Geral

Um passeio inesquecível

E.B.M. Olavo Bilac

1 de abril de 2009

E.B.M. Olavo Bilac

 

 

 

 

O dia 3 de março foi especial para nós, alunos dos 6ºs anos da Escola Básica Municipal Olavo Bilac. Foi diferente porque tivemos a oportunidade de aprender fazendo uma pesquisa de campo. E que pesquisa! Visitamos três lugares atingidos pela catástrofe do final do ano de 2008.

Ficamos espantados com a força da avalanche que destruiu a casa da família Raduenz, soterrando o casal que nela morava. Segundo o relato do bombeiro Charles, que acompanhou a nossa turma, o casal tentou sair do local antes da avalanche, mas foram impedidos pelos deslizamentos de terra que obstruíram as estradas, impedindo a passagem.

Visitamos também o local em que ficava a residência da família Ringenberg, que foi totalmente destruída, no dia 23 de novembro. Lá entrevistamos a Sra. Suely Ringenberg, que contou com detalhes toda a história.

A Sra. Suely relatou que tudo começou na noite de sábado, quando perceberam que estava descendo uma pequena barreira. Com medo do que poderia acontecer, passaram a noite na casa do irmão do Sr. Edson.

De manhã, às 5 horas e 30 minutos, voltaram para sua casa e viram que o deslizamento de terra havia derrubado o muro e que, principalmente a cozinha, havia sido afetada com lama até o joelho. Nas outras dependências da casa havia pouca lama. Diante disso, a família acreditou que havia descido tudo, que nada mais poderia acontecer. Familiares e vizinhos iniciaram um trabalho de mutirão, quando fora de casa estava quase limpo, o Sr. Wilson Ewald veio alertar que a área era de risco, e que o melhor a fazer seria sair da casa. Mediante o alerta, o Sr. Edson pediu à sua esposa Suely que pegasse roupas e documentos. Segundo a Sra. Suely, ela andava na casa e não conseguia distinguir o que era essencial levar naquele momento. Contou emocionada que na hora de pegar alguns pertences ela pensou nos brinquedos que o filho André havia ganhado no aniversário em outubro, como tudo tinha que ser muito rápido, pegou somente a caixa com os carrinhos menores. Mais tarde, depois da casa destruída, seu filho perguntou se eles tinham salvado o "relâmpago" (carrinho preferido do filho); tristes, disseram que não. Alguns dias após, o Sr. Floriano, meu avô, que havia construído toda a casa, se aventurou nos escombros e retirou cinco carrinhos do André, no meio destes, o seu preferido. Nem é preciso mencionar o quanto o pequeno André ficou feliz. Talvez alguns leitores se perguntem: – Como pode alguém ficar feliz em retirar carrinhos da lama? E eu respondo, pode parecer pouco, mas para quem perdeu tudo, cada pecinha sua que é encontrada ajuda a dar forças para recomeçar e acreditar que com força e coragem é possível recomeçar.

Outro local que também visitamos, foi na rua Johann Findeis, onde quatro casas foram destruídas. O interessante é que não foi na mesma semana dos deslizamentos relatados anteriormente. Quando tudo parecia ter terminado, após ter uma semana de sol, choveu novamente, e o morro desceu destruindo as casas.

O bombeiro José Carlos que mora nesta rua, relatou que as casas não caíram de uma hora para outra, teve uma casa que demorou mais de um mês até ser destruída.

Felizmente não houve mortes nesses deslizamentos. "Fica uma lição para cada um de nós: Precisamos valorizar a vida e cuidar de nosso Planeta, para evitar novas catástrofes no futuro.", relata Cristine Buettgen, aluna do 6° ano A.

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