Uma imagem vale mais que mil palavras
O dia mundial da Fotografia é comemorado em 19 de agosto, pois foi nesta data que o francês Louis Daguerre anunciou sua invenção, o daguerreotipo, na Academia Francesa de Ciências, em 1839.
O dia mundial da Fotografia é comemorado em 19 de agosto, pois foi nesta data que o francês Louis Daguerre anunciou sua invenção, o daguerreotipo, na Academia Francesa de Ciências, em 1839.
Mas a história da origem da fotografia remete há muito antes disso, com a câmara escura, descrita pelo napolitano Giovanni Baptista Della Porta, em 1558, e conhecida por Leonardo da Vinci, que a usava, como outros artistas no século XVI, para esboçar pinturas.
A primeira fotografia reconhecida oficialmente é uma imagem produzida em 1826, pelo francês Joseph Nicéphore Niépce. E, dando prosseguimento a estes estudos, Daguerre inventou o processo fotográfico conhecido como daguerreotipo, que foi declarado pelo governo francês como de domínio público, sete meses depois.
Ao mesmo tempo, o britânico William Henry Talbot também anunciava as suas descobertas, assim também requerendo a paternidade sobre a fotografia.
Em 1885, George Eastman desenvolve o papel fotográfico e inventa a primeira câmera portátil e, a partir de 1888 a fotografia então se populariza como produto de consumo.
A partir daí, o mercado fotográfico experimenta uma crescente evolução tecnológica. Surge o filme colorido, o foco automático entre outras inovações, mas pouco é alterado nos princípios básicos da fotografia.
A grande mudança acontece com a era digital. A fotografia digital mudou paradigmas no mundo da fotografia, minimizando custos, reduzindo etapas, acelerando processos e facilitando a produção, manipulação, armazenamento e transmissão de imagens pelo mundo.
Desde a sua invenção, a fotografia se tornou responsável por registrar acontecimentos e fatos que marcaram a história, do mundo ou mesmo da vida particular de cada um.
Hoje em dia, através das câmeras cada vez mais avançadas, de celulares, tablets e Ipods e outros produtos tecnológicos, uma imagem pode ser registrada em qualquer lugar do mundo, a qualquer instante.
Registrar a vida, o mundo, demonstrar palavras através de imagens, eternizar momentos, mais do que isso, fotografar é uma arte, que desperta verdadeira paixão.
E um desses apaixonados é Rafael Haut, pomerodense que há 15 anos tirou suas primeiras fotografias e desde lá não conseguiu mais se separar da máquina fotográfica.
Ele conta que começou por influência do tio, que até hoje trabalha como cinegrafista, Meu tio já trabalhava como cinegrafista e foi quem me levou para esta área, por indicação dele eu comecei a trabalhar no Cine Foto Hélio, que ficava localizado na Rua XV de Novembro, em Blumenau.
Segundo Rafael, lá ele trabalhou durante três anos, mas uma fatalidade o levou a querer desistir da fotografia, O seu Hélio foi surpreendido por um assaltante, foi assassinado, dentro do estabelecimento dele, com um tiro no coração. Isso foi bem traumático para mim, então eu parei de trabalhar com foto e fui trabalhar na Karsten.
Mas, mesmo com essa adversidade, Rafael prosseguiu fotografando por hobby. Ele conta que seus amigos e colegas sempre o chamavam para fotografar, Como o pessoal sabia que eu já tinha trabalhado com foto, sempre me chamavam para registrar os eventos, me procuravam para fazer ensaios, continuei fotografando, mas por lazer.
Hoje, aos 29 anos, Rafael trabalha na Bosch, com desenvolvimento e montagem de unidades hidráulicas, e, para isso se especializou. Formou-se como Técnico em Mecânica Industrial e Técnico em Gestão Administrativa, além de ter realizado diversos cursos de aperfeiçoamento. Mas a sua paixão não ficou de lado, ele também se formou em Fotografia pela FURB.
Quando perguntado sobre o que mais gosta de fotografar, logo responde Gosto de fotografar carros, sou apaixonado por carros, como todo brasileiro. Gosto também de belezas naturais por que possibilitam adquirir uma visão fotográfica. A gente vê uma cena e já imagina ela como uma fotografia, finaliza.
Atualmente, além de exercer suas atividades na empresa em qual trabalha, ele também atua como fotógrafo freelancer em duas empresas de formatura, além de eventos que registra por lazer.
Cada evento que eu faço é uma experiência, um aprendizado. Por mais que a gente tenha o domínio da técnica, é a prática nos possibilita melhorar cada vez mais, é ali que você tem que mostrar tudo o que você sabe.
A fotografia transmite muito mais do que apenas a imagem que ela representa, ela representa o olhar, o sentimento do fotógrafo através da lente e, para Rafael, não é diferente. Primeiro é paixão, realmente é paixão. Por conseguir registrar imagens e, principalmente, o sentimento das pessoas. É transmitir o próprio sentimento, a emoção de um determinado momento através da fotografia. Um abraço de uma mãe, o carinho de um pai, de um avô. A emoção de uma colação de grau. A vibração de uma conquista, tudo isso é que me deixa satisfeito, que me realiza, destaca.
Futuramente Rafael pretende fazer da fotografia a sua profissão e abrir o seu próprio estúdio e, para isso destaca que o apoio da esposa é fundamental, Já comprei alguns equipamentos e estou me preparando para isso. Não posso deixar de mencionar o incentivo que recebo de minha esposa, que acredita muito no meu trabalho. Ela adora minhas fotos e me apoia incondicionalmente e isso é muito importante para mim. Poder acordar todas as manhãs e saber que estou fazendo aquilo pelo que realmente sou apaixonado é muito gratificante, é isso que a fotografia representa pra mim, finaliza.
Fotos: Rafael Haut