Um mundo de experiências
Viajar, conhecer outras culturas, cidades, países e costumes. Esse é um dos principais objetivos do intercâmbio.
Viajar, conhecer outras culturas, cidades, países e costumes. Esse é um dos principais objetivos do intercâmbio. E por esses e outros motivos, a italiana Lucia Chaloin, 17 anos, e o dinamarquês Albert Olson, 16 anos, irão passar algum tempo em Pomerode.
Estudando no ensino médio do Colégio Sinodal Doutor Blumenau, os jovens escolheram o país por motivos diferentes, mas com a certeza de que o aprendizado será levado para sempre.
Para Albert, o Brasil e as praias catarinenses sempre fizeram parte das histórias da família. Isso porque seu tio, Diplomata, sempre comentava sobre o estado com ele. Meu tio é norte americano e Diplomata aqui no Brasil. Quando nos visita, na Dinamarca, sempre fala sobre o país e, por isso, meu interesse em conhecê-lo pessoalmente, conta.
Já para Lucia, a experiência em outro país foi o que a motivou a fazer intercâmbio e o Brasil foi consequência do que se fala sobre o país em sua terra. Na Itália se fala muito sobre o Brasil. A cultura, as praias, o divertimento são alguns dos atrativos, afirma.
Para a coordenadora de Línguas Estrangeiras do Colégio, Nívea Wehrmeister, a experiência vivida entre intercambistas e os alunos da escola são vivências adquiridas para toda vida. A parte cultural, com certeza, é a maior experiência. A questão das tradições, dos costumes, dos aprendizados sempre são importantes e sinônimos de conhecimento. O Colégio participa dessa parceria há alguns anos e recebe os intercambista aqui. Para eles esse intercâmbio é uma questão de autonomia e independência, também, completa.
Lucia ficará no Brasil até dezembro deste ano, enquanto Albert despede-se dos amigos em agosto do ano que vem. Ficarei apenas seis meses para não perder o ano letivo na Itália, afirma Lucia.
E, mesmo que o tempo pareça ser curto, a saudade já começa a bater. Estamos 25 dias aqui e falo com minha família cerca de duas vezes por semana. Na semana passada eu chorei, mas logo passa, conta a jovem.
Albert segue a risca todas as recomendações da AFS e fala com a família cerca de uma vez a cada duas semanas. Esse é o ideal para que eles possam aproveitar os momentos aqui, afirma o Conselheiro da AFS Intercultural, Eurides Schmelzer Junior.
Para os estudantes, a convivência com os brasileiros resultará no aprendizado sobre cultura, tradição e, mais do que isso, nas relações humanas tipicamente daqui. A visita constante na casa em que estou é muito diferente do que estou acostumado na Dinamarca. Lá somos em apenas quatro, aqui as famílias se visitam o tempo todo e estão sempre juntas, é muito legal, afirma Albert.
Se o aprendizado é grande para quem vem
ao Brasil, a experiência é tão boa quanto para quem os recebe, por conta disso, os hospedeiros também são parte desse intercâmbio. Afinal, abrir as portas para um intercambista é também abrir portas para um mundo de possibilidades. Pois, com rotinas diferentes, passa-se a conhecer uma nova cultura e cria um forte e saudável vínculo de amizade com uma pessoa de outro país. E, além disso, aprendizado, conhecimento e relacionamento nunca são demais.