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Uma história de superação e fé

Oito meses após ter sofrido um acidente e amputado uma de suas pernas, pomerodense coloca prótese e aos poucos
retoma a sua rotina

4 de dezembro de 2015

Marciana sofreu um acidente em abril de 2015 na SC-421 que liga os municípios de Pomerode e Blumenau e teve que amputar a perna esquerda, o que a levou a ficar alguns meses sem poder levar a rotina a qual estava habituada. “Antes do acidente minha vida era muito ativa, eu malhava três vezes por semana, cuidava dos meus dois filhos e marido, além de trabalhar na empresa Malwee. Eu não parava nunca, onde precisava ir eu ia. Pegava minha moto e não sossegava”, explica.

Um dos “hobbys” que Marciana Seiler Piske mais gostava era a dança, que também teve que ser deixada de lado. “Eu gostava muito de dançar. Desde os 13 anos eu fazia Jazz e sempre sonhei com uma faculdade de dança. Cheguei a pesquisar onde poderia cursar. Mas, nesse tempo, conheci meu marido e acabei deixando o sonho de lado, pois teria que mudar de cidade. No entanto, sempre continuei praticando Zumba e outros projetos que envolvem dança”, conta.

Sobre o dia do acidente, Marciana conta que lembra do antes e depois. “O exato momento da colisão eu não lembro, mas me recordo de estar na via e ver a Sprinter invadindo a minha pista. Por causa disso, até fui mais para a direita, pensando que ela teria espaço para voltar à sua pista. Depois acordei no chão, com muita dor na perna. Nesse momento eu gritei para pedir ajuda, pois não havia ninguém por perto. Então uma moradora e também um ciclista chamaram por socorro. Quando os Bombeiros e o Samu chegaram, tiraram meu capacete e então eu olhei para minha perna. Foi aí que comecei a questioná-los se ela teria salvação. Ainda deitada e sendo socorrida, sempre consciente e lúcida, milhares de coisas passavam pela minha mente. Eu pensava na minha vida sem uma perna, pensava em quem cuidaria do meu pai no hospital, já que estava indo fazer isso”, conta.

Sete meses após o acidente, Marciana pode dar seus primeiros passos com a prótese e aos poucos voltar a fazer o que mais gosta: dançar. Ela conta a emoção do primeiro passo após meses sem andar. “Foi um momento de muita felicidade, alegria.

Sabe aquele momento que parece que suas preocupações acabaram, quando você vê que seu problema acabou? É uma emoção inexplicável”, exalta.

Devido aos altos custos a prótese foi adquirida com a ajuda de muitas pessoas as quais ela fez questão de agradecer.

“Esperar pelo SUS ia demorar muito. Então várias pessoas me ajudaram a conseguir esse valor. Foi realizado um Zumba beneficente, uma ação entre amigos por moradores aqui do meu bairro. Quero agradecer a todos que de uma forma ou de outra me ajudaram, não quero citar nenhum nome para não esquecer de ninguém, porque foram muitas pessoas”.

Aos poucos, Marciana tem se adaptado a prótese e voltado às atividades das quais estava habituada. A primeira aula de Zumba também já foi realizada. “Poder voltar ao Clube 1º de Maio na aula de Zumba foi emocionante. Sempre lutei para que essas aulas fossem realizadas aqui no bairro para todos terem um momento de descontração. Sempre foi a minha paixão, por isso poder voltar a praticar a dança é uma emoção sem explicação”, completa.

O próximo passo é voltar à vida que ela tinha antes do acidente. “Quero voltar a trabalhar, cuidar e levar os filhos para todo o lugar, fazer academia, Zumba, Pilates. Tudo isso eu devo agradecer a Deus por ter me dado um marido maravilhoso que me apoia e esteve sempre ao meu lado, porque se ele não me amasse teria me abandonado. É isso que Deus prova e ensina, que o amor tudo suporta, tudo supera”, finaliza.

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