Uma ajuda bem-vinda
Cerca de cinco mil pessoas já foram ajudadas pela Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode.
“Cheguei ao ponto de aceitar dinheiro de pessoas que eu não conhecia, para ajudar no tratamento da minha filha. É necessário ser humilde e aceitar ajuda”, relata Nadir Neumann, mãe da jovem Bruna Fernanda Neumann Klein, que faleceu em 13/06/2010, vítima de um tumor nos ossos.
A quase um ano da morte da pequena Bruna, Nadir fala que sem a ajuda da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode não teria sido possível realizar os desejos da filha. De uma pizza a um auxílio no tratamento, as voluntárias da Rede fizeram tudo para ajudar na recuperação da jovem.
Em outubro de 2008 a doença foi descoberta e desde este momento, Nadir e Bruna, foram a diversos médicos, até iniciar o tratamento. Nesta mesma época passaram a frequentar a Casa de Apoio, de Blumenau. A primeira visita foi receosa, pois depois de ambas tinham medo de como seria buscar esta ajuda. Mas a recepção foi calorosa, o que fez com que fossem com frequência a Casa.
Nem a notícia de que precisaria amputar uma das pernas, abalou a menina principalmente depois de receber ajuda de muitas pessoas, e uma prótese após a cirurgia. Neste momento a Rede Feminina de Combate ao Câncer procurou Nadir. “Acho que as voluntárias da Rede ficaram sabendo do nosso caso através do jornal, ou até mesmo de outras pessoas. E chegaram quando mais precisávamos, foram anjos em nossas vidas”, afirma Nadir.
Não foi apenas a ajuda psicológica, mas também financeira, que as voluntárias da Rede deram e foram essenciais na vida da família. “As voluntárias não podiam dar o dinheiro da Rede para ajudar no tratamento da Bruna, mas se juntaram para conseguir de outra maneira. Ajudaram a realizar desejos da minha filha”, conta a mãe.
A Rede Feminina conta hoje com cerca de 30 voluntárias atuantes, que trabalham no ambulatório, na loja, nas organizações dos eventos, e com o serviço de apoio moral. A presidente, Maria Sulamita Faqueti Amandio, conta que há 11 anos a Rede existe, e as voluntárias trabalham para auxiliar pessoas portadoras de câncer. “Temos um ambulatório, na Hermann Weege, junto ao prédio da ACIP, que funciona nas terças de manhã e quartas à tarde, onde são realizados exames preventivos de colo de útero, atendimento psicológico, entre outros serviços”, relata a presidente. Estes exames são realizados por ordem de chegada e não é necessário agendamento prévio.
Além do ambulatório há voluntárias que trabalham com o apoio moral, vão até a residência das pessoas que estão sofrendo com a doença, levando conforto e carinho. Também há o setor de eventos, onde são organizados cafés e pedágios, sendo o dinheiro revertido para manutenção e melhorias na Rede. Outra forma de angariar fundos é a loja na Rua XV de Novembro, que vende roupas novas e usadas.
Cerca de cinco mil pessoas já passaram pela Rede para realizar exames preventivos, mas o caso da pequena Bruna marcou especialmente as voluntárias. “A força de vontade da Bruna nos dava ânimo para continuar tentando”, afirma Maria Sulamita. “Lembro de uma vez que algumas voluntárias da Rede estiveram lá em casa e a Bruna reclamou que o quarto era muito quente. Elas se uniram para conseguir dinheiro e comprar um ar condicionado para a minha filha”, lembra Nadir.
Infelizmente, mesmo com a ajuda e apoio das voluntárias e toda a luta desta mãe batalhadora, Bruna não resistiu à doença e faleceu. “Muitas pessoas ajudaram durante o tratamento da minha filha, não só as voluntárias. Sou grata por todo este auxílio”. O velório da jovem aconteceu na quadra de esportes da Escola Olavo Bilac, e todos os gastos foram pagos com ajuda das voluntárias da Rede.
“Não me envergonho de dizer que aceitei ajuda. É preciso ser humilde nessas horas, e jamais se arrepender. Fiz tudo que estava ao meu alcance para ajudar a Bruna”, conta Nadir. Desde o início a Rede ofereceu tratamento psicológico, tanto a Nadir quanto a Bruna, mas o tratamento psicológico já estava sendo feito em Blumenau, e elas preferiram continuar lá. “Fui à psicóloga poucas vezes depois que a Bruna partiu, mas as voluntárias da Rede sempre me oferecem ajuda. Mas no momento acho que preciso continuar minha vida, se eu precisar certamente vou procurá-las”, afirma a mãe.
Falar dos momentos com a filha não é fácil. Entre lágrimas Nadir conta toda a sua luta e fala sobre as dificuldades que passaram. “Teve um dia que o médico me chamou sozinha no consultório, foi quando me contou que seria necessária a amputação de uma das pernas da Bruna. Na volta pra casa eu vi crianças andando de bicicleta e pensei ‘meu Deus, por que a minha filha? Por que não tira a minha perna ao invés da perna da Bruna?’, é muito difícil”, desabafa. Nunca houve segredos entre mãe e filha e Nadir conta que ao chegar em casa foi conversar com a filha, “a Bruna me disse: ‘mãe, deixa, não tem problema, desde que ele tire minha dor’, foi uma lição para mim. Infelizmente nós só aprendemos com a dor”, lamenta Nadir.
Hoje, quase um ano após a partida da jovem, Nadir está tentando continuar a vida. De volta ao trabalho, ela comenta que sonha em ser voluntária, mas infelizmente não tem tempo disponível para ajudar. “Todos os cafés e pedágios que acontecem eu tento participar. Hoje sei que toda ajuda é bem-vinda”, afirma.
