Uma breve conversa sobre vandalismo
por Lucas Antônio Morates
Por quais motivos um bem público torna-se alvo de vândalos? Bem, vamos recorrer à história para compreendermos um pouco melhor: o termo vandalismo teve sua origem na História Antiga, e deriva-se do povo vândalo, um dos povos bárbaros que invadiram o já decadente Império Romano.
Assim sendo, o vandalismo é uma ação motivada pela hostilidade contra a arte e a cultura de um povo, ou seja, destruição intencional de bens e propriedade. Bens que podem ser uma placa de trânsito riscada, uma lixeira quebrada, telefones ou iluminação pública danificados, chegando até os atos mais brutais, como destruir praças, escolas e postos de saúde.
O vandalismo começa cedo, dentro das próprias escolas alunos detonam bombas nos pátios ou nos banheiros, aterrorizando colegas, professores e diretores.
Ao contrário da opinião comum, estes atos não acontecem apenas no interior de escolas estaduais ou municipais. Fatos como esse são também muito frequentes em colégios particulares. Sendo assim, não é apenas um problema de classe social, mas também educacional e comportamental; fruto de uma profunda crise de valores, da impunidade e de uma descrença completa em princípios morais básicos, como o respeito, a solidariedade e a aceitação das diferenças.
Este é um problema que somado a tantos outros fatores de violência, vem crescendo principalmente nas grandes cidades, mas não isentam completamente as pequenas comunidades, provocando sérios distúrbios sociais. Na maioria das vezes promovida por jovens, à depredação de patrimônio público causa prejuízos financeiros enormes, gera poluição visual e contribui para a insegurança.
A motivação de um vândalo pode ser explicada de diversas formas. Pessoas que não possuem expectativa de vida, limitadas física e/ou mentalmente, geralmente representam o maior subgrupo dentro do conjunto dos vândalos. Outros acreditam que a destruição do patrimônio público pode ser vista como uma forma de mostrar revolta.
Mas qual a solução para esse problema? A solução sem duvida está na educação das populações. Assim será possível a verdadeira defesa do nosso patrimônio.
Procure conhecer as estátuas e monumentos pelos quais passa. Eles marcaram pessoas e fatos que foram importantes para todos nós. Nosso patrimônio histórico é nossa identidade. Quem conhece cuida. Não deixem que acabem com nossa história.