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Uma nova vida

Marciana Seiler Piske, há um ano, caminha com suas próprias pernas, após acidente de trânsito que resultou na amputação de sua perna esquerda

4 de novembro de 2016

A história de Marciana Seiler Piske é conhecida em toda a cidade. O acidente que resultou na amputação de sua perna esquerda gerou comoção. No entanto, não é por isso que a pomerodense é conhecida, mas sim, por sua alegria, sorriso constante e vontade de vencer desafios.

Foi na Páscoa de 2015 que a vida Marciana mudou completamente. Após ser atingida por um veículo, na conhecida Curva do Tiedt, quando seguia em direção a Blumenau, dias de incansáveis lutas iniciaram.

E, com as batalhas, as vitórias. Depois de um período internada, Marciana voltou para casa e precisou se adaptar à nova rotina. Sete meses se passaram até que ela pudesse dar os primeiros passos com sua prótese. Agora, um ano depois, a pomerodense ressalta seus sentimentos naquele momento. “Há um ano eu era uma pessoa com medo, que pensava muito na minha velhice, nos meus desafios futuros. Mesmo assim, com muitas incertezas, eu transbordava felicidade. Hoje sou confiante, respeito minhas limitações e procuro dar o meu melhor. Com tudo isso também aprendi que o preconceito é você mesmo quem faz, pois é preciso se aceitar para que os outros também o façam”, completa.

Vergonha e renúncia são palavras que não existem no vocabulário de Marciana. “Sempre fui apaixonada por atividades, estar em grupo, ao redor de pessoas. Com a minha prótese e devida adaptação eu pude voltar a fazer coisas que amo, como dançar e treinos funcionais. Não devemos ter vergonha e, mais do isso, precisamos admitir que precisamos de apoio também. Além disso, desistir jamais! Tenho, ainda, um sonho bastante caro, mas desejo uma prótese apropriada para corrida”, revela Marciana, que além da dança e do treino funcional, também efetua pilates e já voltou a dirigir.

Há sete meses, Marciana também voltou ao trabalho. “Essa foi outra grande conquista minha. E, coincidência ou não, na Páscoa do ano passado sofri o acidente e, na Páscoa deste ano voltei a trabalhar. Foi uma conquista pessoal muito grande para mim. Eu confio na minha prótese para realizar o que preciso e, quanto ao trabalho, acredito que ele seja fundamental para a reabilitação. Desistir não faz parte da minha vida, eu tenho sonhos e objetivos, por isso não me entrego e faço o possível para superá-los sempre”, afirma.

Sobre as mudanças, Marciana é enfática. “Eu acredito muito em milagres, em destino e creio que cada pessoa chega aqui com um objetivo. Hoje sou mais madura, aprendi muito com essa fatalidade, tenho mais fé e espiritualidade. O sorriso que carrego no rosto é o que dou a mim mesma todos os dias, para que transmita ânimo e alegria. Sempre digo que é preciso sorrir para nós mesmos”, reforça.

Força e garra são palavras de ordem para Marciana e, para isso, ela conta com o apoio incondicional da família e amigos. “Sou otimista e acredito no poder de nossos sorrisos, mas nem todos os dias somos assim. E quando precisei, minha família e meus amigos estavam lá. A eles, família, marido, filhos, amigos e todos que torceram e ainda torcem por mim, perto ou longe, só posso agradecer”, finaliza.

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