A presidente da Rede, Maria Sulamita, conta que um terreno foi doado pela Prefeitura para construção da nova sede. “Hoje temos a loja em um endereço, o ambulatório em outro, e todos com espaço físico pequeno. Com a construção da sede teremos um espaço maior e será tudo no mesmo lugar”. De acordo com a presidente, o terreno doado ainda não foi oficializado. Outra deficiência da Rede é quanto às voluntárias, “hoje temos 55 voluntárias, porém apenas 30 são atuantes, pois dispõem de um tempo livre maior. Todas as pessoas que se interessem em ser voluntárias podem ir até a Rede”, afirma.
Todo final de ano um café é feito para os portadores de câncer e familiares, de acordo com Nadir, os participantes se sentem muito à vontade com as voluntárias. “É como se fossem pessoas da nossa família. São anjos na terra”, diz.
Hoje Nadir voltou a trabalhar, e tenta seguir a vida da melhor maneira possível. “Faço isto pela Bruna, tenho certeza que ela gostaria que eu seguisse a vida”, relata. Nadir acha difícil lembrar o nome de todas as pessoas que lhe ajudaram na luta contra o câncer da filha, mas diz ser muito grata. “Não me arrependo de nada, e com certeza se não fosse pela ajuda que recebi de todas as pessoas eu não teria feito metade do que fiz”, finaliza.
Antes de falecer Bruna, que era Jornalista Mirim do JP Escola, deixou-nos sua última matéria. Intitulada “Usando o pensamento positivo”, ela nos deixou um grande presente. Que suas palavras promovam no coração de todos uma reflexão e que sua verdade toque sensivelmente os valores e princípios de cada pomerodense.
Usando o pensamento positivo
Como assim, é só pensar e ganhar? É exatamente isto, um exemplo: quando você se encontra feliz, de bem com a vida, as coisas acontecem mais rápido, e tudo que você quiser, você consegue. O nosso estado emocional está relacionado aos nossos pensamentos, sejam eles negativos ou positivos. Então, é fundamental você estar sempre alegre, mas tem que ser uma alegria sincera, que saia de dentro de você. Mas como posso ter uma alegria sincera quando estiver triste? Muito fácil, sempre quando estiver nesta situação, procure amigos, família, aquele animal que você tanto gosta, faça algo que lhe deixa feliz.
A alegria afasta os pensamentos negativos e atrai os pensamentos positivos, e é esta a peça chave da nossa vida. Há muito tempo, os homens usam desta técnica para vencer até as doenças. Isso mesmo, os pensamentos positivos, segundo o livro “The Secret”, curam até doenças instaladas em nosso organismo, em compensação os pensamentos negativos atraem as doenças.
Doze passos para ser mais feliz:
Seja otimista – “Encare a vida de modo positivo, e você se surpreenderá, sentindo-se feliz e cheio de energia. Lembre-se: todo mundo gosta de pessoas “para cima” e que transmitem otimismo”.
Faça planos – “Veja a vida como um todo e não deixe que pequenos reveses o desanimem. Tente sempre alcançar seus objetivos, sejam eles se tornar presidente, pagar as dívidas ou ter um casamento duradouro. Você encontrará obstáculos no caminho; mantenha o foco na recompensa e evite se aborrecer por pequenos problemas”.
Tenha gratidão – “Mostre às pessoas que você gosta delas. Agradeça um colega pela ajuda. Parabenize outro pelo sucesso atingido. Seja educado com o garçom que lhe traz o café da manhã. Dê algumas moedas para aquele morador de rua que você sempre vê. E agradeça por ter uma vida feliz”.
Aproveite a vida – “Arrume um tempo para você e para as coisas quegosta de fazer, lave seu carro; faça planos, faça pequenos consertos pela casa, assista à televisão; veja um show. Faça de você uma prioridade e faça o que você gosta. Presenteie-se de vez em quando”.
Mude sua rotina – “Alterar sua rotina lhe trará novas energias. Tenha uma clara divisão entre trabalho e tempo livre, e deixe espaço para atividades divertidas e momentos de reflexão”.
Mantenha contato com as pessoas – “Lembre-se de como você se sentiu quando recebeu uma ligação inesperada de um velho amigo? Envie um e-mail para alguém ou ligue para amigos e parentes para simplesmente dizer oi”.
Seja criativo – “Encontre uma atividade na qual você possa extravasar sua criatividade. Pode ser construir ou reformar, desenhar ou pintar, escrever, e até mesmo fazer jardinagem. Não importa se você está ocupado ou sinta preguiça ao fim da semana; se reservar um tempo para atividades criativas, você será mais feliz e mais saudável”.
Encontre um amor – “Compartilhar experiências com alguém que você ama vai aumentar – e muito – sua felicidade. Amor incondicional vai fazer você se sentir seguro e alegre”.
Converse com alguém – “Tenha um melhor amigo com quem você possa conversar sobre qualquer assunto. Ele não vai te julgar ou tentar resolver seus problemas.
Ele o escutará porque ele sabe que você fará o mesmo por ele”.
Perdoe – “Talvez seja hora de perdoar alguém (ou você mesmo) por algo que foi feito ou dito. Se outra pessoa foi promovida ao invés de você, ou se você perdeu seu emprego por causa de uma estruturação empresarial, reconheça que você não pode voltar atrás. Simplesmente aceite. Recupere o controle sobre a sua felicidade deixando para trás antigas mágoas”.
Sonhe – “Escreva seus sonhos e, aos poucos, realize-os. Você terá novos objetivos, nos quais focalizará suas energias”.
Seja feliz – “Enfim, faça com que o ambiente em que você vive ofereça oportunidades para reconhecer e aproveitar os aspectos positivos e os bons momentos da vida”.
Se esforce para ser feliz.
Jornalista Mirim:
Bruna Fernanda Neumann Klein