Um leque de novas culturas e saberes
Pomerodense já visitou e conheceu 56 países ao redor do mundo e conta como as vivências em cada um o tornaram uma pessoa melhor.
Viajar o mundo e conhecer inúmeros locais e pessoas. Quem não gostaria de poder fazer isso? Mas não só para conhecer e passear, mas também, para aprender e se colocar à disposição de quem necessita. Foi isso que fez o pomerodense Haroldo Ramthun Júnior, que tem no passaporte, nada mais nada menos, do que 56 países visitados, entre eles México, Lituânia, Portugal, Coreia do Sul, Quênia, Índia, Malásia, Panamá, Escócia, Egito e Irã.
Quando perguntado sobre a origem deste gosto pelas viagens, pelas descobertas e pela curiosidade em saber mais sobre outras culturas, ele afirma que a paixão começou quando ainda era criança. “Desde pequeno, quando tinha dois ou três anos, já acompanhava a rotina da minha família, que trabalhava com o ramo da logística e também viajava muito com motorhome. Acho que foi ali que começou essa paixão pela estrada, por conhecer novas culturas e novos lugares”, conta Ramthun.
A primeira, das mais de 50 experiências internacionais que ele coleciona, foi em 2008, e teve como destino a África do Sul. Ramthun relata que foi na Cidade do Cabo que começou a aperfeiçoar a língua inglesa, pouco a pouco, além de aumentar ainda mais o desejo de conhecer outras manifestações culturais.
Mas o jovem nunca deixou de lado os estudos e a formação. Haroldo Ramthun é formado em Direito e também mestre em Estudos Latino Americanos. O mestrado foi cursado em Viena, na Áustria, e lá ele pôde ter contato com colegas de outros países latino americanos e, também, com europeus, que, juntos, trocavam ideias sobre política, cultura e sustentabilidade, por exemplo.
“Foi muito bom. Em meio às minhas viagens, eu pude ter a formação acadêmica, que me deu mais base, mais conteúdo, mais experiência. Elas também me permitiram aperfeiçoar idiomas como alemão, inglês e espanhol, principalmente no mestrado que fiz na Áustria”, enaltece Ramthun.
Ele conta, também, que sempre preferiu gastar e consumir o mínimo possível em suas viagens, principalmente na questão de hospedagens. Ramthun relembra que, desde o início, nas primeiras semanas na Cidade do Cabo, já decidiu que ficaria em um Hostel, hábito que se repetiu nas outras viagens, já que ficar em um hostel ou albergue sairia muito mais barato.
“Neste tipo de hospedagem tem acomodações com quatro, oito e até 16 camas, e comumente são em beliches ou outras acomodações verticais. Você divide o espaço com várias outras pessoas e acaba tendo um custo de viagem muito mais baixo, o que era o principal objetivo. A educação que eu tive de casa era de gastar menos, consumir menos, o que pode te levar muito mais longe. É o que aconteceu comigo e tenho orgulho de dizer que sempre preferi as acomodações partilhadas. É nestes lugares que eu me sentia bem”, afirma.
Quando perguntado sobre momentos marcantes, que leva na memória, sempre, ele cita um local, em especial, bem diferente dos convencionais.
“Eu creio que o que marca é o teu momento. Eu tive excelentes experiências, ainda mantenho contato com pessoas de outros continentes que eu conheço. Em especial, um rapaz que eu conheci quando ele tinha 17 anos, na África, em Malawi, cuja língua é o português, e que fica em um grande lago e é vizinho de Moçambique. Ele me oportunizou que eu fizesse uma ajuda financeira bem pequena no início, para comprar algumas roupas para o colégio dele, para que ele pudesse estudar e eu tive o prazer de ver ele se formar, depois, em Enfermagem. Então, hoje, ele é enfermeiro e mesmo depois de seis anos, continuamos tendo contato, com ele falando da realidade dele, do país dele, com as diferenças sociais e tudo, mas sempre com alegria. Malawi mora no meu coração no sentido de ter oportunizado chances de partilhar, de fazer voluntariado, ensinar as crianças a nadar em um lago, foram várias coisas que você poderia fazer junto à comunidade e que abriu mais a minha mente e aumentou o meu leque de experiências”.
Ele completa dizendo que qualquer pessoa que tenha essa paixão por conhecer novos locais e pessoas pode fazer isso, basta querer. Além disso, ele ainda fala sobre o quanto as pessoas podem crescer como seres humanos ao vivenciar estas experiências. “Os meus voluntariados e ajuda comunitária em outros países me engrandeceram como pessoa. O turismo sustentável também foi algo que me fez perceber a importância da simpatia e da empatia, porque sempre devemos receber de braços abertos quem vem nos visitar. O desenvolvimento pessoal foi muito gratificante, eu pude ter contato com várias culturas. Pude conhecer pessoas com outros credos, outras situações sociais, mas que te recebem de braços abertos e com um sorriso no rosto”, finaliza.