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Uma paixão que resiste ao tempo

Para os saudosistas, é um dia muito especial. No dia 20 de abril comemora-se o Dia do Disco, uma importante ocasião para pensar na importância da música.

1 de junho de 2015

Para os saudosistas, é um dia muito especial. No dia 20 de abril comemora-se o Dia do Disco, uma importante ocasião para pensar na importância da música para a cultura e entretenimento das pessoas. Apesar de ter caído em desuso com o surgimento de novas tecnologias, o disco representa um importante avanço na história das mídias.
O Dia do Disco foi criado em 1978, no Rio de Janeiro, em homenagem ao músico Ataulfo Alves, que morreu no dia 20 de abril de 1968. A data serve também para saudosistas, colecionadores e amantes do vinil celebrarem sua paixão pelos discos.
Uma dessas pessoas apaixonadas pelos bolachões é moradora do Ribeirão Herdt. Ingeborg Raduenz possui mais de 50 vinis e ainda os escuta no seu aparelho de toca-discos. Adoro músicas típicas, por isso, a maioria dos LPs são deste gênero musical. Nós adquirimos o aparelho há, aproximadamente, 35 anos e, desde então, nosso hobby é escutar estas músicas, destaca.
Segundo Ingeborg, ela gosta de todos, mas há alguns que ela tem uma paixão especial. Um dos primeiros que nós adquirimos foi o da Bandinha Bandeirantes, que nem existe mais hoje em dia. Outro que gosto de escutar bastante são os LPs dos Irmãos Scherer. Apesar de termos aparelho de CD e tudo, ainda ouvimos os discos de vinil, pois as músicas antigas têm muito mais conteúdo que as atuais, que só fazem barulho, ressalta. Sua filha, Marciana, concorda com a mãe e também se diz adepta ao disco. As músicas de antigamente sempre passam uma mensagem bonita; já as de hoje, não agregam nada.
A pequena coleção surgiu por causa da sua paixão por bailes. Quando íamos aos bailes, escutávamos as músicas tocadas pelas bandas e logo comprávamos seus discos para continuar tocando em casa. E esses ritmos, muitas vezes, embalavam nossos afazeres. Até mesmo quando meu marido ia para a roça, no outro lado da rua, eu tinha que colocar a música no volume máximo para que ele pudesse escutar, revela, aos risos.
Dentre os muitos de bandas típicas, alguns de outros gêneros também se destacam, como sertanejos, internacionais e baião, ritmo imortalizado por Luiz Gonzaga. Na verdade, eu gosto é de uma boa música e estes discos têm essa essência. Até há cinco anos, só escutávamos os ‘bolachões. É um hobby que fez e vai continuar fazendo parte da nossa família, finaliza.

A origem – O primeiro disco de vinil surgiu em 1948, tendo como objetivo substituir os discos de goma-laca, que fez grande sucesso na primeira metade do século XX. Ao contrário do seu antecedente, o vinil era leve, resistente a quedas, fácil de manusear e com tecnologia mais avançada para a reprodução musical.
Também chamado de Long Play (LP), o disco de vinil foi difundido no início da década de 50 para proporcionar a reprodução musical. As informações registradas no disco só podiam ser lidas e transformadas em conteúdos sonorosos através de um aparelho específico, que recebeu o nome de toca disco. Feito de plástico e com marcações na forma de espirais, o disco de vinil procurou adaptar a sua estrutura ao sistema de reprodução, facilitando assim o deslize da agulha que compõe o aparelho. A gravação da peça era feita de forma analógica para transformar as vibrações da agulha em músicas. No entanto, o vinil é feito de um plástico muito sensível e o seu conteúdo pode ser prejudicado por causa de riscos ou poeira.
Hoje em dia é possível encontrar à venda discos antigos famosos, para a alegria dos colecionadores de vinil. Compradas e trocadas, as peças fazem sucesso entre as pessoas que gostam de objetos de outras épocas e são apaixonadas por música. Apesar de perder espaço para as mídias digitais, alguns audiófilos ainda preferem o vinil, por acreditarem ser um meio de armazenamento bem mais fiel que o CD.

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