Uma jogada além da mesa
A modalidade de tênis de mesa ressurgiu no município de Indaial e ganhou força em pouco tempo de atuação.
Quando se falava da atuação esportiva de Indaial, muitas modalidades sempre puderam ser elencadas. Diferentes ambientes e materiais de jogos, como quadra de futsal, voleibol; campo de futebol, vôlei de areia; tabuleiro de xadrez; entre outros. A pergunta que soava num período de aproximadamente oito anos era: “e o tênis mesa?”. Esta foi uma modalidade que, de forma tímida, desapareceu do calendário da prática esportiva. Mas o entusiasmo de trazer novamente à tona as mesas, raquetes e bolinhas, soou mais alto e a colheita dos frutos não demorou. Num curto espaço de tempo, os atletas se destacaram e os treinos se intensificam.
Com a parceria do Programa Educar pelo Esporte (Pepe) de Indaial, foi plantada a primeira semente, no ano de 2009, ou melhor, duas. Dois polos de treinamento foram criados para o desenvolvimento da modalidade. Em 2010, as forças foram unificadas num mesmo espaço para a prática de tênis de mesa. Podem participar alunos de todas as escolas do município, sendo a média da faixa etária de oito a 16 anos. A participação também está aberta ao público adulto que manifesta interesse.
Atualmente, cerca de 100 pessoas estão envolvidas, com a prática em diferentes períodos da semana, sendo no caso de alunos, no contraturno escolar. O preparo físico também é verificado e trabalhado. Competições como Olimpíada Estudantil Catarinense (Olesc), Joguinhos Abertos de Santa Catarina, Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) e Campeonato Estadual são visadas para participação. Já houve o retorno com resultados expressivos e a coleção de medalhas cresce a cada disputa. Também são promovidos eventos esportivos no município.
Um atleta de tênis de mesa é definido pela professora de educação física e técnica da modalidade, Georgia Gabriela Bertoldi. “Concentração, rapidez e resistência são algumas características. O jogador também precisa gostar da modalidade e dominar os efeitos. A questão psicológica influencia bastante. O tênis de mesa é muito mais complexo do que um simples pingue-pongue”, considera.
Conforme Georgia e a professora de educação física e coordenadora do Pepe, Joice Mariléia Correia, a expectativa é aumentar o número de polos de treinamento e escolas envolvidas. “O retorno da prática da modalidade logo mostrou que tem potencial. É um sonho realizado”, comentam. “Sou uma das únicas técnicas de tênis de mesa que é mulher em Santa Catarina. Sempre busco aperfeiçoamento para evoluir cada vez mais na modalidade”, diz Georgia. O Projeto conta com o apoio das Lojas Hardt, Uniasselvi, Vale do Handebol e Fundação Municipal de Esportes de Indaial.