funções especializadas na digestão.
O contato do glúten com a mucosa determina inflamação e um encurtamento/ achatamento das dobras intestinais, com consequente diminuição da digestão e da absorção, podendo produzir sintomas e resultando no quadro clínico. Os pacientes apresentam vários graus de inflamação intestinal e atrofia das vilosidades.
A única forma de prevenção e tratamento é evitando a ingestão de qualquer quantidade, ainda que mínima, de alimentos contendo glúten. Como é um processo semelhante a uma alergia, qualquer mínima quantidade pode ser suficiente para manter a doença ativa. Todo rigor é necessário na preparação dos alimentos, a fim de evitar contaminações involuntárias com o glúten.