Um problema que vem com o desenvolvimento
Todo mundo espera que uma cidade se desenvolva, principalmente na área econômica. Como toda melhoria tem consequências, o transporte coletivo é um dos pontos mais afetados com o desenvolvimento. Com a instalação de novas empresas em Pomerode e a vinda de mão de obra de cidades vizinhas, muitas vezes os ônibus que fazem a linha intermunicipal, não têm capacidade para atender toda a demanda.
Todo mundo espera que uma cidade se desenvolva, principalmente na área econômica. Como toda melhoria tem consequências, o transporte coletivo é um dos pontos mais afetados com o desenvolvimento. Com a instalação de novas empresas em Pomerode e a vinda de mão de obra de cidades vizinhas, muitas vezes os ônibus que fazem a linha intermunicipal, entre Pomerode e Blumenau, não têm capacidade para atender toda essa demanda.
Recentemente, uma imagem divulgada na internet, registrada pelo celular de um usuário do transporte coletivo, mostrou a superlotação do veículo, com diversas pessoas sem lugar para sentar. Segundo as informações postadas na rede social Facebook, o ônibus faz a linha de Blumenau até Pomerode, no horário que sai da cidade vizinha, às 6h20min.
A diarista Isolina Michel é usuária do transporte coletivo de Pomerode, Volkmann, e utiliza o serviço, pelo menos, três vezes por semana, a fim de chegar aos locais de trabalho. Utilizando a linha que sai no mesmo horário em que foi feita a imagem, às 6h20min, ela relata que quase todos os dias, é a mesma situação. Ônibus lotado, janelas fechadas por todo o percurso, sem local para sentar durante a viagem. 'É uma situação difícil, porque chegamos nos sentindo mal no trabalho. Muitas vezes já chegamos suados ao local de trabalho, sem nem ter feito esforço ainda', relata.
Outro problema que ela relata é a falta de cobradores de ônibus. São dois ônibus distribuídos no mesmo trajeto, no mesmo horário. Porém, segundo a diarista, um dos veículos está sempre sem cobrador; o que dificulta quem quer saltar. 'Várias vezes eu já tive que pagar mais, porque o motorista não tinha troco, já que não havia cobrador. Aí quando queremos descer, é sempre um transtorno porque não tem como cobrar a passagem. Agora já deixo o dinheiro certinho para pagar o passe', explica.
Além disso, ela revela que há dias, quando havia apenas um ônibus cumprindo o horário, o cobrador nem conseguia fazer todas as cobranças de passagem, pois pela superlotação, não havia como passar.
Outro fato lembrado por Isolina, é que em um destes dias, uma mulher chegou a passar mal dentro do ônibus. 'Estava muito quente, as janelas fechadas e ela começou a não se sentir bem, dentro do veículo', conta a diarista.
De acordo com o representante da Empresa de Transporte Coletivo Volkmann, Peter Volkmann, pela legislação vigente, os ônibus podem transportar até sete pessoas por metro quadrado, o que num veiculo de 12 metros de comprimento, seriam de 110 pessoas.
'O veículo tem de 48 a 54 lugares, o restante seria em pé mesmo. Ou conforme o Ministério Público, é permitido até 100% da lotação em pé para transporte público municipal. O que também daria 108 passageiros', explica Peter.
Segundo ele, por exemplo, na segunda-feira, 19 de fevereiro, essa linha teve 71 passageiros e o segundo ônibus teve 75. 'Ambos dentro da normalidade', revela.
'Referente ao cobrador, se a passageira é frequente, recomendamos que compre passes para facilitar essa transação. Ou também se facilitar o troco como a usuária Isolina faz, ajuda bastante. Mas ninguém paga a mais. Nossos motoristas, inclusive, são orientados a deixar o passageiro sair sem pagar caso não haja troco, em casos onde o cobrador não está presente', explica.
Quanto às janelas, ele diz que infelizmente não há condições de controlar cada passageiro, mas os tampões, no teto, os motoristas sempre exigem que fiquem abertos.
Já sobre a foto divulgada na Internet, Peter afirma que a imagem foi feita no período de greve de ônibus de Blumenau. Nesse caso, há uma extrema superlotação dos veículos do transporte coletivo de Pomerode. 'Como é algo inesperado, não temos capacidade de absorver os passageiros de Blumenau, durante os dias de greve na cidade vizinha; é inviável, tanto por causa do número de veículos, como pela quantidade de funcionários', relata.