Geral

Uma escolha exata

Há mais de 30 anos Wilson Hafemann optou por seguir carreira no magistério e encaixou-se de maneira exata na profissão. Antes mesmo de concluir a graduação em Matemática, Wilson Hafemann já começava sua carreira como professor. Foi há 31 anos, em 1986, como estagiário da Prefeitura de Florianópolis, lecionando a disciplina para o Ensino Fundamental.

7 de março de 2017

Antes mesmo de concluir a graduação em Matemática, Wilson Hafemann já começava sua carreira como professor. Foi há 31 anos, em 1986, como estagiário da Prefeitura de Florianópolis, lecionando a disciplina para o Ensino Fundamental. No mesmo ano, ainda assumiu uma vaga como efetivo em Biguaçu, na Grande Florianópolis, como professor do Ensino Médio. “Era um grande desafio para um início de carreira, até porque eu ainda estudava, mas foi uma oportunidade muito legal”, afirma. 

No ano seguinte, em 1987, surgiram oportunidades em Pomerode. Com a possibilidade de trabalhar e morar novamente em sua cidade natal, Hafemann voltou para o município e transferiu seus estudos da Universidade Federal de Santa Catarina, a UFSC, para a Universidade Regional de Blumenau, Furb.
“Aqui em Pomerode, trabalhei primeiramente como professor no José Bonifácio, que estava implantando o Ensino Médio, e como haviam poucos professores, acabei assumindo três disciplinas, matemática, física e química. Depois ainda trabalhei um tempo pelo município nas escolas Olavo Bilac e Amadeu da Luz. Tive também uma passagem pela escola Prudente de Morais”, conta o professor. 

Mas foi em 1990 que começou a relação mais duradoura com uma instituição de ensino da cidade. Há 27 anos ele começava como professor de matemática no então Conjunto Educacional Doutor Blumenau, no qual permanece até hoje.

Hafemann explica que suas escolhas em relação a profissão e área de atuação começaram cedo. “A decisão começou definindo o foco como a matemática, que por causa da exatidão das coisas, me encantava. Na terceira série, quando comecei a ver frações e assuntos como estes, eu comecei a perceber que o meu caminho era a matemática. E na minha infância os nossos ídolos eram os professores. No segundo ano do Ensino Médio veio a certeza que era a matemática”, relembra.

Ele afirma que foi a partir da oportunidade de trabalho como professor em Florianópolis, durante a graduação, que se identificou com a profissão, através das primeiras experiências, do contato com as reações das crianças. Segundo Hafemann, isso foi encantador e a partir dali passou a amar a função de professor. 
Conhecido pela disciplina cobrada em sala de aula, ele admite que é algo que preza e por isso tenta repassar aos seus alunos, além do conteúdo técnico da matéria. Reconhece ainda que a rigidez possa ser fruto da convivência com a matemática, ciência da exatidão.  

“A primeira coisa que penso é que você mesmo precisa ser um exemplo para poder cobrar certos comportamentos de seus alunos. Então procuro pontuar sempre a questão da ética, da responsabilidade, do respeito, valores  estes que são essenciais para o bom convívio em sociedade, além é claro de ensinar o valor de cultivar as nossas próprias tradições e costumes, de cada um”. 

Para o professor de matemática, o mais gratificante em sua função é participar da formação de novos cidadãos. “É ótimo você conseguir formar boas pessoas, que depois serão bons profissionais, bem encaminhados, não só na questão técnica, mas também na ética, que é muito importante para o ser humano. Eu fico muito feliz com isso. Gosto de vê-los serem pessoas do bem, responsáveis, éticas, que se tornam um diferencial na comunidade”.

Ainda acrescenta que o aspecto mais recompensador é o reconhecimento do trabalho, principalmente quando algum ex-aluno, ou aluno faz um comentário positivo dos ensinamentos que ele repassou. Para Hafemann, isso tem muito mais valor do que qualquer bem material. 

“Fico feliz quando me dou conta de que de alguma forma eu participei do processo de formação desse pessoa, que contribuí de alguma forma.  Isso faz com que eu continue apaixonado pela profissão, por este chamado”. 

O professor garante que, mesmo depois de 31 anos em sala de aula, não pretende abandoná-la tão cedo e que vai continuar a lecionar com o maior prazer. 
“Com a maturidade que alcancei agora, me sinto mais apaixonado ainda pela profissão, o que me motiva a continuar por vários anos, porque enquanto eu estiver em contato com meus alunos, em contato com a escola, eu tenho razões a mais para fazer novas coisas, ter novos objetivos, o que faz a vida ser cada vez mais agradável”, declara. 

Hafemann ainda acrescenta que se sente grato pela confiança depositada em seu trabalho ao longo dos anos e que não se arrepende da escolha que fez. 

“Eu tenho muito orgulho de poder dizer: eu sou professor. Eu me sinto realizado nessa área de uma forma muito significativa. E fico feliz em saber que ainda estou dando conta do recado, que mesmo depois de tanto anos já de carreira, você não ‘deixa a peteca cair’. E eu tenho certeza que a paixão pelo que eu faço continua a mesma. E fico feliz por metade da minha vida eu ter passado aqui. É muito bom ter ajudado as pessoas, ter feito parte da história delas”. 

Notícias relacionadas