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Um vida na ponta dos pés

Bailarina há 30 anos, Andrea tem formação em Londres no método Royal e em São Paulo
no método Vaganova e hoje está a frente do Projeto Ballet Cultura de Pomerode.

29 de abril de 2016

Ballet é o nome dado ao estilo de dança onde os princípios básicos são: postura ereta; uso do en dehors (rotação externa dos membros inferiores), verticalidade corporal; disciplina; leveza, harmonia e simetria. É realizada principalmente com o acompanhamento de música clássica, ao redor do mundo se adequa as diferentes culturas e sociedades para informar sua arte.

Muitas meninas sonham desde pequena em se tornar grandes bailarinas. Embalada ao desejo de sua mãe e a vontade de ser uma bailarina de sucesso, aos oito anos de idade Andrea Ianetta Hradec entrou para sua primeira aula de Ballet e desde lá nunca abandonou essa paixão. “Dançar ballet era uma vontade da minha mãe, que não teve essa oportunidade. Aos oito anos ela me colocou no ballet e desde lá, eu fiquei apaixonada pela arte. Meus primeiros passos foram na Academia de Dança Promenade, em Guarulhos (SP). Depois fui para a Escola Municipal de São Paulo, Centro de Dança Roberto Silva, aonde me formei como bailarina pelo Método Vaganova”, explica.

Em 1998 Andrea mudou-se para Pomerode e foi dançar na Escola Pró-Dança, de Blumenau, no Teatro Carlos Gomes, onde aprendeu outro método de Ballet. “Quando eu fui dançar na escola aprendi outro método de Ballet, o da Royal Academy of Dance, método Inglês. Algum tempo depois o Pró-Dança, me presenteou com a faculdade de professores da Royal Academy em Londres, após formada eu estava apta para lecionar dois métodos de Ballet, Vaganova (Russo) ou Royal (Inglês)”, conta.
Formada em Educação Física pela FURB, com Pós-graduação em Dança pela faculdade de Artes do Paraná, além de cursos como o CUBAllet, que levou Andrea a dançar a grande obra o Lago do Cisnes. Ela também lecionou Ballet na ADBLU para as atletas de Ginástica Rítmica. “Na ADBLU eu lecionava Ballet para as atletas de Ginástica Rítmica, passei a me dedicar às ginastas, e resolvi fazer Pós-graduação em Ginástica Rítmica, na seleção Brasileira, que na época treinava em Londrina- PR. Após a formatura fui técnica por vários anos da ADBLU, da categoria infantil, aonde obtivemos várias premiações”, conta.

Uma das maiores conquistas para a bailarina foi quando em 2007 apresentou o Projeto Ballet Cultura para o então prefeito Paulo Pizzolati, que aceitou e incentivou o projeto que se mantém vivo até hoje. “Apresentei o Projeto Ballet Cultura a cidade de Pomerode, aonde estou trabalhando até os dias de hoje. O projeto leva Ballet para as escolas e creches da cidade, onde selecionamos talentos para compor o Corpo de Baile Municipal de Pomerode. Este grupo representa a nossa cidade em Festivais de dança e já conquistou 202 troféus para o município” revela.

Andrea conta que as dificuldades nunca abalaram o amor que tem pelo Ballet e acima de tudo o apoio dos familiares e amigos que nunca a deixaram desistir da sua carreira. “As dificuldades sempre vão existir e são muitas, mas graças a Deus, o amor pelo Ballet sempre foi mais forte, e superei todos os obstáculos. Sempre estive com pessoas boas ao meu lado, apoiando e incentivando, nunca estive sozinha, por todos os lugares que dancei e trabalhei, fui rodeada de pessoas maravilhosas, que me ajudavam a superar desafios”.

Sobre os seus momentos mais marcantes ao longo da carreira, ela revela que são muitos e que é impossível enumerar todos. “É difícil de descrever. Cada festival, viagem, prêmio conquistado é um momento marcante. Ser bailarina é ter uma vida de momentos marcantes. Estar no palco é um desafio, a cada dança apresentada, quando você vê que tudo saiu do jeito que você pretendia, já se torna um momento marcante. Mas na minha carreira como bailarina, posso considerar como momentos marcantes, dançar O Lago do Cisne pela escola Cubana em SP. Ser bailarina principal no Ballet A Viúva Alegre, no Teatro Carlos Gomes, participar da Formatura em Dança em Londres, na Inglaterra e conquistar a premiação de melhor coreógrafa, no Festival de Dança na cidade de Santo Ângelo – RS”, comenta.

Quando questionada sobre o seu amor pelo Ballet a Bailarina não esconde a emoção. “Na realidade, eu não sei o que seria da minha vida sem a dança. O Ballet sempre fez parte do meu dia a dia, foi um vício que entrou na minha vida. Ballet é meu trabalho. Minha diversão. Não sei viver sem pensar em Ballet. Felizes aqueles que podem dançar. Não deixe o medo de errar impedir que você dance. Dançar é uma forma linda e privilegiada de viver”, finaliza.

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