Uma paixão que supera qualquer obstáculo
Quando ganhou sua primeira bicicleta, aos cinco anos, talvez Diego Caio Ledur, hoje com 20 anos, não imaginasse que aquele presente se transformaria em uma paixão que ele não consegue esquecer. ?Tinha gente que falava: esse aí vai se quebrar logo? e a pergunta retornou ?e quebrou??, aos risos, Diego…
Quando ganhou sua primeira bicicleta, aos cinco anos, talvez Diego Caio Ledur, hoje com 20 anos, não imaginasse que aquele presente se transformaria em uma paixão que ele não consegue esquecer. ?Tinha gente que falava: esse aí vai se quebrar logo? e a pergunta retornou ?e quebrou??, aos risos, Diego respondeu ?quebrei, mas não desisti?.
O receio embalado com motivação dos pais e a força de vontade do jovem atleta mudaram a brincadeira para coisa séria – sem deixar de ser diversão. ?Ganhei a minha primeira bicicleta dos meus pais em 2007, e isso aconteceu um ano depois de ter ido à Jaraguá do Sul assistir uma corrida e tudo virar essa paixão?.
Economizando dinheiro, conseguia comprar peças para as bicicletas e equipamentos para as corridas. A primeira competição em Pomerode, Diego correu com uma clavícula quebrada e, mesmo assim, conseguiu o segundo lugar. ?Eu tinha ajudado a montar a pista, sabia todos os atalhos dela, aí ficou mais fácil?.
E depois das primeiras conquistas, os troféus não pararam de chegar. Em Mafra conquistou o 1º, em Schroeder o 3º lugar, 1º no Catarinense sub-23, e houveram muitos outros. O mais recente, e talvez mais importante, foi a conquista do 3º lugar no Campeonato Brasileiro de Mountain Bike, categoria Downhill sub 23, disputado em Itú, São Paulo.
?Eu pensei em estratégias para esse brasileiro. Antes de descer, durante uns 30 segundos, refleti bastante, pensei nas pessoas que me apoiaram. Tentei me manter calmo, pensando sempre na pista, nos treinos e em tudo que eu tinha feito até então?. Diego afirmou que a pista de Itú foi uma das mais difíceis de sua carreira. ?Essa pista requer coragem!?.
Apesar o esporte ser ter alto custo e, muitas vezes, ser perigoso (o que geralmente deixa marcas), o atleta não pensa em desistir. ?É um esporte caro, as bicicletas costumam custar quase vinte mil reais e, apesar de muitas vezes eu ter me machucado bastante, não cogito desistir, essa é minha paixão, algo que eu gosto. Eu não vejo a hora do final de semana chegar para poder andar de bike? concluiu.
Em Pomerode, Diego conquistou sua competição (que ele considera) mais importante. ?Quando corri aqui, eu estava em casa, foi sem dúvida emocionante?.