Geral

Uma ponte entre embargos e a falta de conservação

Há três anos, moradores de uma rua do Alto da Serra reclamam pela dificuldade do único acesso à região, algo que
deveria ser temporário e se estende até hoje

1 de junho de 2015

Há cerca de três anos, os moradores da rua Erwin Erdman, no Alto da Serra, que interliga as cidades de Pomerode à Jaraguá, têm vivido um dilema para terem acesso às suas casas. Isso porque, em 2011, quando chuvas torrenciais tomaram conta de Pomerode e aumentaram os níveis do rio que desce a serra, a ponte que os moradores utilizavam para entrar na rua foi levada pela água. Para solucionar o problema na época a prefeitura determinou a utilização de uma outra ponte situada um pouco mais acima por um prazo de no máximo 180 dias. 

O prazo venceu e a solução temporária se tornou definitiva. O problema é que a localidade em que a ponte foi construida está embargada, por estar situada em um terreno particular e trata-se do único acesso de veículos para a rua. Os proprietários do terreno, no entanto, tentam reaver o direito de exclusividade da área e reivindicam do poder público a recolocação da ponte em outro trecho.

O morador Osluciny Ayeroso, explica que o problema tem atrapalhado bastante a vida dos locais. A antiga ponte ficava situada ao lado de sua residência, e segundo ele foi construída pelos próprios moradores, fato este, que justificou a pouca estabilidade com a cheia de 2011. “O acesso de veículos é dificultado. Quando eu preciso vou para a rodovia a pé e pego um ônibus, que alias é outra dificuldade, pois os circulares passam apenas três vezes ao dia. Se eu preciso ir para o centro às 10h, o ônibus passa às 7h e sou obrigado a ficar três horas esperando. Mas quando eu preciso, passo por uma pequena ponte destinada a passagem de pessoas, o problema mesmo acontece quando outros moradores que se locomovem de carro passar pela ponte”, explica Osluciny.

Outro morador, Beno Volkmann, também se queixa da dificuldade. “O estado de conservação da ponte é péssimo e nem o mato que cresce em torno é removido”, queixa-se. Reno Erdmann, também residente no endereço reclama das condições da ponte. “Sempre utilizamos aquela ponte, mas agora estamos há três anos enfrentando esse problema. Antes havia outra saída, mas ela foi levada pela enchente. Tentei falar com a secretaria de obras mas não houve retorno. Espero que a prefeitura tome providências”, argumenta.

O problema da ponte chegou a tal circustância, que há cerca de um mês, Regina Schlz, vizinha de Reno, não pode ser transportada de ambulância para a realização de um exame, devido a dificuldade de acesso. “Precisava fazer um exame e o transporte estava marcado para as 3h da manhã. Quando a ambulância chegou na ponte, a passagem não foi possível. É sempre muito dificil passar por ali. Recentemente entrei em contato com a Defesa Civil para tentar achar uma solução”, lamenta a moradora.

Em contato com o Secretário de Obras, Giovani Siewert, o uso da ponte está embargado e a solução para o problema está na construção de um novo pontilhão, que será localizado entre a ponte desativada e a atual. Na terça-feira, dia 07 de outubro, o Secretário informou estar a caminho de uma reunião com os moradores da região.

Notícias relacionadas