Um príncipe entre bailarinas
Quem disse que ballet foi feito só para meninas? A história confirma que a arte é apreciada por meninos também. Afinal, o ballet expressa os sentimentos de quem o faz, e isso não possui distinção entre homens e mulheres. Além disso, demanda muita dedicação e trabalho duro para que os resultados desejáveis sejam obtidos. Reunindo graça e leveza, a dança exige também muita força.
Quem disse que ballet foi feito só para meninas? A história confirma que a arte é apreciada por meninos também. Afinal, o ballet expressa os sentimentos de quem o faz, e isso não possui distinção entre homens e mulheres. Além disso, demanda muita dedicação e trabalho duro para que os resultados desejáveis sejam obtidos. Reunindo graça e leveza, a dança exige também muita força e é sucesso absoluto em todo o mundo.
Em Pomerode, a presença de meninos em ensaios e apresentações de ballet ainda é incomum, mas não inexistente. Fransuê Kauã Mainchain, sete anos, vivencia a dança desde os quatro e já sabe que deseja seguir a carreira.
As aulas, que ainda não iniciaram, são sempre ansiosamente aguardadas. Tenho aula toda quarta-feira e já sinto saudade. Os ensaios começam em fevereiro e não vejo a hora de poder dançar, conta o menino.
O primeiro contato com o ballet, no entanto, foi mais por curiosidade. Sempre gostei de dança e, na verdade, não sabia exatamente o que era o ballet. Pensava que era só para meninas e que elas ficavam só na ponta dos pés. Mas quando fiz a primeira aula gostei muito, mudei de ideia, foi diferente do que pensava, comenta Fransuê.
Fransuê faz aulas de ballet através do projeto Ballet Cultura, da professora Andrea Hradec. Para ele, a presença de outros meninos seria importante, uma vez que diversas apresentações contam com a participação de meninas e meninos. Sendo assim, há limitações. Eu queria que mais meninos fizessem ballet, mas sei que a maioria deles prefere karatê ou outras atividades, afirma.
A escolha pela dança, no entanto, vai além da paixão. O ballet é educativo, tem postura, obediência. Algumas outras atividades são muito agressivas e não gosto disso, ressalta.
O menino descobriu, também, que o ballet pode levá-lo a outras cidades. Prova disso, são as apresentações que já efetuou em cidades vizinhas, como Jaraguá. Todavia, mais do que viajar pelas estradas, a dança permite que as coreografias lhe façam viajar pelo mundo.
E quando o assunto é coreografia, Fransuê revela que essa é a parte que mais gosta nas aulas. No início do ano, aprendemos passos, fazemos exercícios e então vamos para a dança. Não ensaio em casa, mas sempre sei as coreografias, revela.
Apesar de ser apaixonado pela dança e pelo ballet, o menino sabe que o apoio à sua decisão não é unânime. Todavia, a família e a professora são fundamentais para que ele permaneça fazendo o que gosta. Não quero parar de dançar e não vou desistir das aulas, afirma.
O interesse pela dança é tanto que Fransuê deseja assistir a todas as apresentações que puder. Todo evento que tem ballet eu quero ir. Tem uma, que ocorreu no ano passado, onde vários meninos se apresentaram e essa é a minha preferida, conta.
Ainda falando em preferências, de todas as suas apresentações, Fransuê gosta mais da última que realizou, na qual representava um pinguim. Foi uma apresentação muito bonita e dinâmica, explica.
A pesquisa de apresentações pela internet também faz parte da rotina do menino, que procura coreografias e apresentações durante todo o dia.
Ainda criança, Fransuê já deseja ser um grande bailarino quando crescer. E, além disso, tem vontade de conhecer o grupo mais famoso de Joinville, o Bolshoi.
Um menino e um sonho. Que os passos dados hoje, em Pomerode, possam trilhar uma grande história de sucesso pelos palcos de todo o Brasil e, quem sabe, do mundo. Afinal, quem não tem um sonho, também não terá uma realidade.